O repórter Marcos Uchôa, da Globo, conseguiu entrar no Iraque e já está trabalhando a todo vapor.
sexta-feira, março 28, 2003
O sempre atento Alexandre Inagaki respondeu a um questionamento que eu fiz sobre o paradeiro do jornalista Peter Arnett. Com os devidos agradecimentos, aqui vai:
"O Peter Arnett trabalha para a MSNBC, e é, por sinal, o único correspondente americano que ainda está trabalhando em Bagdá".
Não vi nenhuma referência a ele por parte dos jornal e nas tvs daqui. Por causa disso, achei que ele tinha ficado de fora dessa cobertura.
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4:39 AM
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Já escrevi aqui não faz muito tempo que na internet nada é perecível. Vou dar mais um exemplo disso. Há quase meio ano, publiquei no Observatório da Imprensa um artigo sobre blogs, listando alguns que eu achava legais na rede e ainda falando um pouco da aposta entre um blogueiro e um jornalista, ambos norte-americanos. Dave Wine, o blogueiro, acredita que em cinco anos o jornalismo praticado por blogueiros vai ser mais influente que um jornal como o New York Times. O jornalista Martin Nisenholtz, editor do NYT na internet, por outro lado, discorda. Pois é, para minha surpresa e alegria, descubro que esse texto foi reproduzido no site Pra Bom Entendedor, mantido por alunos da alunos de Comunicação Social da Universidade Federal da Paraíba. E o artigo continua vivo, mesmo depois de sua publicação original no OI. Desta vez, figura no site português Webjornalismo. Alías, a proposta deste site é interessante. Mantido pelo professor unviversitário João Canavilhas, a idéia é manter um grande banco de dados com textos sobre o jornalismo na internet de vários autores de diferentes nacionalidades. Indicado para quem se interessa pelo assunto webjornalismo.
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quinta-feira, março 27, 2003
Do ex-árbitro de futebol Oscar Roberto de Godóy ao iniciar mais uma edição do Cidade Alerta:
"O Cidade Alerta de hoje está ótimo, repleto de atrações. Tem bastante roubos, tiroteios, etc"
(fonte: o blog NeverMindTheBollogs)
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Essa eu juro que vi e ouvi. O Jornal do SBT desta quarta (e que foi reprisado na madrugada desta quinta) mostrou uma reportagem com um músico mineiro que é o autor de uma singela canção instrumental chamada..."Saddam Hussein". É verdade. Vinicíus Peçanha é o nome do herói. Ele diz que compôs (há vinte anos) uma melodia exótica que lembrava muito o clima do deserto e não teve dúvidas: usou o nome do líder iraquiano como título. Mas a lesação não pára aí. Peçanha teve a manha de encaminhar através da embaixada do Iraque no Brasil uma cópia da música ao próprio Saddam que, pelo jeito, gostou muito da homenagem. Mandou ao compositor, como retribuição à essa gentileza, um relógio de ouro avaliado em US$ 10 mil. Vinícius Peçanha manfestou o desejo de que sua canção seja agora um símbolo de paz. Numa rápida audição, dá para dizer que "Saddam Hussein" é uma mistura de new age com música árabe.
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4:11 AM
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Uma das boas supresas (sei lá se é possível dizer isso) que a mídia brasileira apresentou na cobertura do conflito EUA-Iraque veio da imprensa escrita. A Folha de S. Paulo conseguiu colocar o repórter Sergio Dávila em Bagdá. Em seus diários, publicados tanto no jornal impresso, como reproduzidos na Folha On Line, o jornalista vem fazendo um bom trabalho, trazendo ao leitor aquele algo mais que está além dos informes divulgados por cada protagonista dessa guerra imbecil. Eu só não entendo como a Folha, com todos os seus problemas estruturais, conseguiu colocar duas pessoas (além de Dávila, está lá o fotógrafo Juca Varella), enquanto a Globo, que possui muito mais recursos, deixou o Marcos Uchôa no Kuwait. A adimiração pela façanha da vibrante folha informativa aumenta ainda mais ao lembrarmos que Sérgio Dávila é correspondente em Nova York, enquanto Uchôa vive em Londres. Creio que seja menos custoso deslocar alguém da capital inglesa do que tirar alguém dos EUA para ir a mesma região.
Porém, Dávila talvez não fique sozinho por muito tempo. A Rede TV!, em parceiria com a agência de notícias Reuters, pretende colocar dois repórtes na zona de conflito: Thiago Gardinali e Tony Castro, os dois com uma vasta experiência na cobertura da violência urbana paulistana.
Sem a CNN, as emissoras brasileiras estão recorrendo as imagens da Al Jazzeira. A TV Cultura, que saiu na frente ao exibir as imagens da RTP, reduziu estranhamente o espaço dedicado a guerra. Notícias só mesmo em seus telejornais. Bandeirantes e Rede TV! continuam com programas dedicados ao dia-a-dia do que acontece no Iraque.
Para terminar, uma pergunta: onde andaria o jornalista Peter Arnett, estrela da CNN na Guerra do Golfo de 1991?
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terça-feira, março 25, 2003
Alguém aí lembra do Curitba Pop Festival, que prometia trazer atrações de grande porte como Strokes e Radiohead? Pois bem, o dito cujo acaba de sair do papel. A maioria das bandas que vão fazer parte do line up são da cena independente brasileira, com destaque para Valv, MQN, Grenade e Walverdes. Os únicos nomes de ponta nacionais são Otto e Nação Zumbi. A atração principal que vem do exterior é The Breeders, a banda das irmãs Deal (Kelly e Kim, esta ex-Pixies), que está voltando à ativa depois de um breve período de ausência. Outras atrações internacionais são Rubin Steiner e Stero Total.
O festival tem tudo para ser bacana, mas é claro que se esperava muito mais dele até porque se prometeu a vinda de bandas importantes. Aliás, esse é um capítulo à parte. Em novembro, a Folha de S. Paulo deu que a organização estaria "em negociações bem encaminhadas com bandas do primeiro time, como Strokes e White Stripes, e com duas das mais criativas e importantes do cenário independente, a americana Wilco e a escocesa Idlewild. Além dessas, outras 23 estão em fase de conversação, entre elas Radiohead, Foo Fighters, Hives e Vines (...)Se algumas das bandas pretendidas não desembarcar por aqui no ano que vem, será apenas por incompatibilidade de agenda". Dias depois, o blog Grapete, da jornalista Thais Aragão, ainda sobre o mesmo assunto, trouxe o seguinte depoimento atribuido a uma fonte: "A notícia repercutiu muito por aqui. Mais pelo lado negativo. Explico: todos os jornais de Curitiba ligaram para a Fundação Cultural pedindo mais detalhes do festival. Concluiu-se que o autor do texto do Folhateen viajou bonito na maionese. Não há negociações adiantadas com bandas de fora, nem nomes confirmados. Um dos representantes da Fundação fez um desmentido ao jornal Gazeta do Povo, publicado um dia depois da matéria no Folhateen. Ele alegou que as bandas citadas na matéria do Petillo estão numa lista de grupos cogitados, mas que ainda não foram contactadas. Sua escalação vai depender não só das agendas, mas também do grana que o Festival vai receber para ser realizado. Que ele vai acontecer, isso é quase certeza, na data prometida de 01 a 03 de março do ano que vem. Quem vai tocar? Sabe Deus". O que poderia ter acontecido? Um erro do repórter da Folha que apurou a informação em novembro ou alguém da organização que poderia (repito: poderia) ter agido de má fé, divulgando nomes que faziam parte de uma "carta de intenções" apenas para conseguir mais e melhores patrocínios?
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sábado, março 22, 2003
Now while the beat is slow
Here in your arms I sway
Now that the light is low
Theres something I want to say
I guess you've known it for a while
That I mean trouble
I only want to see you smile
And I burst this bubble
The hardest thing
Is to let go
When love is real
Like a flower
Loves a bee
But I know you're meant
To give yourself
To someone else
Not me
And I could carry on with you
Does that sound crazy?
I think you feel the same way too
And you can't face it
The hardest thing
Is to let go
But it's not defeat
When you set somebody free
And I know you're meant
To be yourself
With someone else
Not me
Can you let go?
Cause thats love thats real
Like a flower loves a bee
And you know you're meant
To give yourself
To someone else
Not me
Somebody else not me
Meant for somebody else
Not me
Estava eu tranquilamente assistindo ao Metrópolis, da TV Cultura, quando soube de uma notícia sensacional. O Duran Duran, segundo o programa, estará lançando um CD de inéditas no segundo semestre e com a formação original. O trabalho mais recente deles data do ano 2000 e se chama Pop Trash. E escolhi justamente uma letra deste CD para destacar aqui, "Someone Else Not Me", uma deliciosa baladaça que injustamente passou em brancas nuvens pelas rádios daqui.
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quinta-feira, março 20, 2003
Como não poderia deixar de ser, a banda Sedução fatal, a da peladona do BBB, conseguiu ter um espaço na mídia. Enquanto outras emissoras mostravam a terceira fase do ataque norte-americano ao Iraque, a Rede TV! exibia uma apresentação do grupo. Maria Elaine, a nudista, na verdade é uma suas dançarinas, ao lado de duas outras garotas. O som não tem nada de mais. É um pop baba ultra-manjado, com uma batida que lembra algumas baladas da dupla Claudinho e Buchecha. Enfim, se a atitude de Maria Elaine foi ousada, a banda, infelizmente, não apresenta nada de inovador.
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Uma rápida análise sobre a cobertura da tv brasileira dos primeiros ataques dos EUA ao Iraque:
-A Globo foi muito mal ao se ancorar apenas na imagem da agência Reuters que colocou uma câmera numa rua qualquer de Bagdá.
-Band e Record foram muito melhor ao usar imagens da CNN. A primeira foi mais ágil e também usou imagens da CNN Internacional e da tv árabe Al Jazzeira na espera dos ataques.
-Mas a Cultura foi a emissora que se saiu melhor ao exibir imagens da RTP, Rádio e TV de Portugal,que fez ótimas imagens do início do ataque áereo norte-americano e a resposta iraquiana. Os portugueses tem correspondentes fixados em Bagdá.
-O Roberto Cabrini, até onde pude ver, fez uma excelente ancoragem. Sóbria, discreta e informativa. Ana Paula Padrão, pela Globo, se mostrou um pouco perdida em alguns momentos. É um desperdício ver Willian Waack no estúdio ao seu lado. Ele tem uma larga experiência em coberturas desse tipo, uma delas justamente a Guerra do Golfo, e poderia estar no centro dos acontecimentos. Outro ponto negativo: a '"máquina" de jornalismo da Globo parece desacostumada a fazer transmissões ao vivo. Ana Paula Padrão por diversas vezes chamava reportagens que demoravam segundos para entrar no ar.
-Esse primeiro ataque, pelo que eu li, foi uma resposta a algum movimento militar iraquiano. Não significou, até o momento em que eu escrevo, uma ofensiva sistemática. Em um determinado momento da madrugada, Globo e Bandeirantes foram obrigadas a encher linguiça a espera de algum fato novo. A Record prosseguiu com sua programação normal.
-SBT, Gazeta e RedeTV! deram flashs esparsos sobre a guerra ao longo de suas programações.
-Algumas emissoras mostraram os preparativos de George W. Bush antes de fazer seu pronunciamento ao povo norte-americano. Deu até para ver o braço de alguém penteando seu cabelo. Uma imagem inusitada.
-A correspondente da Globo em Tel-Aviv, Tamara Schipper, é muito bonita. Poderiam ter dado um vídeo-fone para ela.
-Pelo pouco que eu ouvi no rádio de São Paulo, deu pra perceber que a Bandeirantes preferiu uma cobertura analítica, enquanto a Jovem Pan optou por informações secas do que estava acontecendo com a participação de um repórter instalado no Cairo, capital do Egito.
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1:44 AM
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quarta-feira, março 19, 2003
Esse paredão do BBB iria ser morno demais. Tava na cara que o Harry iria sair e a expectativa se confirmou. Mas eis que de repente, um acontecimento abala todas as estruturas do padrão global de qualidade: uma moça nua corre pelo palco, deixando Aberlardo Chacrinha Bial sem saber o que fazer a não ser chamar pela segurança. Logo ele, que já viveu momentos de risco cobrindo guerras pelo mundo.
Até que estava demorando para que alguém sem roupa aparecesse em público por aqui. Isso é uma tradição em países como EUA e Inglaterra. Essa semana mesmo o SBT exibiu um tape antigo do Oscar mostrando um peladão correndo em plena apresentação do ator David Niven, que iria anunciar um prêmio. Se não me engano, em 1997, na final do torneio de tênis de Winbledon, outra moça desnuda resolveu correr pela grama sagrada onde os tenisitas iriam bater...a sua bolinha em seguida.
Voltando a nudista do BBB, já tem gente criticando essa atitude. Eu diria que se trata de um bando de mal-humorados. Primeiro, porque a atitude dela foi bacana, quebrou o protocolo de um programa de tv que naquele momento estava sendo extremamente prevísível. E depois, porque sua atitude trouxa à tona um problema vivido por muitos artistas independentes: a falta de espaço para mostrar seu trabalho, pois sem uma grande estrutura por trás, não tem como pagar o famoso jabá.
A nudista, que se chama Maria Elaine, faz parte de uma banda chamada Sedução Fatal, e declarou que foi motivada pelo fato de levar muitos nãos na cara ao tentar divulgar seu trabalho em rádios FMs do Rio. Em vez de ficar reclamando pelos cantos, ela decidiu ir a luta. Esta certo que seu ato também teve um quê de exibicionismo, mas nesse caso aqui pode caber aquela máxima de que "os fins justificam os meios". Eu torço encarecidamente para que a Maria Elaine tenha mil convites para posar nua, que seu grupo se torne um sucesso estrondoso no futuro, mas que a partir de agora se inicie também um amplo debate sobre o jabá nas rádios.
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terça-feira, março 18, 2003
Duas informações importantes sobre o mercado editorial que estão circulando pela lista de discussão ScreamYell:
-A editora Abril vai voltar com a Bizz. Não mensalmente, como muita gente desejaria, mas com edições especiais temáticas, como acontece com Placar. A primeira será sobre os Beatles e para dar um brilho todo especial a esta edição, todo o material de arquivo da Abril será utilizado.
-A Usina do Som vai virar revista. Além de ser uma "streaming radio", existe uma parte editorial no site que traz críticas e reportagens.
As perspectivas são boas. Aguardemos os resultados.
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segunda-feira, março 17, 2003
Alô pessoal da Folha On Line. Será que dá para vocês decidirem se Escuta Aqui, assinada pelo Álvaro Pereira Jr, vai entrar no canal Ilustrada com periodicidade definida? Esse negócio de ficar colocando a coluna segunda sim, segunda não aborrece um pouco.
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11:05 PM
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Está no ar mais um texto meu para a seção Coluna Vertebral, do site da Rádio Brasil 2000 FM (SP). Neste mês, resolvi fazer um perfil (quase) biográfico do radialista John Peel, dono de um espaço dos mais prestigiados na Radio 1, da BBC. Em mais de quarenta anos de atividade, Peel divulgou todas as tendências do rock inglês. Poucos sabem que ele já tocou bandas brasileiras em seus programas. Eu abordo isso e muito mais no artigo que pode ser lido aqui.
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2:34 PM
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sábado, março 15, 2003
i know a girl who thinks of ghosts
she'll make ya breakfast
she'll make ya toast
she don't use butter
she don't use cheese
she don't use jelly
or any of these
she uses vaseline
vaseline
vaseline
i know a guy who goes to shows
when he's at home and he blows his nose
he don't use tissues or his sleeve
he don't use napkins or any of these
he uses magazines
magazines
magazines
magazines
magazines
i know a girl who reminds me of cher
(reminds me of cher)
she's always changing
(she's always changing)
the color of her hair
(color of her hair)
she don't use nothing
that ya buy at the store
she likes her hair to be real orange
she uses tangerines
tangerines
tangerines
tangerines
tangerines
tangerines
Essa letra é "She Don't Use Jelly", do The Flaming Lips. É um crássico, como diria João Gordo, mas a versão definitiva dessa música foi gravada pelo Drugstore, da brasileira Isabel Monteiro. De todas as bizarrices descritas, eu curto mais a da menina que passa vaselina no pão em vez de geléia.
Porém, as esquisitices da banda não se resumem apenas as suas letras. O CD quádruplo Zaireeka é um bom exemplo. Para que o ouvinte possa desfrutar das músicas, os CD devem ser rodados ao mesmo tempo, embora o próprio mentor da banda e seu principal compostor, Wayne Coyne, tenha declarado em entrevistas que coloca para tocar apenas dois. Coisa de maluco, pensariam alguns, ou arte de vanguarda levada às últimas consequencias, diriam outros. Escolha uma das alternativas, mas não deixe de ficar imune ao trabalho destes reis do rock alternativo.
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sexta-feira, março 14, 2003
Os e-zines têm e sempre terão divulgação garantida aqui no blog Onzenet. Penso neste século XXI eles desempenham o mesmo papel dos orgãos da chamada imprensa alternativa (ou nanica) na década de 70, guardadas, é claro, as devidas proporções.
Esse nariz-de-cera do parágrafo acima é para anunciar que está no ar a sétima edição do Canal B, do meu amigo e ex-colega de faculdade Felipe Zangrandi. A sua estrutura é interessante e difere de outros e-zines brasileiros que eu conheço. Os textos estão divididos e organizados por décadas, independente do tema. Com isso, o cardápio deste número ficou assim: CANAL 60 - Trash Movie com Zé do Caixão - Lipa; CANAL 70 - Richard H. e sua geração vazia - Lipa; CANAL 80 - O Punk paulistano - Giuliano Guim ; CANAL 90 - Nem só de rock melancólico vive a Inglaterra - Gregor Izidro; CANAL 00 - Entrevista com os Irmãos Rocha!
Outros atrativos do Canal B são os discos comentados: "Blank Generation" de Richard Hell, "Ningúem aqui é pai de Zeus" do Chinelo de couro crú e o volume 1 da coletânea garagesca Back from the grave, e uma seção de poesias, com destaque para Jack Kerouac. Passe por lá.
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O solerte Ludwig de Las Nieves, o homem do 3am avisa que a Central Globo de Comunicação se manfestou sobre o artigo de Kike Costa, do UOL, sobre os problemas de credibilidade do Big Brother Brasil (leia aqui). Assinada pelo jornalista Luis Erlanger, a missiva traz ao menos uma proposta interessante: o Datafolha estaria autorizado a auditar os resultados dos votos computados para a eliminação de participantes.Será que o instituto toparia?
O texto, muito bem educado por sinal, diz que os 14 participantes "são anônimos, sim", mas não explica, por exemplo, o fato de Sabrina ter integrado o corpo de baile do Faustão e de fazer ponta numa novela da própria Globo, além de outros casos que já foram exaustivamente divulgados.
Pelo menos, a CGC não varreu as críticas para baixo do tapete e procurou responder ponto por ponto. Se foi convincente ou não, é questão para cada um julgar.
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quarta-feira, março 12, 2003
Até que enfim alguém resolveu meter a boca nessa questão da falta de confiablidade nas votações do Big Brother Brasil. O Kike Costa foi muito bem em seu artigo no UOL. Essas desconfianças, cabe dizier, não são relacionadas apenas a esta terceira edição do reality show. Na primeira edição, algumas coisas estranhas aconteceram, como o site sair do ar bem no meio do programa no dia da definição do eliminado da vez, isso depois do Pedro Bial anunciar que a eleição estava apertada. Pode ser que tenha ocorrido uma sobrecarga do servidor, é verdade, mas não deixa de ser estranho. Em outra ocasião, também num dia em que alguém ia sair da casa, aqueles números de digitação obrigatória para validar o voto simplesmente sumiram. Essas e outras coisas dão margem a especulações sobre o que acontece nos bastidores. Na eleição da semana anterior, entre o Emílio (o queridinho da Flávia Durante..he he he) e a Vivi, ele saiu e a moça ficou. Isso siginfica que no colégio eleitoral, se é que pode ser chamado assim, a predominância é masculina. Pela lógica, nessa semana, quem deveria sair era o Dhomini, com a Sabrina permanecendo na disputa. Enfim, falta transparência ao BBB. Tá certo que é apenas um programa de televisão, mas não custa nada deixar tudo em pratos limpos.
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A Folha publica hoje uma entrevista com Miro Teixeira, atual ministro das Comunicações. O tema é rádio comunitária. Sobre a recente onda de apreensões, ele disse: "Já pedi às entidades que identificassem alguma ação da Anatel [Agência Nacional de Telecomunicações, responsável pela fiscalização] não amparada por decisão judicial. Ainda não recebi. Quando receber uma, terei como agir, porque estaremos diante de uma violência denunciável. Mas se houver liminar para a Polícia Federal lacrar o transmissor [da comunitária], não tenho como agir. Não tenho como pedir para ministro da Justiça dizer à PF para não cumprir ordem judicial". Com todo respeito, mas Teixeira afirmou o óbvio, tentando adequar seu o discurso para não desagradar as entidades que defendem as rádios comunitárias e até mesmo setores do PT e do governo que as defendem. O ministro poderia ter explicado sobre a eficiência com que algumas emissoras são fechadas e outras não, como a Planeta 90, do sr. Francisco Silva. O restante das declarações de Teixeira são promessas que somente se cumprirão com o tempo. "Vou fortalecer as rádios comunitárias", ele disse, mas é uma tarefa árdua que provavelmente será bombardeada pelas Abert e Aesps da vida. Uma boa queda de braço a ser observada.
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O ministério da Saúde e o blog Onzenet advertem: as fotos da Josiane (ex-BBB) pelada podem causar danos à saúde, como o crescimento de cabelos na mão, por exemplo.
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