Ô quadrozinho escroto esse do programa do Luciano Huck, o Agora ou Nunca.
O esquema é assim: as pessoas escrevem solicitando ajuda financeira pelos mais variados motivos (teve uma moça que estava na mão de um agiota). O nível social de quem recorre ao quadro é do C para baixo. Daí, o escolhido para participar tem que cumprir uma tarefa, de acordo com a sua habilidade natural. Quem consegue, leva o prêmio, mas quando as coisas não dão certo aí é aquela cena: o pobre coitado com cara de tacho sem a grana de que precisa. O que não deve passar pela cabeça de uma pessoa que fracassa numa situação como essa? Imagino os danos que isso possa causar nas suas relações sociais e familiares. Se a intenção é ajudar mesmo por que não dar um prêmio de consolação? Muito pelo contrário, o participante entra sem nada e quando não dá conta de realizar a tarefa sai sem nada. É o típico caso de exploração da miséria alheia na TV. Como é na Globo, poucos falam a respeito.
sábado, julho 06, 2002
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Rodney Brocanelli
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Alô, Charles Brito. Resolvi seguir sua dica. A partir de agora, cada post do blog Onzenet tem um espaço para que cada internauta deixe seus comentários. Então, façam bom proveito. A crítica é livre e as sugestões são mais que bem-vindas.
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Rodney Brocanelli
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O programa Brasil Urgente, da Rede Bandeirantes, desta sexta-feira (05.07) levou ao ar uma extensa reportagem sobre a aprenssão dos equipamentos da Rádio Transguaru FM 103,5 , localizada em Guarulhos e sem a devida concessão para estar no ar. O tom não foi muito diferente do que é visto em nove entre dez matérias apresentadas a respeito do assunto: "rádio pirata põe em risco aviação nacional", etc. O programa mostrou em detalhes o aparato técnico da unidade móvel usada pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), responsável pelo rastreamento das emissoras que não tem permissão para funcionamento. Depois, foi exibida a a ação da Polícia Federal na autação da rádio. O proprietário da emissora foi preso, mas deixaram claro que esse crime é afiançavel. Enquanto as imagens iam ao ar, o repórter fazia questão de informar os riscos que uma rádio pirata pode causar: interferência nos equipamentos da torre de comando do Aeroporto de Guarulhos. No final, ele ainda fez questão de dizer a todos envolvidos na apreensão da emissora que "fizeram um grande trabalho". Roberto Cabrini, o âncora do programa, fez coro aos elogios, mas lembrou que a política de concessões de rádio nos últimos anos obedeceu a critérios nebulosos e, segundo ele, isso precisava ser visto.
Enquanto apreensões como a da Transgaru são mostradas com toda a pompa e circunstância na televisão, um outra rádio clandestina continua no ar funcionando tranquilamente. É a Planeta 90, que opera nos 90,1 MHz, pertencente ao famoso Padre Chico. O santo dele deve ser forte demais para que sua emissora permaneça funcionando por tanto tempo. A Planeta 90 chegou a ser apreendida, em 2000, mas em pouco tempo voltou ao ar. Taí uma boa pauta para os jornalistas que cobrem rádio nos jornais ou em sites da Internet. Qual é o segredo para uma emissora como essa ficar tanto tempo no ar, não se incomodando com a fiscalização?
Para terminar eu queria dar uma dica de leitura sobre a questão das interferências. Está no site : http://intermega.globo.com/radiocomunitaria/interferencia.htm
Cada um que leia e tire suas próprias conclusões.
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Rodney Brocanelli
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Depois que eu instalei aqui os medidores de audência Sitemeter e o Bravenet tenho acesso ao modo como as pessoas vem parar aqui. Além de dados como quantas visitas acontecem por dia, eles me dizem se o internauta entrou por acesso direto, um site de busca, ou por algum link que outra página tenha oferecido. É um ótimo feed-back, porém, algumas coisas me estranham. Por exemplo, tem uma pessoa que tem vindo aqui com uma certa frequencia através do Google usando as palavras-chave "Rodney, Eric Marke e a música eletrônica". Agora, um outro caso semelhante tem acontecido. Alguém, tambem via Google, acessa o Onzenet usando o nome do jornalista Augusto Olivani como palavra-chave. Isso não foi apenas uma vez. Para quem não conhece, Olivani trabalha na redação da revista Play e tem seu próprio blog, o Vergonha Alheia . Esses exemplos despertaram a minha atenção pela frequencia com que se tem repetido. Enfim, sei que isso não vai mudar a cotação do dólar, mas fica aí o registro.
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Rodney Brocanelli
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quinta-feira, julho 04, 2002
Mais uma vez, Fellini. Eu brinquei no mail-divulgação que eu mandei para umas pessoas mais chegadas que deveria ser o duocentésimo quadragésimo nono texto que eu escrevia a respeito da banda. Enquato deixarem, vou escrevendo, he he he...Desta vez, saiu publicado no Canal B, do Felipe Zangrandi, um colega meu de faculdade. Mas o zine não fica só nisso, não. Tem muito mais. Também há textos sobre o Stooges, o lendário grupo do qual Iggy Pop era o vocalista, 13/o Floor Elevatores, entrevista com Skywalkers. Há uma seção de discos comentados. Nesta edição comparecem Tim Maia Racional Volume I e II e Gilberto Gil com seu disco de 68 gravado com os Mutantes. Ah, ia me esquecendo da página de poesias. Enfim, só coisa boa. Divitram-se..
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Rodney Brocanelli
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quarta-feira, julho 03, 2002
Leiam no Observatório da Imprensa o meu artigo sobre blogs. A publicação desse texto nesse prestigioso (e prestigiado) site foi algo que me deixou muito honrado.
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terça-feira, julho 02, 2002
A Tina Andrade escreveu um artigo oportuno sobre plágios de conteúdo na Internet. Após consultar várias fontes, ela chega a uma conclusão surpreendente sobre o assunto. Leitura obrigatória.
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Rodney Brocanelli
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Esse artigo que escrevi deveria sair no zine da Megssa Fernandes. Como ela não deu continuidade ao projeto, acabei por publicá-lo na página da Rádio Onze. Para mim, trata-se do verdadeiro problema da crítica musical brasileira no momento.
Os partidos políticos da critica musical
Há alguns anos eu estava assitindo numa dessas madrugadas na televisão o programa "Imprensa na TV". Na ocasião, estava sendo entrevistado o jornalista João Gabriel de Lima, então na revista Veja, que falava sobre jornalismo cultural. O apresentador (se não estou enganado era o Marco Antonio Rocha) perguntou em um determinado momento qual seria o principal defeito da crítica musical. Lima respondeu que era o excesso de "partidos políticos". Traduzindo melhor: para ele, os críticos sempre tomam partido de um determinado movimento ou estilo musical e fazem o seu jornalismo. Isso torna difícil a imparcialidade no exercício da crítica. Por exemplo: como acreditar numa crítica de um álbum de MPB feita por um jornalista que admira o som "grunge" das bandas de Seattle? Dependendo do profissional destacado para fazer a resenha do tal álbum, já existirá uma pré-disposição para detoná-lo. E o inverso acontece. Um jornalista que atua como "víúva da MPB" não terá a sensiblidade necessária para analisar um trabalho de alguns dos expoentes do grunge.
A Onzenet pega o mote deixado por João Gabriel de Lima e tenta identificar quais são os "partidos políticos" da crítica musical que atuam hoje nas redações dos cadernos culturais nos jornais e nas revistas de música. Vamos lá.
Partido da Máfia do Dendê (PMD) - Alguém aí lembra da entrevista reveladora do jornalista Cláudio Julio Tognolli à revista Caros Amigos? Os participantes da "Máfia do Dendê" são os grandes nomes da MPB (em especial, "os baianos que gostam de cantar na televisão", como disse certa vez Paulo Francis) que, para manter seu prestígio intacto até os dias de hoje, não hesitam em cooptar jornalistas para que não se fale mal deles, como afirmou Tognolli. É uma troca de interesses. Para continuar se vendo em evidência, um dos tais grandes nomes passa a "adotar" algum jornalista de uma grande redação de jornal seduzindo-o com informações exclusivas e/ou entrevistas . Em troca, o cooptado, agora como "baba-ovo", passa a falar bem do artista, não ousa criticá-lo nem mesmo quando o lançamento mais recente ou o show que esteja fazendo é um verdadeiro abacaxi. O pior é quando um desses medalhões decide adotar algum talento novo da MPB que esteja surgindo. Se a "Máfia do Dendê" dá o aval, os jornalistas que dela fazem parte iniciam um verdadeiro festival de elogios a essa nova "pepita de ouro" (e que, em muitos dos casos, nem merece ser tratado assim). Não há espaço do PMD para pessoas que entendem de música.
Partido de Garagem (PG) - Trata-se de um dos principais adversários do Partido da Máfia do Dendê. É formado por jornalistas que estão antenados com o rock inglês e norte-americano. Foram os principais divulgadores do movimento "grunge", vindo de Seatlle (EUA), aqui no Brasil lá pelos idos de 1991 e 1992. Mais tarde, alguns de seus quadros propagaram por aqui a ressureição do brit pop. Esses partidarios vivem nesse jogo de observação. Se o rock dos EUA der as cartas, todos estão com seus faróis apontados para lá. Se a hegemonia estiver com o rock inglês, todos se voltarão em direção à terra da Rainha Elisabeth. Uma das caracterisrtias principais é divlugar bandas de rock obscuras que poucos conhecem em terra brasilis. Algumas sequer são reconhecidas em seus países de origem. Isso dá o status de modernidade ao PG. Porém, nem todas merecem esse oba-oba todo, uma vez que muitas delas são chatíssimas e agradam só mesmo o gosto refinado dos membros do Partido de Garagem. Assim como o PMD, os garagistas têm representantes em todas as redações de jornais e alguns até mantém programas de rádio no ar. A grande contribuição do PG é essa oposição sistemártica ao Partido da Máfia do Dendê. Uma das grandes armas usadas pelos garagistas é a quebra de discos dos medalhões da MPB em suas tranmissões radiofônicas. (convém lembrar que os nazistas também faziam isso). Como nem tudo é perfeito, há um certo cansaço nesse discurso anti-MPB e pró-rock. No começo, a tática de quebra de discos soava engraçada. Hoje, fica parecendo molecagem de um bando de trintões que sofre da chamada "Síndrome de Peter Pan". Outra característica a ser analisada é certa tendência ao patrulhamento musical de parte dos integrantes do PG. Ai do ouvinte que, por um desses acasos da vida, gosta de Caetano Veloso e Sonic Youth ao mesmo tempo. O partido sofreu um duro golpe quando um dos integrantes da banda de rock alternativo Superchunk se declarou fã de algumas coisas da música popular brasileira.
Partido do Techno (PTechno) - Apesar da coincidência de iniciais não há nenhuma relação com o Partido dos Trabalhadores, tanto que vamos chamá-lo do de PTechno. Quem milita do PTechno acha que a salvação dos males da música está na alta tecnologia. Violões e guitarras fazem parte de um passado que deve ser esquecido e devidamente enterrado. Individualista ao extremo, uma das características principais é o culto à personalidade...dos DJs. Eles é quem são os verdadeiros "stars" desse partido. Aliás, muitos jornalistas do PTechno fazem uns bicos por fora como DJs em festas. O jornalismo paga mal e as pessoas tem que costurar para fora de vez em quando. Nesse caso, uma atividade acaba sendo o trampolim da outra. O pior é que muitos deles nem usam seus verdadeiros nomes de batismo para o ofício de DJ. Acabam usando pseudônimos.
Partido do Jabá (PJ) - Formado por críticos musicais que não hesitam em desfrutar das benesses oferecidas pelos departamentos de divulgações das gravadoras, como viagens pagas para assistir a shows, etc. (muitos dos orgãos de imprensa para os quais trabalham até fazem questão de dizer que tal viagem foi paga por determinada gravadora, mas são minoria). Alguns dos partidários do PJ chegaram em certa época a lançar revistas de música com publicidade bancada pelos departamentos de marketing das gravadoras. Com isso era comum que uma publicação chegasse às bancas dando capa para um determinado artista e publicando na contracapa um anúncio do CD lançado por esse mesmo artista. O leitor não sabia por qual lado começar a leitura da revista, mas isso era um detalhe que pouco importava. Segundo um velho político baiano, "jornalista se compra com duas coisas: dinheiro ou informação". O PJ prefere a primeira das opções.
Partido dos Reclamões (PR) - Esse partido é formado por pessoas que militam em fanzines de papel ou e-zines. O perfil, com algumas variações, é praticamente o mesmo: são fãs de música insatisfeitos com o jornalismo musical e decidem lançar publicações rudmentares, naquele espírito "faça-você-mesmo" do punk. O lado bom é que os zineiros (como são chamados) estão livres dos vícios encontrados no jornalismo musical. O lado ruim é uma certa tendência a ficar reclamando de algumas posturas da grande imprensa e se fixar apenas nisso. São poucos aqueles que querem deixar a sua comoda posição de zineiros e tentar a sorte numa das redações. Tirando esse lado da reclamação, tem muita gente boa no PR.
Esses foram os partidos identificados até o momento. Se o amigo leitor souber de mais algum que esteja atuando na crítica musical, escreva para o e-mail dessa coluna.
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domingo, junho 30, 2002
O que mais eu posso acrescentar a tudo o que já foi dito e escrito sobre o penta? Por enquanto, nada. Agora é só festa. Brasil! Brasil! Brasil!
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sábado, junho 29, 2002
Pois é. Nossa amiga não cumpriu o acordo feito na semana passada.
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sexta-feira, junho 28, 2002
Desde que eu passei a acompanhar com mais assiduidade tudo (ou quase) relacionado aos blogs tenho percebido o surgimento de uma tendência. Não sei dizer se é algo pensado ou não, mas o fato é que cada dia mais surgem blogs temáticos, dedicados a um assunto específico. Já falei aqui do Rádio Base, um bom exemplo disso. Existem outros e um que segue essa tendência é o Cinema Cuspido e Escarrado, do jornalista Marcelo Valletta. É o blog usado a serviço da crítica de cinema. Nos textos, Valletta mistura um pouco seus "causos" pessoais com a análise dos filmes que assiste, seja na tv a cabo, nos cinemões da moda ou em pequenos cineclubes, acompanhado de pessoas, que como ele, adoram o cinema.
(Um parêntese aqui: a crítica de cinema no Brasil costuma gerar menos polêmica que a crítica musical. Por que será? Por coincidência, o último a provocar um certo alvoroço entre os leitores foi Álvaro Pereira Jr., um crítico musical por excelência, que se aventurou pelos rumos da sétima arte. Para quem não sabe, ele malhou o filme mais recente de David Lynch)
A essa altura, todos já devem ter conhecimento de uma aposta feita nos EUA com relação ao futuro dos blogs. Dave Wine, um blogueiro, acha que daqui a cinco anos o jornalismo praticado pelos blogueiros vai informar melhor e ter mais influência que jornalões tradicionais. Martin Nisenholtz, um dos editores do jornal The New York Times na web, talvez até por sua posição atual, discorda da proposição de Wine. Mas a se julgar por iniciativas como a de Marcelo Valleta, a aposta já tem um vencedor e não é o funcionário do NYT.
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quarta-feira, junho 26, 2002
Dizem que este blog pertence ao Sérgio Mallandro. Sei não. Isso me parece mais coisa do Thomas Green Morton.
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11:07 PM
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Ei vocês que gentilmente dão links para este humilde blog!!! Me avisem para que eu também possa dar espaço para os blogs de vocês. Obrigado a Megssa Fernandes e ao André Palugan.
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10:23 PM
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O processo de migração dos artigos que eu escrevi para o site Euqueromais continua. Desta vez, recoloquei no ar (através do site da Rádio Onze) a série sobre blogs. Listei os que mais eu gosto de ler na rede e fiz alguns comentários a respeito deles. Na época, eu fiz esses textos em três partes e mantive a ordem. Confira:
Parte 1
Parte 2
Parte final
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E não é que deu Brasil x Alemanha na final da Copa? Pois é, quem diria que as seleções menos cotadas chegassem à final. Pouca gente acreditava nisso. Porém, um humilde articulista (he he he) de um site que nem mais está no ar escrevia no dia 23 de novembro de 2001 as seguintes linhas reproduzidas abaixo:
Agora vem a Copa e cada um tem um palpite do que possa acontecer. A Argentina desponta como a grande favorita ao lado da França. Num segundo patamar, vem os outros. Porém, se esquece que tudo é momento. Os argentinos e franceses têm as melhores seleções, porém no momento em que eu escrevo essas linhas. A Copa começa daqui a quase seis meses e até lá tudo pode mudar. Seleções menos cotadas, como a Alemanha, por exemplo, podem fazer uma excelente preparação e chegar voando, como se diz no jargão futebolistico.
(...)
É bom que a seleção brasileira esteja desacreditada. Isso signifca menos pressão nessa fase de preparação para a Copa. O tempo vai ser curto, isso é certo, mas não há outro jeito. Porém, com os holofotes focados em outras seleções, o Brasil pode trabalhar em silêncio e talvez isso possa ser uma vantagem. É melhor entrar numa Copa chamando menos a atenção a ser o adversário a ser batido, como aconteceu em 1998. Essa responsabilidade é da França e fica aí a grande pergunta: como os "bleus" irão lidar com isso? Vale lembrar: é a primeira vez que eles entram numa Copa do Mundo defentendo o título.
A única coisa que eu lamento é não ter a sensiblidade suficiente para acertar os números da Mega Sena e de outras loterias que correm por sorteio. Bem, a Loteria Esportiva está aí de volta. Quem sabe, dá certo se eu arriscar alguns palpites.
Marra à parte, a crônica é isso aí. De vez em quando, se acerta uns palpites, se erra ourtos, mas o grande barato nunca é deixar de palpitar.
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terça-feira, junho 25, 2002
Por que o Fellini não toca mais nas nossas rádios de rock? O jornalista Marcos Ribeiro, meu amigo, tenta responder a essa questão. (Obs. é o segundo tópico depois do artigo sobre o ranking de audência das FMs.
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segunda-feira, junho 24, 2002
No último sábado eu publiquei aqui a denúncia de que a colunista de um dos sites noticíosos mais importantes do país estava chupando informações de um blog temático. Para se ter uma idéia, eu mandei uma nota para o informativo sobre uma das mais tradicionais rádios livres do estado de São Paulo que estava começando a transmitir sua programação na Internet. Na tal coluna, a informaçao saiu como eu escrevi, ainda que com uma pequena maquiagem. Pois bem, o assunto rendeu nesse final de semana. Após uma troca de correspondências entre eu e a jornalista e também do responsável pelo blog com ela as coisas se acertaram. A moça pediu desculpas pelo ocorrido, alegou que tais informações chegavam a ela mandadas pelos seus leitores e que na sua próxima coluna irá orienta-los a não fazer mais isso. Ela se compromete também a sempre que usar alguma coisa do blog dar o devido crédito. Se ela prometeu, então vamos aguardar.
Agora não posso deixar passar um detalhe. A jornalista é no mínimo ingênua ao publicar informações vindas de seus leitores sem checa-las devidamente. Pelo o que ela disse, as pessoas visitam o blog, acham legal uma nota e a repassam, usando o esquema manjado do copy e do paste. E se algum engracadinho resolve fazer uma brincadeira de primeiro de abril, como é que fica? Além disso, existem inúmeros casos de pessoas que foram vítimas de notas mal checadas no jornalismo brasileiro. E tem outro lance, os leitores não têm consciência da existência de uma coisa chamada direito intelectual. Se eu mandei para lá uma nota a respeito de algum assunto, não se pode usar o copy e o paste sem mais nem menos e passar adiante sem ao menos informar a origem da informação.
O assunto está encerrado, as coisas estão resolvidas, mas vou deixar na sequencia os links tanto da colunista, como o do blog para que você leitor os consulte e faça o seu próprio julgamento.
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Estou começando a recolocar no ar alguns artigos que eu tinha escrito para o site Euqueromais. Um deles é uma análise sobre o rádio esportivo no Brasil. Esse artigo é dedicado a aqueles que, como eu, ligam a tv para assistir a uma partida de futebol, mas não deixam de colar o ouvido no rádinho de pilha para acompanhar o mesmo jogo por sua emissora preferida.
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sábado, junho 22, 2002
Gostaram do novo lay-out do blog? Valeu, Johnny Lost. Obrigado mesmo pela força.
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Rodney Brocanelli
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