sexta-feira, abril 04, 2003

Pô, procurar no Google análise de Faroeste Caboclo é fim de carreira. Não é uma tarefa difícil fazer isso. Basta usar um pouco a cabeça.

Não é novidade para ninguém que o Estado sempre tratou a cultura com descaso. O exemplo mais recente aconteceu aqui em São Paulo. O Museu de Artes Gráficas (MAG), da Secretaria de Estado da Cultura, está prestes a fechar quase quatro meses após a sua inaguração, em dezembro de 2002. Na época, o titular da pasta era o sr. Marcos Mendonça, que fez a proposta do MAG sair do papel. O governador Geraldo Alckmin, mesmo com a reeleição, fez uma troca em algumas secretarias e indicou o nome da sra. Claudia Costin para ficar na Cultura. Com essa mudança, começaram os problemas para o museu.
Para justificar o fechamento do MAG usou-se de desculpas absurdas. Uma das principais é que, segundo a nova filosofia da Secretaria, o museu não tem interesse para o público, só para um grupo pequeno de desenhistas. Outra das argumentações é de estarrecer: "a secretária discorda da importância dos quadrinhos na educação e como objeto de leitura das crianças". Isso tem um nome: preconceito, e dos piores. E vem de onde se menos esperaria vir.
Está rolando na Internet um abaixo-assinado na tentativa de demover a Secretaria da Cultura dessa idéia. Os interessados em colaborar deverão entrar nesse site. Vale a pena assinar. A causa é justa.

quinta-feira, abril 03, 2003

A equipe do blog Rádio Base, o primeiro a tratar do rádio no Brasil, resolveu diversificar suas atividades. Foram criados quatro blogs-filhos, abordando outras mídias e manifestações artísticas. Um deles é agenda de shows pela cidade de São Paulo, o Agenda Base. Os outros vão falar de outras mídias: o Cine Base, sobre cinema, o TV Base, sobre televisão e o Som Base. Todos eles são blogs coletivos, nos quais seus integrantes postam informações e opiniões, além da participação dos leitores. O modelo seguido é o do blog-pai, o Rádio Base, e a julgar pelo seu sucesso, os filhos vão seguir o mesmo caminho. Eu estou contribuindo com o Som Base e os leitores do Onzenet também poderão me acompanhar por lá

quarta-feira, abril 02, 2003

Hoje é dia de festa. O Onzenet está completando o seu primeiro aniversário neste 2 de abril. Eu era o tipo do sujeito que via os blogs com alguma desconfiança. Achava que se tratava de uma coisa feita por pessoas a fim de ficar divulgando por aí seu cotidano apenas por vaidade. Com o tempo, percebi que não é bem assim. O blog pode ter várias utilidades. Uma delas é fazer amigos, como me disse certa vez Marcelo Valletta. Portanto, mais do que dar meus pitacos sobre assuntos interessantes para mim e pretensamente tentar explorar uma forma de jornalismo, com o Onzenet, pude tanto manter por perto amigos que eu fiz ao longo desses anos como conquistar novos. Esse é um dos saldos visísveis deste ano que passou.
Outro dia, eu tava dando uma olhada em grande parte das coisas que escrevie percebo que depois de um começo meio titubiante, creio ter acertado a mão nesses últimos meses, a partir de agosto do ano passado. Mas não me arrependo de nada que tenha feito aqui. Os primeiros textos vão continuar no ar (isso é, se o Blogger não der pau com os arquivos), até porque não sou daqueles que são adeptos da filosofia "esqueçam o que eu escrevi". Se estão legais ou não, se estão corretos do ponto de vista gramático ou estilistico, isso são coisas que não me deixam preocupado. É uma forma de ser honesto com vocês e comigo mesmo. De mostrar que eu acerto, que eu erro, mas, principalmente, que nunca deixo de tentar (e foda-se, vou deixar três "ques" numa frase só; desta vez me permito).
Aliás, quero deixar aqui uma citação de Luis Fernando Veríssimo, em seu maravilhoso texto: "O Gigolô das Palavras (ganhei esse livro de presente; pena que a pessoa depois mostrou ter um péssimo caráter):
"Escrever bem, é escrever claro, não necessariamente certo. Por exemplo: dizer "escrever claro" não é certo, mas é claro, certo? O importante é comunicar (E quando possível surpreender, iluminar, divertir, mover...Mas aí entramos na área do talento, que também nada tem a ver com Gramática)"
Vou me dar direito a fazer uma "Sessão Maguila" aqui. Agradeço a Johnny Lost (por contribuir com o sucesso deste blog fazendo o design), Marcelo Valleta, pessoal do blog Rádio Base (Marcos Ribeiro e Marcos Lauro), Henrique Brito, Mani, Mimi, Bruno Asp, Gilberto Custódio Jr, Dani Bee, Ludwig de Las Nieves, Ana Paula (blog A Ostra e o Vento), Silvana Castro, Fabio Carbone, Bruno Privatti, Alexandre Inagaki, Marinilda Carvalho, The Unbearable, pessoal do blog Página 2, Megssa Fernandes, André Palugan, Gim Tones, Vanessa Mael, Rafa Gushiken, Flavia Durante, Uh-Oh, Elder Tanaka, May, Roberta, Getulio Suman, Bruno Urbanavicius, Kath, Juliano Oliveira, o povo da sala de música do Terra (mesmo aqueles que me odeiam), vocês que deixam comentários eventuais sobre os posts...enfim, é muita gente e acho que vou esquecer de algumas pessoas, mas saibam que todos vocês ajudaram e muito para que o Onzenet chegasse ao seu primeiro ano de atividades. Obrigado

terça-feira, abril 01, 2003

Logo hoje o Onzenet tinha de ficar fora do ar quase o dia todo? Pareceu até brincadeira de primeiro de abril, mas não foi. O Blogger deu pau e isso refletiu justamente por aqui. Mas não tem nada, não. Estamos de volta

Não sou muito de ficar de ficar publicando aqui frases de outras pessoas, mas essa vale a exceção:

"Em uma carta ainda pode cair
uma lágrima, mas um e-mail nunca
se fará acompanhar de emoções”

José Saramago, escritor

E a Igreja Unversal do Reio de Deus continua aumentando a sua rede de rádio. Desde as 19hs desta segunda, a Enseada FM, de Santos, é a mais nova integrante da Rede Aleluia. A emissora, antes da venda, vinha colocando no ar uma boa programação no segmento pop/rock. É triste constatar isso, mas o rádio do interior está morrendo aos poucos. A Enseada é apenas mais uma da extensa lista de rádios fora do eixo das grandes capitais que estão sendo controladas por igrejas evangélicas denominacionais. E cada vez mais profissionais de rádio e tv, vêem seu campo de trabalho reduzido.
Ok, vivemos num país que garante a liberdade religiosa e que o Estado é laico, mas não será que está da hora do governo entrar no circuito e regulamentar essa história, impedido que rádios sejam arrendadas por igrejas ou instituições ligadas as mesmas? É até compreensível que se algue um horário vago, va lá, varias emissoras fazem isso, mas as 24 horas de programação me parece demais. Nem o Edir Macedo deve ouvir a sua rede de rádio o dia todo. Uma outra alternativa seria criar um canal ecumênico em cada cidade e que todas as igrejas tenham nele seu espaço.

segunda-feira, março 31, 2003

O Bruno Privatti e o Alexandre Inagaki trouxeram a notícia: o jornalista Peter Arnett é demitido em plena guerra. Demorou um pouco para que ele novamente se transformasse em protagonista do noticiário de mais este conflito.

O Bruno Privatti e o Alexandre Inagaki trouxeram a notícia: o jornalista Peter Arnett é demitido em plena guerra.

domingo, março 30, 2003

Eu também sou adepto do egosurfing.

Já tem um tempinho que eu não falo de futebol aqui, né? Confesso que torci por Portugal no amistoso desse sábado contra o Brasil. Não que eu tenha algo em comum com aquele país. O Brocanelli do meu sobrenome denuncia que tenho muito mais afindidade com a Itália..rs. O motivo principal que me fez vibrar com os lusos está no banco de reservas e se chama Luiz Felipe Scolari. É claro que tenho um time do coração e também torço pela seleção brasielira, principalmente em Copas do Mundo. Mas chega uma determinado momento em que acabamos torcendo não pela camisa, mas pelo sucesso de alguém que adimiramos. Sei que tem muita gente que detesta Scolari, mas sei lá, eu simpatizo com ele. Talvez isso se deva ao fato da temporada pela qual o técnico passou pelo Palmeiras. Foi uma época bacana. O time ganhou uma Libertadores, uma Copa do Brasil, um Rio-São Paulo e uma Mercosul. Fez jogos empolgantes. Nunca me esqueço de uma virada em cima do Flamengo, na Copa do Brasil, com dois gols do Euller quase no final da partida. Enfim, Scolari fez história no Palmeiras e o saldo dele é mais que positivo. Só saiu por causa de uma incompatibilidade de estilos com o presidente Mustafá Contursi, mas deixou portas abertas, principalmente com a torcida. Não fez como Wanderley Luxemburgo que saiu pelos fundos. Por causa disso, Scolari sempre terá um cantinho no meu coração de torcerdor, não importa onde o treinador esteja trabalhando (imagino que algum gaiato aí pode perguntar: mas e se ele for para o Corinthians um dia? he he he)
Sobre o amistoso em si, não foi possível compreender por que o Parreira insiste em usar no 4-4-2 usando laterais que não jogam nesse esquema há anos. Ele tem todo o direito de implantar a sua filosofia de jogo, desde que utilize os jogadores adequados para isso. Cafu e Roberto Carlos já se esqueceram como atuam os laterais clássicos. Os dois estão muito mais para alas ofensivos, até porque é assim que jogam em seus clubes na Europa. Scolari a sensibilidade de adaptar o esquema e fez um 3-5-2 com o qual ganhou a Copa de 2002. Outro ponto negativo na seleção brasileira é a visível falta de motivação de algumas estrelas. Se Parreira quiser contar com esse grupo, vai ter de dar uma tremenda injeção de ânimo em vários jogadores. Pensando bem, uma tarefa desse tipo deve ficar a cargo de Zagallo. Eu ouvi muitos jornalistas dizendo que jovens promessas como Diego, Robinho, Carlos Alberto, Gil e Kléber deveriam figurar nas próximas listas. Conhecendo um pouco o estilo do nosso treinador, acho que essa expectativa será frustrada. Ele deverá continuar chamando os jogadores que atuam fora, como fez na Copa de 94. Naquela época, tinhamos uma geração promissora de jogadores atuando aqui, como Edmundo, Antonio Carlos, Palhinha e Roberto Carlos, entre outros. Porém, contrariando a muitos, Parreira preferiu chamar Branco, Dunga, Aldair, Taffarel, Bebeto e Romário, atuando em clubes do exterior. Sua aposta deu certo e levamos a taça. Pode ser que ele tenha mudado de opinião e chame os craques daqui, mas duvido muito. O próximo adversário deverá ser o México, em abril. Vamos ver se Parreira tem algum coelho na cartola ou se o torcerdor mais apaixonado continuará se aborrecendo.

sábado, março 29, 2003

There's a portrait
In a back room,
Which I keep for days upon, which I relent
And gaze for hours on the muscle skin and bone of some
Imaginary friend.

So how about it?
Show me please how I will look in twenty years
And let me please,
Interpret history in every line and scar that's painted
There in front of me.

It doesn't matter what I'm thinking
What I tell myself to do
I'll end up calling.

I stay in to defrost the fridge
Now the kid has gone to bed
A feeling of dread.
At least when she's around the troubles there,
It's worse to wake up with her falling round the room.

Listen Johnny; you're like a mother
To the girl you've fallen for,
And you're still falling.

Listen Johnny;
You're like a mother to the girl you've fallen for,
And you're still falling,
And if they come tonight
You'll roll up tight and take whatever's coming to you next.


A banda escocesa Belle & Sebastian tem uma história interessante no Brasil. Ela se tornou conhecida por aqui através da Internet nas listas de discussões frequentadas pelo público indie. Alguém apareceu falando bem deles e a curiosidade das outras pessoas fez com que se inciasse um hype. Quando a imprensa se deu conta, o B&S já tinha uma quantidade razoável de fãs brasileiros. Fenômeno semelhante aconteceu com os Strokes recentemente: sucesso primeiro na Internet para poucos e depois uma certa, digamos, massificação.
Muita gente procura semelhanças entre o Belle & Sebastian com os Smiths. Talvez elas existam no conceito das capas dos CDs e nos títulos das canções, ficando apenas nisso. A sonoridade de ambas por diversas ocasiões acaba sendo bem diferente. Seria díficil ouvir no repertório do B&S algo pesado como "London".
"Slow Graffiti" é uma das músicas do Belle & Sebastian que eu mais gosto. Prestem atenção em seu arranjo. Incluida no ep "This Is Just A Modern Rock Song", de 1998, a canção parece ter sido composta para cinema. Ao ouvi-la, é impossível não ser remetido para as comédias românticas dos anos 40 e 50, estreladas por Cary Grant ou James Stweart. É o tipo da música que te faz ser deixado levar pela imaginação. Quem deseja resumir em uma palavra o trabalho do B&S pode usar o adjetivo delicadeza.

sexta-feira, março 28, 2003

O repórter Marcos Uchôa, da Globo, conseguiu entrar no Iraque e já está trabalhando a todo vapor.

O sempre atento Alexandre Inagaki respondeu a um questionamento que eu fiz sobre o paradeiro do jornalista Peter Arnett. Com os devidos agradecimentos, aqui vai:
"O Peter Arnett trabalha para a MSNBC, e é, por sinal, o único correspondente americano que ainda está trabalhando em Bagdá".
Não vi nenhuma referência a ele por parte dos jornal e nas tvs daqui. Por causa disso, achei que ele tinha ficado de fora dessa cobertura.

Já escrevi aqui não faz muito tempo que na internet nada é perecível. Vou dar mais um exemplo disso. Há quase meio ano, publiquei no Observatório da Imprensa um artigo sobre blogs, listando alguns que eu achava legais na rede e ainda falando um pouco da aposta entre um blogueiro e um jornalista, ambos norte-americanos. Dave Wine, o blogueiro, acredita que em cinco anos o jornalismo praticado por blogueiros vai ser mais influente que um jornal como o New York Times. O jornalista Martin Nisenholtz, editor do NYT na internet, por outro lado, discorda. Pois é, para minha surpresa e alegria, descubro que esse texto foi reproduzido no site Pra Bom Entendedor, mantido por alunos da alunos de Comunicação Social da Universidade Federal da Paraíba. E o artigo continua vivo, mesmo depois de sua publicação original no OI. Desta vez, figura no site português Webjornalismo. Alías, a proposta deste site é interessante. Mantido pelo professor unviversitário João Canavilhas, a idéia é manter um grande banco de dados com textos sobre o jornalismo na internet de vários autores de diferentes nacionalidades. Indicado para quem se interessa pelo assunto webjornalismo.

quinta-feira, março 27, 2003

Do ex-árbitro de futebol Oscar Roberto de Godóy ao iniciar mais uma edição do Cidade Alerta:
"O Cidade Alerta de hoje está ótimo, repleto de atrações. Tem bastante roubos, tiroteios, etc"
(fonte: o blog NeverMindTheBollogs)

Essa eu juro que vi e ouvi. O Jornal do SBT desta quarta (e que foi reprisado na madrugada desta quinta) mostrou uma reportagem com um músico mineiro que é o autor de uma singela canção instrumental chamada..."Saddam Hussein". É verdade. Vinicíus Peçanha é o nome do herói. Ele diz que compôs (há vinte anos) uma melodia exótica que lembrava muito o clima do deserto e não teve dúvidas: usou o nome do líder iraquiano como título. Mas a lesação não pára aí. Peçanha teve a manha de encaminhar através da embaixada do Iraque no Brasil uma cópia da música ao próprio Saddam que, pelo jeito, gostou muito da homenagem. Mandou ao compositor, como retribuição à essa gentileza, um relógio de ouro avaliado em US$ 10 mil. Vinícius Peçanha manfestou o desejo de que sua canção seja agora um símbolo de paz. Numa rápida audição, dá para dizer que "Saddam Hussein" é uma mistura de new age com música árabe.

Uma das boas supresas (sei lá se é possível dizer isso) que a mídia brasileira apresentou na cobertura do conflito EUA-Iraque veio da imprensa escrita. A Folha de S. Paulo conseguiu colocar o repórter Sergio Dávila em Bagdá. Em seus diários, publicados tanto no jornal impresso, como reproduzidos na Folha On Line, o jornalista vem fazendo um bom trabalho, trazendo ao leitor aquele algo mais que está além dos informes divulgados por cada protagonista dessa guerra imbecil. Eu só não entendo como a Folha, com todos os seus problemas estruturais, conseguiu colocar duas pessoas (além de Dávila, está lá o fotógrafo Juca Varella), enquanto a Globo, que possui muito mais recursos, deixou o Marcos Uchôa no Kuwait. A adimiração pela façanha da vibrante folha informativa aumenta ainda mais ao lembrarmos que Sérgio Dávila é correspondente em Nova York, enquanto Uchôa vive em Londres. Creio que seja menos custoso deslocar alguém da capital inglesa do que tirar alguém dos EUA para ir a mesma região.
Porém, Dávila talvez não fique sozinho por muito tempo. A Rede TV!, em parceiria com a agência de notícias Reuters, pretende colocar dois repórtes na zona de conflito: Thiago Gardinali e Tony Castro, os dois com uma vasta experiência na cobertura da violência urbana paulistana.
Sem a CNN, as emissoras brasileiras estão recorrendo as imagens da Al Jazzeira. A TV Cultura, que saiu na frente ao exibir as imagens da RTP, reduziu estranhamente o espaço dedicado a guerra. Notícias só mesmo em seus telejornais. Bandeirantes e Rede TV! continuam com programas dedicados ao dia-a-dia do que acontece no Iraque.
Para terminar, uma pergunta: onde andaria o jornalista Peter Arnett, estrela da CNN na Guerra do Golfo de 1991?

terça-feira, março 25, 2003

Alguém aí lembra do Curitba Pop Festival, que prometia trazer atrações de grande porte como Strokes e Radiohead? Pois bem, o dito cujo acaba de sair do papel. A maioria das bandas que vão fazer parte do line up são da cena independente brasileira, com destaque para Valv, MQN, Grenade e Walverdes. Os únicos nomes de ponta nacionais são Otto e Nação Zumbi. A atração principal que vem do exterior é The Breeders, a banda das irmãs Deal (Kelly e Kim, esta ex-Pixies), que está voltando à ativa depois de um breve período de ausência. Outras atrações internacionais são Rubin Steiner e Stero Total.
O festival tem tudo para ser bacana, mas é claro que se esperava muito mais dele até porque se prometeu a vinda de bandas importantes. Aliás, esse é um capítulo à parte. Em novembro, a Folha de S. Paulo deu que a organização estaria "em negociações bem encaminhadas com bandas do primeiro time, como Strokes e White Stripes, e com duas das mais criativas e importantes do cenário independente, a americana Wilco e a escocesa Idlewild. Além dessas, outras 23 estão em fase de conversação, entre elas Radiohead, Foo Fighters, Hives e Vines (...)Se algumas das bandas pretendidas não desembarcar por aqui no ano que vem, será apenas por incompatibilidade de agenda". Dias depois, o blog Grapete, da jornalista Thais Aragão, ainda sobre o mesmo assunto, trouxe o seguinte depoimento atribuido a uma fonte: "A notícia repercutiu muito por aqui. Mais pelo lado negativo. Explico: todos os jornais de Curitiba ligaram para a Fundação Cultural pedindo mais detalhes do festival. Concluiu-se que o autor do texto do Folhateen viajou bonito na maionese. Não há negociações adiantadas com bandas de fora, nem nomes confirmados. Um dos representantes da Fundação fez um desmentido ao jornal Gazeta do Povo, publicado um dia depois da matéria no Folhateen. Ele alegou que as bandas citadas na matéria do Petillo estão numa lista de grupos cogitados, mas que ainda não foram contactadas. Sua escalação vai depender não só das agendas, mas também do grana que o Festival vai receber para ser realizado. Que ele vai acontecer, isso é quase certeza, na data prometida de 01 a 03 de março do ano que vem. Quem vai tocar? Sabe Deus". O que poderia ter acontecido? Um erro do repórter da Folha que apurou a informação em novembro ou alguém da organização que poderia (repito: poderia) ter agido de má fé, divulgando nomes que faziam parte de uma "carta de intenções" apenas para conseguir mais e melhores patrocínios?

sábado, março 22, 2003

Now while the beat is slow
Here in your arms I sway
Now that the light is low
Theres something I want to say

I guess you've known it for a while
That I mean trouble
I only want to see you smile
And I burst this bubble
The hardest thing
Is to let go

When love is real
Like a flower
Loves a bee
But I know you're meant
To give yourself
To someone else
Not me

And I could carry on with you
Does that sound crazy?
I think you feel the same way too
And you can't face it
The hardest thing
Is to let go

But it's not defeat
When you set somebody free
And I know you're meant
To be yourself
With someone else
Not me

Can you let go?
Cause thats love thats real
Like a flower loves a bee
And you know you're meant
To give yourself
To someone else
Not me

Somebody else not me
Meant for somebody else
Not me


Estava eu tranquilamente assistindo ao Metrópolis, da TV Cultura, quando soube de uma notícia sensacional. O Duran Duran, segundo o programa, estará lançando um CD de inéditas no segundo semestre e com a formação original. O trabalho mais recente deles data do ano 2000 e se chama Pop Trash. E escolhi justamente uma letra deste CD para destacar aqui, "Someone Else Not Me", uma deliciosa baladaça que injustamente passou em brancas nuvens pelas rádios daqui.

 
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