Pois é, como os fieis leitores do Onzenet puderam perceber, aconteceu um probleminha aqui no template e alguns itens do novo lay-out não estão aparecendo aí na sua tela. Mas não se avexem, porque logo-logo as coisas voltarão ano normal. Os textos continuarão sendo postados aqui no seu ritimo normal (eu disse ritimo normal???!!!)
domingo, julho 14, 2002
sábado, julho 13, 2002
E agora, informações do mundo da Internet
Prezado Amigo,
Há mais de quatro anos e sobretudo graças à sua colaboração, a StarMedia tornou-se o portal de maior crescimento e ponto de referência na Internet de língua portuguesa e espanhola.
EresMas e StarMedia fecharam um acordo para a incorporação da Starmedia.com e da Latinred.net dentro do grupo eresMas, na maior e mais decidida aposta pelo mercado latino da Internet.
Investimos neste novo projeto do eresMas com o maior empenho. No entanto, e devido às mudanças que serão necessárias no nosso portal, alguns dos acessos à StarMedia e à LatinRed, em português, estarão agora
em castelhano. Esperamos reiniciar as atividades em português o mais breve possível; esta interrupção não afetará o funcionamento de nenhum dos serviços aos quais já esteja inscrito.
Aproveitamos a oportunidade para agradecer o interesse pelos conteúdos e pelos serviços oferecidos até o momento, o que nos permitiu contar com sua presença.
Nossas cordiais saudações,
EresMas Interactiva Inc.
Isso só veio a confirmar que as coisas lá pelo lado da Starmédia não andavam bem.
Sou usuário do Starmedia Mail e espero mesmo que não aconteça nenhuma mudança de percurso. Tive uma experiência pouco agradável com outro portal latino, o El Foco. Eles tinham três bases: México, Argentina e Brasil. Por aqui uma de suas estrelas era o jornalista André Barcinski, que mantinha uma coluna e também era responsável pela parte de conteúdo. Além da parte editorial, eram oferecidos outros serviços, como o web mail, o qual passei a usar. O El Foco foi um dos poucos portais em que consegui fazer uma conta de e-mail usando apenas meu primeiro nome, o que era uma grande facilidade para mim. Tudo ia muito bem, até que eles passaram a ter dificuldades no país deivido a crise das empresas ponto com, entre os anos 2000 e 2001. Acabaram fechando a redação aqui no Brasil, mas continuaram com os serviços por mais algum tempo.
Num belo dia, foi anunciada a venda do El Foco para um outro portal mexicano. O que parecia ser uma boa notícia acabou virando uma dor de cabeça para os seus usuários. Se quisesse manter minha conta teria que assinar um provedor de acesso, baseado na Cidade do México ( ! ). Era uma proposta sem cabimento para quem mora no Brasil e não foi dada outra possibilidade. Resultado: perdi meu endereço de e-mail. Espero que esse tipo de coisa não se repita com a Starmedia.
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Rodney Brocanelli
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Lembram do caso relatado aqui da colunista que "pega emprestado" notas de um blog para fazer a sua coluna num dos sites jornalisticos de prestígio do país? Ela alegou na ocasião que tais informações chegavam a ela mandadas pelos seus leitores e se comprometeu a orienta-los para não fazer mais isso. Pois bem, passou uma semana, passou a outra e somente agora, três semanas depois, ela faz um registro sobre o caso, porém falando de uma outra notícia que estava no mesmo blog sobre a Rádio Nacional, do Rio de Janeiro. Veja aqui. Antes tarde do que nunca, mas ainda tem uma pendência no ar. Não houve nenhuma menção a nota sobre a Rádio Muda que eu mandei para eles (Para entender o caso, leiam meu post de 24/06).
Sobre essa história de pláginos na net, quero aqui reproduzir trechos de um artigo publicado no Comunique-se, intitulado Plágio de conteúdo jornalístico na Web, que veio bem a calhar. Mario Lima Cavalcanti, seu autor, o inicia com uma citação:
"PLÁGIO É QUANDO ALGUÉM COPIA SEM CITAR. QUANDO ALGUÉM TENTA SE APROPRIAR DO QUE NÃO É DELE. A DEFINIÇÃO PARECE CLARA MAS, NA PRÁTICA, NEM TUDO É ASSIM TÃO FÁCIL"
António Granado, editor do site Ciberjornalismo.com
Depois Cavalcanti prossegue:
O plágio de conteúdos jornalísticos na internet não é um problema nacional. Na coluna Media News, do site Poynter.org, o jornalista Jim Romenesko alerta para um artigo do jornal Austin American-Statesman copiado por uma escritora que sequer citou a fonte.
Há quem pense que os que copiam textos na internet não sabem o que estão fazendo. Mas até "gente grande" faz coisa errada. Segundo comunicado de 30 de junho de 2002 do editor do jornal norte-americano The Salk Late Tribune, seu colunista de TV, Marty Renzhofer, perdeu o cargo por copiar parágrafos de textos de outro site.
E aqui vai o trecho mais representativo, ao meu ver:
Quem trabalha no meio online sabe que ter textos copiados é o que mais ocorre em sites de conteúdo. Vicente Tardin, editor do Webinsider, acredita que as pessoas confundem informação de uso livre com cópia: "Existe uma certa confusão entre informação livre e cópia de conteúdo. Quem copia textos de sites de conteúdo está na verdade vendendo um pastel cujo recheio não é dele. Se alguém gostou de uma matéria publicada no seu site, por que não a comenta e aponta links?" diz o jornalista, que já teve alguns de seus textos publicados sem autorização em vários sites.
A íntegra do artigo está no site Comunique-se. No final, Mario Lima Cavalcanti faz uma remissão a um texto sobre o mesmo assunto da jornalista Tina Andrade, e já indicado por mim aqui (Veja meu post de 02/07). É um alento saber que enquanto existem pessoas que usam o copy e o paste depudoradamente, outras se preocupam em deixar as coisas em pratos limpos.
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Rodney Brocanelli
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sexta-feira, julho 12, 2002
Error 503:Unable to load template file: /home/Templates2/3425397_a.html (server:page)[more info]
É bom colocar as barbas de molho quando uma mensagem como a que está aí em cima aparece logo depois de clicar em Post & Publish.
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Rodney Brocanelli
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Estou republicando aqui no Onzenet a entrevista que eu fiz com o jornalista Alexandre Petillo para o site Euqueromais. Petillo é editor e um dos idealizadores da revista Zero, que está chegando a sua terceira edição.
O diálogo rolou via mail em fevereiro último. Mandei a ele um questionário que foi prontamente respondido. O correio eletrônio acabou se transformando em um importante aliado dos entrevistadores. Com ele é possível garantir a fidelidade nas declarações, além de ser barato. Se o interlocutor estiver em outro país ou em outra cidade, economiza-se no interurbano. Mas nada substitui uma conversa téte-a-téte.
Eu não acredito que esse papo com o Petillo esteja datado. É uma ótima chance para os leitores da Zero confrontarem o resultado final que está indo para as bancas com as intenções declaradas por ele na entrevista.
1)Como nasceu a idéia da revista?
Sempre tivemos vontade de lançar uma revista de música. Mesmo quando a Bizz ainda existia. Acho que todo mundo que escrevre sobre música, e gasta rios de dinheiro com CDs, revistas e outros meios de consumo pop, tem vontade de fazer um projeto nos seus modos. Por isso, a Zero é a exteriorização de um grupo de amigos jornalistas que têm, em comum, a paixão pela cultura pop e por escrever sobre.
Para falarmos de data, o projeto nasceu no fim de novembro, entramos em contato com os colaboradores em dezembro e o número 0 saiu agora em fevereiro. Tudo feito na camaradagem e com o coração na ponta da chuteira.
2)Qual a linha editorial que a Zero irá seguir?
Apesar de estar sendo vendida como a "nova revista de música do Brasil", a Zero prentende falar sobre tudo que é relativo à cultura pop. Posso dizer que, ela terá cerca de 60% de suas páginas dedicadas à música e o resto à boas histórias.
Não precisa ter alguma coisa a ver com música, nesse número 0, por exemplo, tem uma matéria muito engraçada sobre pessoas que trabalham com cadáveres. Tem também um perfil de uma dupla de quadrinistas que produz uma HQ para os presos do Carandiru.
Além disso, fala do triste destino dos garotinhos perfeitos dos anos 80, como o paquito que virou traveco (um outro virou exorcista), a errática trajetória do Juninho Bill...
Mas um grande diferencial da Zero, em seu projeto editorial, é apostar em grandes reportagens, capazes de esgotar o assunto abordado. Na matéria de capa, por exemplo, falamos da ascensão e queda do RPM, com os membros abrindo o jogo sobre sexo, drogas e rock. Uma matéria retrospectiva, quase definitiva e totalmente pessoal.
3)E o que o leitor poderá encontrar na revista?
Diversão. O leitor que investir R$ 5 na Zero, irá se divertir durante todo o mês. Sempre terão matérias bem humoradas, novidades e reportagens diferentes. Vamos fazer o impossível para fugir da mesmice dos jornais culturais e sites existentes hoje. Atualmente, no Brasil, o jornalismo cultural adotou a cartilha das assessorias de imprensa e criaram o "jornalismo de agenda". Todas as matérias em todos os jornais, falam a mesma coisa, no mesmo dia. Nossa intenção é sempre mostrar o outro lado da história.
4)Esse número zero que já está pronto vai estar nas bancas? Como tem sido a receptividade dessa estréia?
Esse número 0 é exclusivo para a imprensa e anunciantes. No entanto faremos uma festa, em breve, onde esse exemplar será distribuido entre os presentes.
A receptividade tem sido excelente. Quem realmente gosta e se importa com música na mídia brasileira tem nos recebido de braços abertos, dando total apoio. Tem saído matérias e notas sobre a Zero em diversos jornais e sites de todo o País.
A única coisa que me entristece são as, digamos, "tias velhas" do jornalismo cultural, que nos veêm como "a nova geração que vai tomar o seu lugar" e não nos apoiam, simplesmente ignorando o esforço. Estranho, porque vivem reclamando em suas colunas de opinião que não acontece nada, que ninguém faz nada no Brasil. Quando alguém faz, ignoram. Mas ok, eles estão em extinção e estamos conseguindo usar o vudu em nosso favor.
5)Vocês já têm uma idéia do esquema de distribuição? A Zero poderá ser encontrada em todo o Brasil?
Sim, a revista será distribuída em todo o território nacional.
6)As comparações com a Showbizz serão inevitáveis. No que vocês pretendem se assemelhar e a se diferenciar da antiga publicação?
A Bizz foi a nossa escola. Eu cresci lendo a revista e tenho todos os números dela. Acho que o principal diferencial da Zero com a Bizz será a abertura para outros assuntos, que não música.
Também priorizamos as boas histórias, não importando quem seja o foco. Nesse número 0, por exemplo, tem um entrevistão com o Nahim, um cantor brega dos anos 80 que está processando o Silvio Santos por se achar o legítimo vencedor do "Qual é a Música". Esse é um tipo de assunto que não seria abordado na Bizz. Acho que se for para fazer uma comparação com outros veículos, podemos dizer que a Zero é uma mistura do Notícias Populares com o Melody Maker.
7)O mercado editorial está se agitando tanto com o lançamento da Zero, como o da Play (que já está no seu segundo número) e mais uma outra publicação, da Editora REM, que chega as bancas em março. Haverá espaço para todos, principalmente do ponto de vista publicitário?
Espero que sim. Esse ano prentende aquecer o mercado publicitário. Tem Copa do Mundo, Eleições, a Kaiser vai promover shows durante todo o ano, tem Free Jazz, Rock In Rio no começo de 2003... Acho que tem espaço para todos, porque, mesmo essas revistas serem jovens, cada uma tem um alcance e estilo único.
8)Como você analisa o atual momento da crítica músical no Brasil?
Deprimente. Uma coisa que me chateia muito, como eu disse acima, é essa postura de "jornalismo de agenda". Todo mundo fala da mesma coisa, no mesmo dia e não muda nem o "gancho" da matéria. Seguema as assessorias de imprensa.
Posso afirmar sem medo que o jornalismo cultural está em crise. Não existem repórteres e jornalista que buscam o furo, a novidade, aquilo que ninguém falou. Isso não interessa mais, porque a "indústria do cool" já se instalou. O pensamento é o seguinte: "vou agradar a assessoria, que vai ficar feliz e me dar um monte de presentes e discos". Infelizmente, é assim.
Para piorar, a crítica musical brasileira é formada por dois tipos de profissionais: 1) aqueles que se formaram em faculdades e escolheram o jornalismo cultural como o meio mais fácil de se manter na profissão. Catedráticos, não fogem do pensamento fácil e usual, que lhes foi imposto nas salas de aula e;2) aqueles que se acham os donos da verdade, os "sabe-tudo" que mais leram sobre do que realmente ouviram. São caras como esses que saem por aí dizendo que Strokes é genial e que o Bob Dylan era apenas um "cara de sorte". Ambos tipos de profissionais não escrevem com tesão.
Pare e pense: há quanto tempo você não lê uma matéria realmente boa e inesquecível na imprensa brasileira?
9)Você tem um e-zine sobre música, o Scream&Yell, o melhor do gênero na atualidade. Fale um pouco mais dele.
O Scream & Yell é a grande paixão minha e do Marcelo Costa, o outro editor - que também é editor na Zero. Começou como um fanzine de papel, feito em Taubaté, no interior de SP. Foi criado apenas para servir de escape para a nossa vontade de escrever sobre aquilo que gostamos. Começou a chamar a atenção e foi crescendo. Acabamos sendo convidados para trabalhar com jornalismo em SP e entramos de vez na profissão.
Em SP, com o pouco tempo para fazer o zine impresso, partimos para a internet, que é uma mídia mais instantânea. O Scream & Yell estreou na internet em dezembro de 2000. Hoje, pouco mais de um ano, tem uma média de 5 mil acessos diários, o que é ótimo para um site totalmente independente e sem qualquer ajuda financeira. Contamos com mais de 50 colaboradores diferentes, que nos mandam matérias sobre música, cinema, literatura e comportamento.
Também é o nosso canto, onde eu e o Marcelo utilizamos para poder falar do que quisermos, descer a lenha em quem quisermos, porque afinal, temos toda a liberdade do mundo ali e não temos rabo preso com ninguém.
Não devemos nada para qualquer publicação impressa, temos inúmeras matérias próprias, quentes e exclusivas. Toda semana,por exemplo, entram resenhas das principais estréias no cinema, assim como todos os outros lugares.
O conteúdo de matérias e textos existente no site é gigantesco. Não conheço ninguém que tenha lido todas as matérias que estão lá.
Bem, que não conhece, favor entrar no www.screamyell.hpg.com.br (nota do blogueiro: os site mudou de endereço: http//www.screamyell.com.br, sem o tal do hpg) . E podem mandar sugestões e colaborações
10)Quem quiser entrar em contato com a redação da revista Zero o que deve fazer?
Pode mandar um e-mail para revistazero@aol.com, que será prontamente atendido.
11) Fique a vontade para as suas considerações finais.
Pessoal, comprem a Zero, apoiem a cultura pop brasileira e vamos todos fazer com que o entretenimento de qualidade também vingue no Brasil.
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Rodney Brocanelli
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10:46 PM
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quinta-feira, julho 11, 2002
Você amigo blogueiro está com problemas e dúvidas no que diz respeito ao lay out do seu template? Chame Johnny Lost antes de fazer qualquer cagada.
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Rodney Brocanelli
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3:35 AM
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Na edição passada, por conta da retrospectiva de 1997, falei por alto sobre o relacionamento da cena indie nacional e a mídia. Disse na ocasião que quando se fala de alguma banda, apenas se dá espaço para quem gravaou CD. As bandas que estão ainda na fase de demo-tapes sequer são citadas.
(...)
Isso acaba sendo uma grande injustiça, pois nem sempre os grupos que chegam ao formato CD são bons. Por outro lado, tem muita gente boa que ainda não despertou o interesse da mídia por ainda estar em estágio de demo-tape.
(...)
A galera dos Sleepwalkers é um bom exemplo disso. "Sick brains in Sue's coffe", lançada em 1996 está entre as melhores coisas já produzidas no ano. A banda baiana Arsene Lupin é outro exemplo de demo legal. Mas, a exceção da coluna "Pub", do jornal "O Povo" (CE), ninguem falou deles. Apenas os zines é que tem a preocupação de dar espaço a quem ainda está no formato demo tape.
(...)
Não sei se estou sendo sonhador demais, mas o critério adotado pela mídia para se falar de algum trabalho dessa cena indie brasileira deveria ser o da qualidade, não o do formato pelo qual esse trabalho é lançado. Por que as páginas de lançamentos musicais dos jornais não falam de fitas demo? O preço é até mais em conta. Por um real ou dois você pode estar levando para casa ótimos trabalhos. Ainda que a fita cassete tenha uma limitação de qualidade, vale por você estar travando contato, por um precinho bem camarada com o novo.
Esse texto meio tosco escrito por mim foi publicado no zine Quex. Desde então, muita coisa mudou. A fita cassete demo, que parecia sobreviver incólume a passagem do tempo, está saindo de circulação e dando espaço ao CD-ROM. Um exemplo dessa transição é o selo mmrecords. Coincidência ou não, a partir dessa transição, o espaço para a cena indie nacional aumentou na grande imprensa. É comum hoje ler resenhas de bandas como Three Butchers Orquestra, Astromato, Pelvs e Stellar. Talvez eles não tivessem conseguido tanto espaço se ainda lançassem seus trabalhos em fitas demo.
Eu tive a oportunidade de perguntar a dois jornalistas sobre o esse desprezo da crítica musical pelas demo tapes. Thais Aragão, então editando a saudosa seção Pub, do jornal O Povo (CE) respondeu assim:
(...)O nome já diz: fita de demonstração. Não é todo mundo que quer ouvir algo que ainda não está completamente trabalhado, finalizado. É até difícil divulgar uma demo explicando que o que a pessoa vai encontrar, tanto de bom quanto de ruim. Pondo-me no lugar de quem quer conhecer o que rola no meio, eu não gostaria de comprar gato por lebre. Além disso, ficaria com uma impressão muito ruim sobre esse 'alternativo' se alguém me dissesse que algo é bom e eu achasse horrível. Perde-se credibilidade. Por questões econômicas e até ideológicas, estas fitas acabam sendo o produto final de muita banda, o que é péssimo. A qualidade não é boa. E se daqui a pouco ninguém nem escuta mais K7? Como vai ficar? Acho que as pessoas se ligam muito na embalagem. Não é o fato de se ter algo gravado numa fita ou ter algo impresso em xerox numa folha de ofício que isso vai se tornar algo culturalmente interessante. Tecnicamente, pode ainda ser alternativo, mas só a qualidade, a ousadia e a personalidade vão determinar se a essência deste produto vai servir para mudar algo, para avançar nas idéias que a indústria cultural de massa muitas vezes ajuda a desacelerar.
Alexandre Matias, hoje editor da revista Play, tinha uma opinião diferente:
Não gosto da diferença entre o alternativo e o mainstream porque desvaloriza o alternativo ou o indie ou o zineiro ou quem quer que seja... Essa é uma diferença estabelecida pelo próprio mainstream, pra dizer ao artista que, após ele assinar com uma major, sua carreira começa de novo. É claro que começa, mas é risível pensar que não existe nada antes daquilo. Como se os Beatles nascesse em Love Me Do... Acho pejorativo o uso da expressão "demo", porque muitas fitas que se vendem como tal não são fitas demo. São fitas de verdade, fitas pra serem vendidas, como discos, discos que não preferiram sair em forma de fita. Um monte de gravadoras se especializaram no formato, desde a Roir até o Midsummer Madness, e nem por isso devem ser tratados como "sub-gravadoras". Tá certo que o trabalho de um artista alcança um novo publico com o primeiro disco, mas isso não quer dizer que as primeiras gravações não valeram... Se a discografia do Concreteness se resumisse ao disco Numberum, que é o primeiro disco "oficial", ninguém entenderia a banda. Nem o Linguachula. Nem o Sonic Youth. Como se Elliot Smith tivesse mudado um milímetro ao sair da Kill Rock Stars pra Dreamworks. É difícil, mas é importante que não se trate um artista de forma diferente pelo fato dele ser independente. Escrever "Independente" em vez de colocar o nome da gravadora que o artista imaginou... Isso é inadmissível, é subjulgar o trabalho
Uma pena que esse debate não teve a chance de ser aprofundado. As fitas demo morreram. Viva as demo tapes.
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Rodney Brocanelli
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3:21 AM
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quarta-feira, julho 10, 2002
Quer saber o que eu tocava (ou tocaria se eu estivesse no ar) na Rádio Onze quando fazia meus programas por lá? Então ouça a minha estação na Usina do Som.
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Rodney Brocanelli
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3:32 AM
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terça-feira, julho 09, 2002
Feriadão aqui em São Paulo, boa oportunidade para fazer obras no blog. Aproveitei para incluir alguns novos links aí do lado esquerdo: Cinema Cuspido e Escarrado, do Marcelo Valletta, o blog da Mimi, que se amarrou no visual aqui do Onzenet (cortesia de Johnny Lost), e o site da jornalista Tina Andrade, que eu que tenho consultado muito principalmente para ficar por dentro das novidades techie. Se você aí tiver um tempinho aproveite e viste essas minhas indicações
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5:02 PM
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segunda-feira, julho 08, 2002
Em todo esse tempo de militância no movimento de rádios livres, sempre defendi que as rádios livres universitárias seriam aquelas que poderiam trazer um certo "algo mais", evitando de cair no clichê estétitco já conhecido por todos.. A Rádio Muda é uma das que não me deixam mentir. Tem uma outra, aqui no estado de São Paulo, que está se reestruturando aos poucos, a Rádio Livre DCE UFSCar. Leia aqui para saber um pouco mais dessa emissora mantida pelos alunos daquela universidade.
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Rodney Brocanelli
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8:27 PM
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Novidades do mundo dos zines (atenção, não confunda: zines são as publicações em papel; e-zines, os eletronic zines que estão na Internet):
-O Fanzine Esquizofrenia # 9 já está disponível para quem quiser comprar via correio. Um real bem camuflado (dica: use papel carbono para envolver a nota) ao endereço:
Gilberto Custódio Jr.
Rua Heitor Ariente 42
Butantã
São Paulo - SP
05541-050
-A Megssa acaba de lançar nova edição do zine Popadelic. Cheio de desenhos, colagens e textos da própria. Old-Skool pacas. Maiores informações, aqui:theluos@hotmail.com.
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Rodney Brocanelli
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6:17 PM
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Quem no mundo dos blogs não conhece a Flávia Durante? Ela fez uma simpática citação a minha pessoa no último domingo, a qual agradeço. Bem que eu gostaria de ser um "homem do rádio", mas a minha relação com esse veículo hoje é muito mais pelo lado da paixão que do lado profissional. Eu fiz parte de uma rádio pirata e o equema lá era completamente diferente. Tinha uma liberdade ímpar até mesmo para errar, consertar e seguir em frente. Não sei se eu sobreviveria muito tempo trabalhando numa rádio comercial. A paciência que o pessoal da Rádio Onze teve comigo talvez não se repetisse. De vez em quando costumo ouvir as fitas gravadas de programas que fiz e, por diversas vezes, me sinto constrangido. Eu encano com a minha voz, com as coisas que digo, com as minhas gaguejadas...Mas valeu. Foi uma das minhas melhores experiências até o momento.
No seu post, a Flávia diz:"Trabalhar em rádio é uma delícia, tô adorando. Orçamento pequeno, recursos primários, povo porralouca... O rádio é o "indie" dos meios de comunicação! ;-)"
E eu acrescento: o rádio é uma verdadeira cachaça.
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domingo, julho 07, 2002
Um dia eu ainda aprendo que existe uma coisa fundamental para quem escreve chamada revisão. Se não é pelo amor, tem que ser pela dor mesmo.
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1:18 PM
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sábado, julho 06, 2002
Ô quadrozinho escroto esse do programa do Luciano Huck, o Agora ou Nunca.
O esquema é assim: as pessoas escrevem solicitando ajuda financeira pelos mais variados motivos (teve uma moça que estava na mão de um agiota). O nível social de quem recorre ao quadro é do C para baixo. Daí, o escolhido para participar tem que cumprir uma tarefa, de acordo com a sua habilidade natural. Quem consegue, leva o prêmio, mas quando as coisas não dão certo aí é aquela cena: o pobre coitado com cara de tacho sem a grana de que precisa. O que não deve passar pela cabeça de uma pessoa que fracassa numa situação como essa? Imagino os danos que isso possa causar nas suas relações sociais e familiares. Se a intenção é ajudar mesmo por que não dar um prêmio de consolação? Muito pelo contrário, o participante entra sem nada e quando não dá conta de realizar a tarefa sai sem nada. É o típico caso de exploração da miséria alheia na TV. Como é na Globo, poucos falam a respeito.
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2:58 PM
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Alô, Charles Brito. Resolvi seguir sua dica. A partir de agora, cada post do blog Onzenet tem um espaço para que cada internauta deixe seus comentários. Então, façam bom proveito. A crítica é livre e as sugestões são mais que bem-vindas.
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O programa Brasil Urgente, da Rede Bandeirantes, desta sexta-feira (05.07) levou ao ar uma extensa reportagem sobre a aprenssão dos equipamentos da Rádio Transguaru FM 103,5 , localizada em Guarulhos e sem a devida concessão para estar no ar. O tom não foi muito diferente do que é visto em nove entre dez matérias apresentadas a respeito do assunto: "rádio pirata põe em risco aviação nacional", etc. O programa mostrou em detalhes o aparato técnico da unidade móvel usada pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), responsável pelo rastreamento das emissoras que não tem permissão para funcionamento. Depois, foi exibida a a ação da Polícia Federal na autação da rádio. O proprietário da emissora foi preso, mas deixaram claro que esse crime é afiançavel. Enquanto as imagens iam ao ar, o repórter fazia questão de informar os riscos que uma rádio pirata pode causar: interferência nos equipamentos da torre de comando do Aeroporto de Guarulhos. No final, ele ainda fez questão de dizer a todos envolvidos na apreensão da emissora que "fizeram um grande trabalho". Roberto Cabrini, o âncora do programa, fez coro aos elogios, mas lembrou que a política de concessões de rádio nos últimos anos obedeceu a critérios nebulosos e, segundo ele, isso precisava ser visto.
Enquanto apreensões como a da Transgaru são mostradas com toda a pompa e circunstância na televisão, um outra rádio clandestina continua no ar funcionando tranquilamente. É a Planeta 90, que opera nos 90,1 MHz, pertencente ao famoso Padre Chico. O santo dele deve ser forte demais para que sua emissora permaneça funcionando por tanto tempo. A Planeta 90 chegou a ser apreendida, em 2000, mas em pouco tempo voltou ao ar. Taí uma boa pauta para os jornalistas que cobrem rádio nos jornais ou em sites da Internet. Qual é o segredo para uma emissora como essa ficar tanto tempo no ar, não se incomodando com a fiscalização?
Para terminar eu queria dar uma dica de leitura sobre a questão das interferências. Está no site : http://intermega.globo.com/radiocomunitaria/interferencia.htm
Cada um que leia e tire suas próprias conclusões.
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2:19 PM
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Depois que eu instalei aqui os medidores de audência Sitemeter e o Bravenet tenho acesso ao modo como as pessoas vem parar aqui. Além de dados como quantas visitas acontecem por dia, eles me dizem se o internauta entrou por acesso direto, um site de busca, ou por algum link que outra página tenha oferecido. É um ótimo feed-back, porém, algumas coisas me estranham. Por exemplo, tem uma pessoa que tem vindo aqui com uma certa frequencia através do Google usando as palavras-chave "Rodney, Eric Marke e a música eletrônica". Agora, um outro caso semelhante tem acontecido. Alguém, tambem via Google, acessa o Onzenet usando o nome do jornalista Augusto Olivani como palavra-chave. Isso não foi apenas uma vez. Para quem não conhece, Olivani trabalha na redação da revista Play e tem seu próprio blog, o Vergonha Alheia . Esses exemplos despertaram a minha atenção pela frequencia com que se tem repetido. Enfim, sei que isso não vai mudar a cotação do dólar, mas fica aí o registro.
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Rodney Brocanelli
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quinta-feira, julho 04, 2002
Mais uma vez, Fellini. Eu brinquei no mail-divulgação que eu mandei para umas pessoas mais chegadas que deveria ser o duocentésimo quadragésimo nono texto que eu escrevia a respeito da banda. Enquato deixarem, vou escrevendo, he he he...Desta vez, saiu publicado no Canal B, do Felipe Zangrandi, um colega meu de faculdade. Mas o zine não fica só nisso, não. Tem muito mais. Também há textos sobre o Stooges, o lendário grupo do qual Iggy Pop era o vocalista, 13/o Floor Elevatores, entrevista com Skywalkers. Há uma seção de discos comentados. Nesta edição comparecem Tim Maia Racional Volume I e II e Gilberto Gil com seu disco de 68 gravado com os Mutantes. Ah, ia me esquecendo da página de poesias. Enfim, só coisa boa. Divitram-se..
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quarta-feira, julho 03, 2002
Leiam no Observatório da Imprensa o meu artigo sobre blogs. A publicação desse texto nesse prestigioso (e prestigiado) site foi algo que me deixou muito honrado.
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Rodney Brocanelli
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