segunda-feira, novembro 04, 2002

A Coluna Vertebral, do site da Rádio Brasil 2000 já fui atualizada. O meu texto sobre o Drugstore continua no ar, mas agora ele foi para o arquivo.
Eu fiz duas entrevistas que estão prestes a ser publicadas no Ruídos. Só tou esperando o Fábio Carbone deixar a preguiça de lado e atualizar o site. Se você quiser saber quem são as personalidades entrevistadas por mim, entra lá e escreve um mail para o Fábio cobrando...he he he

sábado, novembro 02, 2002

Já falei aqui sobre a revista eletrônica Rabisco. Pois é, ela vai para sua sexta edição e digo que merece ser acompanhada com mais atenção. Os textos são agradáveis, nada afetados, com visões bastante interessantes sobre a cultura pop, além de outras coisas muito bacanas. Um de meus destaques é uma reportagem sobre o Mesa Redonda. Sim, aquele programa de debates futebolisticos dos domingos à noite na TV Gazeta que é cult para alguns e aborrecido para outros. Mas, concordando com o lead do texto, é um programa que até mesmo quem não gosta de futebol deve ver por causa da dialética dos apresentadores Roberto Avallone e Chico Lang. Eu confesso que nem gostava muito da Mesa, devido ao excesso de merchandising que interrompia os debates. Era comum ver Avallone interrompendo convidados do porte de um Telê Santana para fazer um testemunhal qualquer. De uns tempos para cá, ao que parece, disciplinaram um pouco as intervenções comerciais e o programa ficou mais agradável de se assitir.
O texto fala um pouco da característica de Roberto Avallone em permear suas falas com sinais gráficos. Sempre que faz uma pergunta, o jornalista faz questão de de completar a frase com um "interrogação", entre outros maneirismos do tipo. Para o Rabisco, ele diz que é "uma herança dos meus tempos de jornalista de meios impressos, quando tudo tinha que ficar bem claro". Porém, o antigo colunista social Ibrahim Sued já fazia algo semelhante quando teve um espaço na TV Globo, nos idos dos anos 70, usando os "dois pontos" na tv. Mas não é o caso de plágio até porque Avallone foi bem mais longe que Sued no uso de "interrogações", "vírgulas" e "dois pontos". Trata-se daquilo que os críticos musicais gostam de chamar de influência.
Mas o Rabisco não tem só a Mesa Redonda. Há textos sobre Almodóvar, Rolling Stones e Carlos Drummond de Andrade, que completaria 100 anos se estivesse vivo. Recomendo a leitura.

sexta-feira, novembro 01, 2002

Minha amguinha querida Ket está de blog novo. Tem sido bacana acompanhar o seu dia-a-dia como estudante intercambista na Cidade do México. Ela já vinha fazendo isso no seu Suicide Blond . Por motivos estratégicos (he he he), ela foi obrigada a mudar de endereço, mas sua vida mexicana continua sendo dividida com todos aqueles que se dispõem a ler sobre ela.

quinta-feira, outubro 31, 2002

Oba, o post abaixo sobre o PSTU rendeu comentários bem distintos, isso é bacana. Porém, quero me deter um pouco sobre o que a Mimi escreveu. Não vou entrar no mérito se o partido é fracassado ou não, até porque essa é uma outra análise que deve ser feita com um bom embasamento. Eu penso que o PSTU está certo ao não se coligar com outros partidos de esquerda, entre eles o PT, pelo menos nesse momento. O PSTU tem que, primeiramente, marcar presença junto ao eleitorado e isso só se consegue sozinho e não apenas sendo mais um partido dentro de uma coligação. Depois, porque há o risco de que o partido vire um PC do B da vida, que sobrevive apenas graças as composições históricas que faz com o PT. Queria ver como seria o seu desempenho, se não fosse possível ao partido compor chapa, fato que tem se repetido sistematicamente nos últimos anos. Por isso, julgo que o PSTU está agindo corretamente ao se lançar sozinho a cada eleição. É melhor que ele tenha um reconhecimento junto a uma parcela do eleitorado para, num futuro próximo, pensar em coligações.
(É bom deixar claro que não tenho nada contra o PC do B. Ele tem quadros muito competentes como o deputado federal Aldo Rebelo, entre outros. Só não posso deixar de falar dessa postura eleitoral que o partido vem tomando ao longo de sua história).

quarta-feira, outubro 30, 2002

Ahá, descobri agora qual a inspiração do PSTU para formular o slogan que marca suas campanhas eleitoriais na tv e no rádio desde 1996. Na última segunda-feira a Bandeirantes exibiu um especial sobre a trajetória de Lula. Num dos blocos, falou-se da sua participação na campanha eleitoral de 1982, concorrendo a governador do estado de São Paulo. Foi mostrado um tape de um debate que reuniu ele mais os outros candidatos, entre os quais Franco Montoro (que viria a ser eleito) e Janio Quadros. Em sua derradeira intervenção Lula disse: "vote 3 contra burguês" (o 13 só viria ser adotado tempos depois pelo TSE numa lógica que nunca foi muito bem explicada).
Nesses 20 anos, é claro que o discurso político de Lula mudou e muito. O PSTU, como atual representante da esquerda radical, achou que a frase dita por Lula tinha muito a ver com suas propostas e a pegou emprestada, fazendo, obviamente, uma certa adaptação. A tarefa até que não foi complicada. O 16, assim como o 3, rima bem com a palavra burguês. Daí temos o "Contra burguês, Vote 16".

terça-feira, outubro 29, 2002

Domingão próximo, dia 3, a MTV exibe o Lado B com a ilustre presença do Fellini tocando ao vivo. O Rodrigo Lariú, dono do selo mmrecords e responsável pela apresentação no programa da dupla Thomas Pappon e Cadão Volpato, ainda não informou quais serão as músicas tocadas e como será o formato dessa apresentação. Certamente, as canções deverão ser do álbum mais recente da banda, Amanhã é Tarde.
Falando em Thomas, ele já começou a gravar o novo álbum do The Gilbertos, o seu outro projeto musical. Lariú diz no site da mmrecords que não há prazo para ficar pronto.

segunda-feira, outubro 28, 2002

Lula lá e eu continuo aqui.

sábado, outubro 26, 2002

Querem um bom exemplo de como fazer média no jornalismo? Então leiam esse texto publicado no jornal As, um dos mais prestigiados da Espanha.

Por onde anda Miriam Cordeiro, ex-mulher de Lula e personagem importante da eleição presidencial em 1989?

Não sei se isso vai interessar a alguém, mas estarei votando nulo na eleição para presidente da República.

quinta-feira, outubro 24, 2002

Recebi de um amigo a notícia abaixo que foi publicada no Comunique-se. Estou reproduzindo os trechos mais relevantes.

Esquerda brasileira terá jornal
Após três meses de intensas articulações, que envolveram diretamente o líder João Pedro Stédile do MST e dezenas de movimentos populares de todo o Brasil, a Esquerda brasileira decidiu lançar seu próprio jornal, tendo por objetivos: expressar uma visão de esquerda sobre os fatos e a realidade brasileira e uma visão de solidariedade internacional entre os povos; ser plural nas idéias mas comprometido profundamente com os interesses de transformação social do povo brasileiro; servir de subsídio, com informação e reflexão para toda militância social do país; estimular as lutas sociais, os movimentos de massa e o engajamento político dos leitores; e promover permanentemente os valores humanistas e socialistas.
(...)
Será um jornal semanal de abrangência nacional, com 24 páginas, 100 mil exemplares e equipe própria e profissionalizada. Seguirá um modelo de gestão praticamente inédito em termos de Brasil: a redação vai se reportar a um Comitê Editorial integrado por até 12 pessoas, representando os movimentos e forças sociais que dão suporte ao projeto; este Comitê, por sua vez, seguirá a orientação de um Conselho Político mais abrangente, composto por aproximadamente 80 participantes dos mais diferentes setores e que se reunirá a cada três meses; e atuando como base do projeto os Comitês de Apoiadores que serão criados em todo o País, com a missão de fortalecer a obtenção de recursos, de estimular a participação de colaboradores e de viabilizar a distribuição local.
(...)
O nome já está escolhido - Brasil de Fato - e o editor-chefe também - José Arbex Jr (arbex@uol.com.br), colega com passagens por importantes veículos de comunicação do País, atualmente integrando a equipe de editores da revista Caros Amigos, e a quem caberá a montagem da equipe tanto de contratados quanto de colaboradores. Uma das editoras também já acertou com o jornal: Áurea Lopes (ex-DCI e Plano Editorial), que vinha participando também do planejamento do projeto. Serão, ao todo, quatro as editorias: Nacional (política brasileira e economia); Internacional (política e economia); Cultura e Esporte (nacional e internacional).
(...)


Depois de ler essa nota imaginei como seria um jornal nos mesmos moldes mas com tendências direitistas. Nesses meus delíros, já tenho formado até a equipe. Sandro Guidalli seria o editor-chefe, Olavo de Carvalho o seu publisher e Janer Cristaldo o editorialista principal.

Peguei isso aqui no blog da Cecília Giannetti, que revelou a farsa do modelo-ator que iria participar de um filme produzido por David Lynch. Para quem tem preguiça de clicar no link, eu explico. É um bannerzinho dedicado aos jornalistas profissionais que trabalham em prestigiosos orgãos de imprensa e que, de vez em quando, "pegam emprestado" algumas notas que lêem em blogs. Acho que vários blogueiros tem uma história de posts e notas que vão parar nas páginas de jornais, revistas e sites de informação sem o devido crédito. Eu tenho a minha, que já foi devidamente contada aqui. Se pintar alguma novidade volto a ela. Mas o recado está dado: muitos blogs têm servido de preciosa fonte de informação para profissionais da grande imprensa. Os bacanas das redações posam de heróis e os blogueiros ficam apenas com os calos das mãos.

quarta-feira, outubro 23, 2002

Um de meus orgulhos jornalisticos neste ano de 2002 foi ter apresentado as duas novas revistas de música e cultura pop, Frente e Zero, através de entrevistas publicadas no site Euqueromais com seus responsáveis. Através delas, muita gente pode conhecer melhor as propostas editoriais de cada uma, enquanto a imprensa tradicional fazia apenas uma superficial cobertura sobre seus lançamentos. Passada a expectativa da estréia, tanto a Frente como a Zero foram obrigadas a mudar de rota para continuar sobrevivendo. Leia mais a respeito neste texto publicado no Observatório da Imprensa e escrito por mim.

segunda-feira, outubro 21, 2002

E a farsa do modelo-ator que espalhou para metade dos nossos cadernos culturais da grande imprensa que iria participar de um filme produzido por David Lýnch continua a ser desmascarada. Agora foi a vez da Folha dar algo a respeito.
A Ciça deveria ganhar um prêmio Esso de Jornalismo por ter cantado essa bola antes.

Eu estava para falar do Tema Blog há algum tempo, mas sempre acabava esquecendo (falha minha!). É uma iniciativa do jornalista Raphael Perret em manter um banco de dados com links para artigos que falem de blogs. Visita obrigatória para quem se interessa pelo assunto.

sábado, outubro 19, 2002

O caso Regina Duarte ainda está rendendo. A atriz deu uma entrevista a jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, e disse ter tocado "num nervo exposto". Ela se considera patrulhada por causa do tom das críticas que diz ter sofrido, mas não se mostra arrependida do que fez.
Essas declarações de Regina e mais a particpação de Beatriz Segall no horário eleitoral da últma sexta feira só reforçam a tese levantada aqui neste blog (ver post do dia 18/10) de que o PT, seu colaboradores e eleitores morderam a isca direitinho. A campanha de Serra, a partir de agora, irá fazer um belo carnaval em do fato de que seu adversário (e todos que estão com ele) não toleram críticas. A escolha de uma artiz que tem no currículo uma vilã bem marcante como Odete Roitman não foi por acaso.
Uma coisa que eu reparei através do Toplinks. Vários colegas blogueiros, ao abordar o caso Regina, se dedicaram apenas a dar links para textos contendo manfestações contra a artiz, outros que rebatem a sua tese e até mesmo um "site de ódio". Porém, até agora os coleguinhas não abriram links para textos mais sensatos, como o de Kenney Alencar, da Folha On Line.
Para quem ainda não sabe, o Toplinks é um serviço que mapeia links dados em blogs nacionais. É uma ótima maneira de saber quais são os assusntos do dia no mundo blogueiro.

sexta-feira, outubro 18, 2002

Ainda sobre a polêmica em torno da participação de Regina Duarte no horário eleitoral, o site Folha On Line traz um artigo do jornalista Kennedy Alencar. O único texto sensato que eu li até agora sobre o tema e que coincide com as idéias do blog Onzenet.

quinta-feira, outubro 17, 2002

Muito barulho por nada. É assim que posso definir essa celeuma em torno do texto escrito pelo Flea, baixista do Red Hot Chilli Peppers, sobre sua passagem por São Paulo. A cidade é suja mesmo, Flea nesse caso não mentiu. Basta dar um rolê pelas ruas e comprovar o que ele disse. Não duvido nada se os mesmos que se indgnaram com as opiniões sejam aqueles que, de quando em vez, jogam o seu lixinho no chão, discretamente. E só mesmo alguém muito ingênuo para acreditar que Flea viu de fato "uma garota com uma covinha, no fundo do estádio".

Regina Duarte e Marilia Pera. Ambas têm em comum o fato de serem grandes atrizes e possuirem uma carreira sólida no cinema, teatro e televisão. As eleições presidenciais estão unindo mais uma vez a trajetória das duas. Em 1989, Marilia Pera foi uma das poucas representantes da classe artistica que deu apoio irrestrito ao então candidato Fernando Collor de Melo. Treze anos depois, vemos Regina Duarte, a ex-namoradinha do Brasil, prestar seu apoio ao candidato José Serra até de forma mais veemente, gravando um polêmico testemunhal no horário gratuito. A coincidências não param por aí. Tanto em 1989 como agora, o candidato adversário é (e foi) Lula. Tem mais: Regina e Marilia viraram "inimgas públicas nº 1" desde que tornaram públicos seus apoios.
Fixando-se um pouco mais nesse pleito, as reações que tenho visto desde que as declarações de Regina Duarte foram veiculadas me faz crer que o PT e seus simpatizantes morderam a isca. Mais do que tentar "espalhar uma onda de terror nos eleitores", a idéia principal (e obviamente, não assumida) é mostrar aos indecisos que Lula, seus aliados, correligionarios e eleitores não toleram críticas. Numa lista de discussão via e-mail que eu assino, alguém repassou uma nota da CUT em represália ao que Regina disse. Até aí, tudo bem. O problema era o que estava escrito no subject. Algo do tipo: "ela merece é levar umas porradas". Isso não é tudo. "Terroristinha do Brasil" foi o comentário mais delicado que eu já li. Algumas pessoas estão até colocando em dúvida seu talento como atriz, só por conta desse episódio. Fica a grande pergunta no ar: e se ela apoiasse Lula, como seria?
Essa história envolvendo a atriz e o fato de Lula não participar do debate estão sendo os dois calcanhares-de-aquiles da campanha petista neste segundo turno. O primeiro até poderia ser evitado. Bastava ignorar o que foi dito por Regina. Afinal, ela já não tem o mesmo prestígio de outrora. A novela mais recente da qual participou não fez o sucesso esperado. Regina não é uma personalidade que influencie tanto a opinião pública atualmente. Mas a gritaria toda acabou dando destaque a algo que passaria despercebido em qualquer outra ocaisão.
Em tempo: leiam a coluna da jornalista Tereza Cruvinel sobre o assunto. Ela reproduz a carta do dramaturgo Jair Alves, mas chamo a atenção para a introdução feira pela colunista do site da Globo News.

Para quem estiver interessado, a emtrevista que eu fiz com o radialista Roberto Maia, ex-diretor artístico da Rádio Brasil 2000 FM (SP), pode ser lida nesse endereço: http://radiobase.blig.ig.com.br/

 
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