quarta-feira, outubro 16, 2002

Lembram daquela história do modelo-ator brasileiro que seria progatonista de um filme produzido por David Lynch? A imprensa cultural brasileira deu um generoso espaço ao assunto, comemorando o fato como se tivessemos conquistado uma Copa do Mundo. Por outro lado, alguns blogueiros, como a Ciça, acharam tudo muito estranho e começaram a fuçar um pouco mais a fundo. Eles descobriram que Lynch nada tem a ver com a produção. A mesma imprensa agora tenta colocar as coisas em pratos limpos, como nessa reportagem públicada n'O Dia.
Esse assunto vai render muito ainda. Do ponto de vista jornalístico, que interessa mais no momento, esse é um bom exemplo de como funcionam as coisas nas redações dos cadernos culturais de alguns jornais. Dá-se preferencia àquilo que já vem pronto das assessorias de imprensa. Foi o caso, aqui. O modelo-ator só teve espaço graças à eficência de seus assessores. Se um brasileiro vai trabalhar com um diretor já consagrado como Lynch o mínimo que deveria ser feito é ouvi-lo a respeito disso. É mais uma que entra para o o Febeapá da nossa grande imprensa. E mais uma lição de humlidade para nós.

Uma letra de música para compensar os dias sem atualização nesse blog. Mas não é uma letra qualquer, não. Foi escrita pela pena de ninguém mais, ninguém menos que Nick Cave, talvez o sujeito mais atormentado do show-biz mundial. Dúvidas existênciais, religião, fé, morte e amor são os temas preferidos deste cantor-compositor de nacionalidade australiana. Cave, inclusive, já passou uma temporada no Brasil e sua estada por aqui influenciou em seu trabalho, o que pode ser notado no álbum "The Good Son", de 1990. Numa das faixas, ele canta trechos do hino evangélico "Foi na Cruz" em bom português.
A letra reproduzida abaixo se chama "(Are You) The One That I've Been Waiting For?" e foi gravada no álbum "The Boatman's Call", de 1997. Aqui, Cave estava enfrentando um processo de separação. Sua esposa, a cantora de rock alternativo PJ Harvey, o havia deixado. E nada melhor que a música para fazer um inventário desse relacionamento.
(Aliás, um parêntese: relacionamentos entre rock stars - e, principalmente, o fim deles - acabam servindo como uma bela fonte de inspiração.Damon Albran, vocalista do Blur, fez um disco inteiro a partir do fim de seu casamento com Justine Frischmann, guirarrista e vocalista do Elastica. "To The End" é dessa leva.)
Antes de terminar, quero informar que o pessoal do zine ScreamYell é grande fã de Nick Cave. E para conhecer um pouco mais de seu trabalho, recomendo a leitura desse texto publicado no site que traz uma análise completa de sua discografia. Vale a pena ler.

I've felt you coming girl, as you drew near
I knew you'd find me, cause I longed you here
Are you my desitiny? Is this how you'll appear?
Wrapped in a coat with tears in your eyes?
Well take that coat babe, and throw it on the floor
Are you the one that I've been waiting for?

As you've been moving surely toward me
My soul has comforted and assured me
That in time my heart it will reward me
And that all will be revealed
So I've sat and I've watched an ice-age thaw
Are you the one that I've been waiting for?

Out of sorrow entire worlds have been built
Out of longing great wonders have been willed
They're only little tears, darling, let them spill
And lay your head upon my shoulder
Outside my window the world has gone to war
Are you the one that I've been waiting for?

O we will know, won't we?
The stars will explode in the sky
O but they don't, do they?
Stars have their moment and then they die

There's a man who spoke wonders though I've never met him
He said, "He who seeks finds and who knocks will be let in"
I think of you in motion and just how close you are getting
And how every little thing anticipates you
All down my veins my heart-strings call
Are you the one that I've been waiting for?

terça-feira, outubro 15, 2002

Estava vendo o Jornal Hoje e foi muito falada no noiticiário econômico uma palavrinha tenebrosa: recessão...

segunda-feira, outubro 14, 2002

Depois de vários atrasos, finalmente está para sair o livro que promete ser a radiografia definitiva do rock brasil dos anos 80. É "Dias de Luta", escrito pelo jornalista Ricardo Alexandre, um dos atuais editores da revista Frente. Na verdade, a obra é uma grande reportagem que nasceu da velha angustia daqueles que trabalham com o jornalismo diário. "Eu queria, precisava, escrever um livro, porque trabalhava num jornal atormentado por aquela história de que 'amanhã meus textos estarão embrulhando peixe na feira', que é um clichê, mas é verdade. Queria achar um assunto que fosse amplo o suficiente para tratar de tudo o que eu prezo em cultura pop e que acomodasse um texto que registrasse meu estilo de escrever. Não demorei muito para pensar que uma grande reportagem sobre a música pop e a cultura jovem dos anos 80 teria essas características", disse Ricardo.
"Dias de Luta" chega às livrarias no próximo dia 30 de outubro, mas já existe um site inteiramente dedicado ao livro. Através dele é possível desfrutar de uma promoção pré-venda: desconto de 15% mais um autógrafo do autor. O preço final é de R$ 33,50. Além disso, a página traz outros atrativos como linha-do-tempo, discoteca básica, entrevista, notícias, fotos, trechos etc. É bom ficar esperto: a promoção dura até o dia 28 de outubro. E as visitas ao site podem ser feitas clicando aqui.

Como torcedor, é claro que fiquei contente com o o título mundial obtido pela seleção brasileira de vôlei. Méritos totais para Bernardo Rezende, que pegou uma seleção desacreditada e a colocou no topo. Depois, dizem que técnico não ganha jogo. É claro que ajuda a ganhar, sim. É um componente tão importante quanto quem está dentro de campo ou da quadra.
A minha única preocupação é que esse título não muda a atual situação do esporte no país. O vôlei no Brasil em termos de clubes é sustentado pelas empresas, que se associam com pequenos clubes ou prefeituras e colocam suas marcas em evidência. O ritimo dos investimentos varia com a situação do país. Cansei de ver um Bradesco, uma Pirelli ou uma Sadia cortando patrocínio ou dissolvendo seus times para cortar gastos devido à crise. E tem mais. Das grandes empresas que investem no vôlei, poucas direcionam o dinheiro para as categorias de base. Preferem montar times com grandes estrelas para chegar às finais e dar maior visibilidade as suas marcas, mas não se preocupam em revelar novos talentos. Quem será que substiuirá grandes jogadores como Nalbert, Maurício e Giba daqui a alguns anos?
O pior de tudo é que os atuais comandantes da CBV tratam as coisas no país como se vivessemos uma ilha de excelência. A atual presidência tem como único objetivo manter no poder o mesmo grupo político que está no topo há muitos anos. E ai daqueles que procuram tentar debater a atual situação, como o grande técnico Bebeto de Freitas, que poderia muito bem estar colaborando com a atual comissão técnica. Em qualquer outro país do mundo, qualquer confederação se preocuparia em ter junto de si alguém com sua experiência e talento. Mas aqui no Brasil, é diferente. Pelo simples fato de não concordar com uma série de coisas, Bebeto foi colocado à margem pela atual adminstração da CBV.
E antes de terminar, é necessário fazer uma homenagem ao locutor esportivo Luciano do Valle. Afinal, foi ele quem ajudou a popularizar o esporte no país. Há 20 anos, ele teve uma sacada genial. Ele percebeu que tinhamos uma geração competitiva de jogadores na seleção brasileria e passou a mostrar as partidas deles na televisão. Isso ajudou a popularizar o vôlei no país. O resultado está aí: o esporte foi massificado e a partir daí foi possível formar pelo menos mais duas gerações de atletas. Uma delas foi medalha de ouro na Olimpíada de Barcelona, em 1992. A outra é essa que vimos ganhar o campeonato mundial, na Argentina.

Está no ar a minha partícipação mensal na seção Coluna Vertebral, do site da Rádio Brasil 2000 FM. Desta vez, eu fiz um perfil sobre a banda Drugstore, de grande prestígio na Inglaterra, que tem a brasileira Isabel Monteiro nos vocais e escrevendo as letras. Confira. O texto fica no ar por uma semana, depois vai para o arquivo.

sábado, outubro 12, 2002

Uma advogada de São José dos Campos, no vale do Paraíba, entrou hoje com uma ação no Tribunal Regional Eleitoral. Ela pede a impugnação de um dos candidatos a deputado federal eleito pelo Prona. Está no site do telejornal SPTV, da Globo. Vanderlei Assis, eleito com 275 votos trabalha como diretor num hospital...da Ilha do Governador, no Rio de Janeiro. O endereço que consta na sua declaração de bens é de uma casa da zona oeste na qual não mora, mas sim um casal de amigos. A advogada Tania Nogueira entrou com uma ação solicitando a impugnação da candidatura de Vanderlei Assis. Começa muito mal a história do Prona na Câmara dos Deputados...

Terminado o primeiro turno das eleições, hora de contabilizar os vencedores e derrotados. Entre aqueles que foram "barrados no baile", dois candidatos chamam um pouco mais a atenção. São eles: Levy Fidélix (PRTB) e José Maria Eymael (PSDC). O primeiro é conhecido por tentar introduzir o Aerotrem, uma versão brazuca do trem-bala japonês, em São Paulo. Numa outra época, uma de suas plataformas de campanha era aterrar o rio Tietê. Desta vez, Fidélix aspirou ao governo do estado. Teve pouco mais de 8.500 votos. Já, Eymael, surgiu no cenário político em 1985, disputando à prefeitura de São Paulo. Em 1998, tentou voar mais alto, candidatando-se à presidência da República. Seu slogan era confiante, ao menos: "Só Eymael pode derrotar Fernando Henrique". Nessas eleições, tentou voltar à Câmara dos Deputados (já esteve lá cumprindo um mandato em 1990) na coligação de partidos que apoiou Paulo Maluf ao governo do Estado, sem sucesso.
Os dois politicos citados certamente tem perifis politicamente distintos, mas o que os une é a persistência. Não importa o tamanho do fracasso da eleição anterior, eles sempre estão de volta no pleito seguinte. Com o fim do primeiro turno, Fidélix e Eymael voltam ao seus habituais ostracismos, mas daqui a dois anos, quando teremos eleição para prefeito, seum dúvida eles estarão de volta. Fica no ar uma série de perguntas: o que eles fazem nesse intervalo de tempo? Como subexistem? A política seria um fim ou um meio de sobrevivência para esses dois personagens? Será que na carteira profissional de cada um está escrito "candidato profissional" no item reservado à ocupação atual?
É claro exemplos como os de Levy Fidélix e José Maria Eymael existem aos montes espalhados pelo país. A insistência de ambos, porém, acaba por transformá-los em personagens emblemáticos.

quarta-feira, outubro 09, 2002

Meio que na surdina, o jornalista André Barcinski, conhecido pelo programa Garagem, está mantendo desde agosto uma coluna no BOL sobre música. Nas primeiras, ele falou da sua temporada de férias na Europa, onde acompanhou alguns shows. Na mais recente, Barcinski fala de sua experiência ao entrevistar o The Calling. Até agora, não demonstou a afetação que é comum a muitos de seus textos. Outro dia o vi na TV concendendo uma entrevista à Marília Gabriela. Foi possível notar que ele está cada vez mais parecido com o misto de playboy e empresário Chiquinho Scarpa. Incrível!

terça-feira, outubro 08, 2002

E por falar em Partido Verde (leia post abaixo), a mãe-natureza parece que está com raiva de mim. Ontem fui picado por uma abelha num ponto de ônibus. O pior é que fui atingindo bem no dedo indicador direito, que inchou desde então. Fui medicado num PS da prefeitura (o atendimento demorou umas duas horas; os médicos da sutura - para onde fui encaminhado - estavam operando). Tomei duas injeções, uma de Bezetacil e outra anti-tetânica, mas o inchaço continua, já atingindo parte da mão. É claro que deve estar colaborando para isso o fato de eu estar aqui escrevendo. Deveria era estar com o braço para cima, a fim de facilitar a circulação sanguinea. Se a situação não melhorar até amanhã, vou para outro PS e ver o que se pode fazer.

A boa notícia dstas emeições fica por conta do crescimento do Partido Verde. Na Assembléia Legislativa de São Paulo, a bancada passa de um para cinco deputados, segundo projeções da Rede Globo. Ainda segundo a emissora, os verdes paulistas (!?) terão dois representantes na Câmara dos Deuputados. É um ótimo resultado para quem investiu mais na legenda durante o horário eleitoral. Ao contrário do Prona, de Eneás Carneiro, o PV não teve uma figura carismática para puxar votos.
Aliás, a melhor coisa da campanha na TV foram as vinhetas do Partido Verde exibidas logo nos primeiros dias. Está de parabéns quem as produziu. Cabe aos eleitores, a partir de agora, fiscalizar o desempenho dos deputados eleitos.

Tava ouvindo o Garagem, programa da Rádio Brasil 2000 FM e deram a dica desse site, o Manivela, uma nova revista eletrônica que está no ar. Um dos destaques é justamente a entrevista com o Paulo Cesar Martin, conhecido como Paulão (isso antes da lipo que fez), um dos apresentadores do programa.
Como é tradição neste blog, vamos destacar um trecho do papo. Paulão aqui fala sobre a trajetória do Garagem em sua atual emissora : "(...)a Brasil topou no esquema que é até hoje. O programa tem três anos no ar. A gente não paga nada pelo horário. Eles não pagam nada para a gente. O programa começou a dar um retorno grande para rádio, tanto que hoje o programa é das dez à meia noite. Não porque todo mundo é bonzinho. Deu audiência. Dos programas da rádio só perde pro Na Geral (programa dedicado a esportes), em termos de audiência."
Fica no ar apenas uma dúvida. Existe uma pesquisa que afere audiência das emissoras de rádio na parte da noite/madrugada?

segunda-feira, outubro 07, 2002

Um linkzinho para quem deseja conhecer um pouco mais da história das rádios livres no Brasil:
http://www.geocities.com/onzenet/radioslivres.html

Está para nascer o cientista político que vai analisar de uma forma fiel, sem chutes ou teorias furadas, a histórica votação do candidato Enéas Carneiro a deputado federal. Será que existem 1,5 de eleitores que pensam igual a ele? Ou foi um voto de zoeira, como se estivessem votando no Cacareco, Macaco Tião ou Sey Creysson para protestar contra o atual quadro político do país? Seja lá como for, Enéas conseguiu o que queria. Com uma boa bancada de deputados federais, ele poderá ter um tempo maior no horário eleitoral gratuíto daqui a quatro anos. Quem sabe, um espaço maior no rádio e na tv seja suficiente para que muitos de seus atuais eleitores o conheçam mais a fundo. Para quem ainda não percebeu, Enéas tem idéias facistas. Não é à toa que o nome de seu partido fala em "ordem".

Tava para fazer esse registro há algum tempo, mas só agora foi possível. Tem blog novo na lista de links, o Tupiniquimbrazilis, com uma proposta interessante: analisar como a mídia estrangeira vê o Brasil. Nada mais oportuno nessa época de eleição.
O Onzenet orgulhosamente é um de seus "blogs pais", ao lado de outros bem bacanas. Fico feliz esse feito.

Baixa no mundo dos blogs. O Charles Brito deixa de lado o seu Nonstop. Uma pena.

Essa música inédita do Nirvana, engavetada desde 1994, que as rádios brasileiras estão tocando a partir de hoje é fraquinha. Se entende o porquê de nunca ter sido lançada nos álbuns oficiais da banda.

sábado, outubro 05, 2002

Mais infomações sobre todo o problema envolvendo a tentativa de fechamendo da Rádio Muda, a rádio livre dos alunos da Unicamp, pode ser acompanhado aqui nesta reportagem do Correio Popular.
Em um determinado trecho, foi dada a palavra a um representante do orgão encarregado da fiscalização e fechamento das rádios clandestinas, a Anatel. Seu nome é Nélson Souza Aguiar: "Segundo o assessor de Imprensa, para a Anatel, não importa qual a importância que uma rádio clandestina tem na comunidade. 'A rádio é ilegal. Não tem autorização outorgada para o uso da rádio freqüência. O papel da Anatel é fiscalizar se a lei está sendo cumprida', disse."

quinta-feira, outubro 03, 2002

Stop Crying Your Heart Out - Oasis

Hold up
Hold on
Don't be scared
You'll never change what's been and gone

May your smile (may your smile)
Shine on (shine on)
Don't be scared (don't be scared)
Your destiny may keep you warm

Cos all of the stars
Are fading away
Just try not to worry
You'll see them some day
Take what you need
And be on your way
And stop crying your heart out

Get up (get up)
Come on (come on)
Why're you scared? (I'm not scared)
You'll never change what's been and gone

Cos all of the stars
Are fading away
Just try not to worry
You'll see them some day
Take what you need
And be on your way
And stop crying your heart out

Cos all of the stars
Are fading away
Just try not to worry
You'll see them some day
Take what you need
And be on your way
And stop crying your heart out

We're all of us stars
We're fading away
Just try not to worry
You'll see us some day
Just take what you need
And be on your way
And stop crying your heart out
Stop crying your heart out
Stop crying your heart out

Para mim, essa é a música do ano internacional. A nacional é "Amanhã é Tarde", do Fellini.
Confira a sua tradução aqui

terça-feira, outubro 01, 2002

um ano depois, eles voltaram...

Nos últimos meses foram lacradas inumeras rádios, livres e comunitárias em todo país. Dentre elas algumas das mais significativas no movimento pela democratização dos meios de comunicação : Rádio Restinga de Porto Alegre, Bicuda do Rio de Janeiro, Rádio Comunitária Santa Cruz (RS), Rádio Comunitária de Sorocaba. Na Grande Belo Horizonte foram fechadas nos últimos meses mais de 50 rádios.

Hoje, por volta das 15h recebemos a visita de dois agentes que, em carro com placa de Brasilia-DF, mesmo sem se identificarem, afirmaram estar de posse de um mandado de busca e apreensão para o lacramento da Rádio Muda FM, que há mais de 12 anos funciona abertamente na praça central da Universidade Estadual de Campinas. É autogerida por um coletivo composto por estudantes e funcionários da Universidade e moradores da região.

Apesar de não ser concessionada pelo Ministério das Comunicações, a rádio transmite sem fins lucrativos, prestando um grande serviço à comunidade. Seu fim principal é a liberdade de expressão.

Ano passado já houve uma tentativa de fechamento sem sucesso. A rádio continuou operando a despeito dos riscos de uma nova investida da Policia Federal e da ANATEL, que argumentam a ilegalidade da rádio. No entando, no entender de dezenas de juizes federais brasileiros, a iniciativa é legal do ponto de vista da Constituição Brasileira, artigo quinto, e do pacto de San Jose da Costa Rica, 1969, e da Declaração Universal dos Direitos Humanos, 1948. Todos os dispositovos contrários à Carta Magna, nossa Constituição, como a lei 4117/62 que dispõe sobre crimes de telecomunicações estão revogados. Seu valor jurídico atual é nenhum. A atividade de radiodifusão não pode ser tipificada por si só como crime. A desobediência civil, então, se faz necessária.

O objetivo dessa mensagem é alertar mais uma vez à sociedade para a fragilidade da democracia na qual vivemos.

Continuaremos transmitindo!!! Rádio Muda 2 x 0 ANATEL

ass: Coletivo Rádio Muda

De novo, não custa lembrar: a Rádio Planeta 90 FM, de propriedade do "padre" Chico continua em pleno funcionamento. Se existe uma lei (com a qual não concordo, mas aí é outra historia), ela tem que servir para todos.
Leia mais sobre a tentativa de fechamento da Rádio Muda nesta nota da Folha On Line.

 
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