terça-feira, maio 06, 2003

Já falei do blog do Tom Leão há alguns dias e volto a cita-lo agora por que ele traz uma informação muito bacana: Pretenders no Brasil. Vai ser num festival que rola em Brasília no mês de setembro.

domingo, maio 04, 2003

O bom site Planeta Rádio traz uma entrevista exclusiva e oportuna com Marcelo Braga, responsável por dois feitos de peso no rádio paulistano. Um é levar a Rádio Mix FM à liderança no ranking do segmento jovem. O outro é manter a emissora entre as três mais ouvidas no quadro geral, atrás apenas da Band FM e da Transcontinental. Havia mais de dez anos que uma emissora não-popular não ocupava um lugar de destaque no topo da tabela de audiência.
Lá pelas tantas, o assunto da entrevista, conduzida por Flavio Siqueira, foi audiência. Vou destacar o trecho a seguir:

FS: Ainda falando sobre audiência, muita gente questiona a metodologia usada pelo IBOPE . Geralmente o argumento é que " nunca fui , nao vi e nao conheço ninguém que já respondeu essa pesquisa ". O que pensa sobre isso ?

MB: A metodologia do IBOPE é , para o rádio, a mais confiável possível. O instituto é definitivamente sério e qualquer argumentação em contrário, me parece coisa de perdedor, numa tentativa de justificar o próprio insucesso.

FS: Mas se fala muito sobre a margem das distorções....

MB: Sim, elas existem, isto é claro como de resto toda e qualquer pesquisa por amostragem. No caso do rádio, para que ela fosse ainda mais precisa, o custo a tornaria inviável para um veículo como o nosso. Pesquisas paralelas têm provado o altíssimo nível de precisão da medida feita pelo IBOPE (retrospectiva). O máximo que pode acontecer é, por ser retrospectiva, a pesquisa demorar um, dois mêses para mostrar um resultado que já aparecia em pesquisas que adotam outra metodologia de colheita e totalização dos dados. Em suma: é sério, preciso e com distorções num nível dentro do normal.

FS: E quanto aos argumentos de quem não conhece ninguém que já foi perguntado ?

MB: Olha, a esses posso dizer que, não só conheço, como também já fui entrevistado pelo IBOPE.


Bem, até onde se sabe, os institutos não costumam entrevistar pessoas que trabalham em veículos de comunicação para qualquer tipo de pesquisa, seja de mercado ou de opinião. Talvez no Ibope isso não seja difrente. Pelo que foi possível comprender através do trecho destacado, Braga participou como entrevistado de uma aferição de audiência do meio rádio. Seria a mesma coisa que perguntar diretamente a Silvio Santos ou a Roberto Marinho sobre a emissora de tv de suas respetctivas preferências. A intenção de Marcelo Braga pode até ter sido das melhores, ou seja, tentar passar uma credibilidade sobre o levantamento, mas suas declarações acabaram deixando muito mais dúvidas no ar.

sábado, maio 03, 2003

He's all dressed to die
Underground behind the cloth that liberates
Masquerading
He left no reply
No photographs
No recall
Just passing through
Passing through the walls
It must have been
Some time before
For I understand
But I'm singing for the lonely yeah
Keep 'em in your minds oh yeah
I'm singing for the ones we've left behind
Lost in space and time
Keep 'em in your minds...
One single ride
No return
No address
No mystery
And no disguises
He's lost in the night
He's a lonely boy
On a lonely ride
I'm passing through
It must have been some time time before
But I'm singing for the lonely yeah
Keep 'em in your minds oh yeah
I'm singing for the ones we left behind
Lost in space and time
Lost in space and time
Keep 'em in your minds...
Mmm-mmm
Yeah keep 'em in your minds
Oh yeah
As I'm singing for the ones we left behind
Lost in space and time...

Quando será que a brasileira Isabel Monteiro, letrista e vocalista do Drugstore terá o seu devido reconhecimento por aqui? Eu já contei um pouco de sua história de sucesso lá fora numa antiga Coluna Vertebral. Porém, uma coisa incomoda. Isabel e seu Drugstore praticamente não existem para as nossas rádios de rock. É uma pena o público ficar privado de maravilhas como "Song For The Lonely", do álbum "Songs From The Jet Set", o mais recente lançado até aqui. Nessa faixa, Isabel tem a essa preocupação de escrever para solitários, excluidos, perdidos, losers, ou seja, o underground da sociedade. E no verso "But I'm singing for the lonely yeah" ela assume esse papel de porta voz. Não deixa de ser interessante que alguém nascida no Brasil (país que é conhecido lá fora como sinônimo de alegria) lide tão bem com temas desse tipo. O velho deitado se faz mais sábio que nunca: santo de casa não faz milgare.

sexta-feira, maio 02, 2003

No próximo dia 4 de maio, a Rádio Fluminense FM (RJ) irá mudar o seu estilo de programação. Sai o rock e entra o "lounge", segundo informa o Rádio Base e também o blog do jornalista Tom Leão. Na verdade, trata-se do fecho com chave de ouro de uma série de burradas cometidas pela direção da emissora. A primeira foi tirá-la do AM, no ano passado, faixa na qual vinha operando. Apesar das limitações técnicas, a programação musical era ousada e excelente (a adoção do sistema de transmissão digital poderia sanar esse problema, mas não puderam - ou quiseram - esperar). Havia a expectativa de que houvesse uma continuidade da qualidade apresentada no AM, quando da transferência para o FM, mas ocorreu justamente o contrário. Tava tocando até Bon Jovi nos primeiros meses. Na opinião de muitos, a programação noturna era menos baba que a diurna. E de erro em erro, não foi possível recuperar o mesmo espírito da emissora que fez a cabeça de uma geração de ouvintes nos anos 80, ajudando a construir a cena do rock nacional.

quinta-feira, maio 01, 2003

Muito interessante. Agora que o concurso de Miss Brasil voltou a ter mídia, principalmente pela transmissão direta da Bandeirantes, aparecem aqui e ali pessoas (em geral, familiares de participantes) apontando vários indícios de irregularidades. Primeiro é o caso da Miss Tocantins (a eleita) que não é do estado. Na verdade, ela é de Minas Gerais e foi a segunda colocada no concurso local. Deram um jeitinho e ela pode concorrer representado outro lugar. Eu tava vendo por alto no Superpop da Rede TV! que a eleição de Miss Goiás também teve algo nebuloso. Se foi assim em 2003, como terá sido nos anos anteriores, quando ninguém se interessava pelo evento? Bem, taí o caso da Josiane, a coroada em 2002, para quem quiser analisar. Mesmo sendo casada, ela participou e ganhou o primeiro lugar. Agora, pensem numa coisa aqui comigo. Uma vez Miss Brasil, ela representou o país no Miss Universo, certo? Se ela vencesse, teriamos um escândalo de proporções mundiais, até porque existem países que levam essa história de miss a sério, certo?. Será que não era o caso da organização do Miss Universo sancionar os responsáveis pelo concurso aqui?

Amistoso da seleção brasileira virou sinônimo de monotonia, pelo menos nessa terceira fase da era Parreira. Brasil x México foi um jogo tão chato de assistir, que, no segundo tempo, mudei de canal e fui ver as provocações do Ravengar, na Cultura (reprisaram uma entrevista de 2001 com a Soninha). Não seria mais interessante fazer a seleção jogar menos amistosos, que quase sempre não acrescentam nada, a não ser nas vésperas de Copa do Mundo, e dedicar mais tempo aos treinamentos?
Outra coisa difícil de entender é a insistência da dupla Parreira/Zagallo com o Amoroso. Um belíssimo jogador em clubes, mas que nunca rendeu bem na seleção. Creio até que é um erro coloca-lo ao lado de Ronaldo, pois os dois atuam praticamente da mesma forma. O ideal seria unir no ataque dois estilos de atacantes: um, mais plantado dentro da área, que ficaria encarregado de colocar a bola na rede. O outro atuaria mais como um Paulo Nunes da vida, caindo pelos dois lados do campo para chamar a marcação. Seria uma fórmula interessante para esse 4-4-2 do Parreira.
Outro jogador que também não consegue reeditar suas atuações em clubes é o Zé Roberto. Coloque-se logo o Robinho ou o Diego e que se dêem logo a eles uma chance de ganhar experiência com a seleção. Convocar esses dois para ficar no banco é um total desperdício e dá margem a comentários sobre uma possível convocação apenas para uma valorização de seus respectivos passes no mercado.
Ah, e para encerrar o papo sobre futebol, até que enfim, não sou o único a perder a paciência com o Jair Picerni no Palmeiras.

terça-feira, abril 29, 2003

Pois é, o meu artigo para a Coluna Vertebral desta semana na verdade é o mesmo post (com algumas correções) do Onzenet sobre a banda Pretenders e os julgamentos que nunca são definitvos no que diz respeito a música. Dois fatores pesaram na transcrição deste texto no site: um foi a boa repercussão que ele teve aqui no blog. E também que, por uma distração minha, só me dei conta de que tinha de mandar a coluna faltando dois dias para o prazo final (sim, podem me chamar de relapso). Como não tinha assunto inédito na cabeça, resolvi pegar daqui algo que já estava pronto (ê decadência). Espero não virar um novo Arnaldo Jabor, que por diversas vezes fica requentando seus próprios artigos. Por outro lado, como o perfil dos leitores do blog e os do site da Brasil 2000 são diferentes, creio que não há tanto problema assim. Prometo melhorar pro mês que vem.

segunda-feira, abril 28, 2003

O futebol deveria ser um tema mais presente aqui neste blog, mas a grande verdade é que não me sinto animado a escrever. Os últimos acontecimentos envolvendo o Palmeiras, porém, servem para que eu rompa o silêncio. Jogar a bomba nos jogadores pela atual má fase, é fácil, mas o técnico Jair Picerni tem lá sua parcela de culpa. Ele insiste em usar o esquema 4-4-2, que só faz tornar evidente cada vez mais as limitações do elenco. Vejamos, os laterais Neném (que foi dispensado) e Marquinhos são deficientes na defesa. Por que então não adaptar um esquema 3-5-2 e solta-los mais ao ataque, onde rendem melhor? Em vez de tentar adequar um esquema para os jogadores, Picerni insiste no contrário. Acaba resultando em vexames como o da última quarta-feira, quando o Palmeiras foi goleado pelo Vitória (7 a 2).
Quem inventou que Jair Picerni é um bom técnico deveria ser internado num hospício. Na década de 80, ele ganhou o título de "Rei do Vice", pois as equipes que dirigiu sempre acabavam derrotadas nas decisões, entre elas um vice-campeonato paulista com o Corinthians, em 1984, e a medalha de prata no torneio olímpico de futebol nos jogos de Los Angeles-1984. Agora, no Ano Zero, devidamente ressucitado pelo São Caetano, ele não conseguiu evoluir. O time do ABCD paulista que o diga. Três vice-campeonatos consecutivos, sendo que o da Libertadores-2002 foi o mais doído. É preciso parar de jogar a culpa apenas nas costas do presidente Mustafá Contursi, que já deveria ter renunciado. A imprensa esportiva anda muito condescendente com Picerni.

Acho que nem todos os telescpetadores já perceberam, mas as transmissões diretas da Globo e de outras emissoras estão identificadas com o selo de "ao vivo". Antes, era sem esse "ao", composição da preposição "a" com o artigo "o", mas com a entrada no mercado de telefonia celular da empresa Vivo, a ordem é evitar qualquer tipo de associação com a marca para não parecer comercial de graça.
O curioso é que até a década de 90, o selo "ao vivo" era utlizado sem qualquer tipo de problema. Na Guerra do Golfo, a Globo decidiu inovar, sabe-se lá o porque, e adotou a forma "vivo", talvez para se igualar ao "live" das redes de tv norte-americanas. As concorrentes nacionais imitaram esse padrão. Agora, volta tudo a ser como era antes.

domingo, abril 27, 2003

Enfim, um Rodney de sucesso. É o jogador de basquete Nenê, que atua na NBA, a liga de basquete profissional norte-americano, defendendo o Denver Nuggets. Seu nome de batismo? Rodney Hilário.

sexta-feira, abril 25, 2003

E a discussão sobre os partidos políticos da critica musical chega ao site do jornalista Claudio Tognolli. Para mim, foi uma surpresa agradável.

Vão todos visitar o Assessorindie- novos links de bandas, e-zines, agenda de shows e festas e o incrível "quem é quem", com endereços dos produtores de shows e jornalistas mais quentes do mercado pra você que tem banda divulgar o seu trabalho e conseguir shows por todo Brasil.

quarta-feira, abril 23, 2003

Oba, o papo sobre o Pretenders rendeu pacas. O Rafa Gushiken lembrou aqui no sistema de comentários que eles regravaram "Everyday is Like Sunday", uma pepita de ouro da carreira-solo de Morrissey. Essa música tocava direto (e marcou bastante) na última fase de 97 FM, aqui de São Paulo, antes de se dedicar a dance music. Além dessa, a banda de Chrissie Hynde cravou mais duas covers certeiras na carreira, ao meu ver: uma delas é "Creed", do Radiohead e a outra, minha preferida por sua dose certa de psicodelia, é "Bold as Love", que saiu num CD tributo a Jimi Hendrix chamado Stone Free. Essa música foi rodada na primeira audição do Garagem, em 1999, na Rádio Brasil 2000, bem no finalzinho do programa, por cortesia do Álvaro Pereira Jr, um de seus mais conhecidos fãs por aqui. Eu também a tocava muito em meus programas de rádio na Onze, isso em 1995, 1996. Saí na frente deles...he he he
Vale a pena procurar "Bold as Love" e as outras em arquivos MP3.

sábado, abril 19, 2003

Oh, why you look so sad
Tears are in your eyes
Come on and come to me now
Don’t
Don’t be ashamed to cry
Let me see you through
‘Cause I’ve seen the dark side, too
When the night falls on you
You don’t know what to do
Nothing you confess
Could make me love you less
I’ll stand by you (2x)
Won’t let nobody hurt you
I’ll stand by you
So if you’re mad get madder
Don’t hold it all inside
Come on and come to me now
Hey, what you got to hide?
I get angry, too
Well I’m a lot like you
When you’re standing at crossroads
And don’t know which path to choose
Let me come along
‘Cause even if you’re wrong
I’ll stand by you (2x)
Won’t let nobody hurt you
I’ll stand by you
Take me into your darkest hour
And I’ll never desert you
I’ll stand by you
And when, when the night falls on you, baby
You’re feeling all alone
You won’t be on your own
I’ll stand by you (2x)
Won’t let nobody hurt you
I’ll stand by you
Take me into your darkest hour
And I’ll never desert you
I’ll stand by you (2x)
Won’t let nobody hurt you
I’ll stand by you
Won’t let nobody hurt you
I’ll stand by you (2x)
Take me into your darkest hour
And I’ll never desert you
I’ll stand by you...

Um dos grandes problemas da crítica musical é o de tentar dar a palavra final em tudo. Na verdade, a culpa nem é dos críticos em especial, mas sim da estrutura da grande imprensa que só se dedica a analisar obras quando de seu lançamento. Por mais que o profissional tenha dedicado horas preciosas da sua vida para aquela análise, o seu julgamento é feito sob o impacto da primeira impressão. Será que se uma obra em especial caisse em suas mãos depois de sete anos, por exemplo, sua avaliação seria a mesma? Talvez não e sei de muitos casos assim. Se a coisa funciona desse modo com o crítico, imagine então com o ouvinte comum. Vou contar uma histórinha que ajuda bem a ilustrar um pouco esse lance de mudarmos de opinião. Eu gosto muito dos Pretenders. Acho até que as duas únicas pessoas que assumem isso somos eu e o Álvaro Pereira Jr. Pois bem, lá pelos idos de 1993 ou 1994, eles regravaram "I'm Not In Love", grande hit do 10CC para a trilha sonora do filme "Proposta Indecente". Quando ouvi, torci o nariz: "isto não pode ter sido gravado pela mesma banda que nos deu 'Message To Love', 'Middle Of The Road', "Back on The Chain Gang", 'My Baby'..." Desde essa decepção, passei a não acompanhar mais com assiduidade o trabalho dos Pretenders. Quase até que deixei de gostar deles. Corte rápido, vamos para o ano de 1995. Eu estava fazendo cursinho pré-vestibular lá no Paraíso, mas eu ficava mais fora da sala de aula do que nela. Sempre ia para o Shopping Paulista e, invariavelmente, entrava nas lojas de CDs para dar uma fuçada. Foi a época em que eu comprei meus CDs mais bacanas, diga-se de passagem. Numa das minhas garimpagens, acabei encontrando um que logo chamou minha atenção: "The Last of Independents"....dos Pretenders! Como o preço estava convidativo, 15 reais (ah, se todos valessem esse preço), resolvi leva-lo para casa. Aliás, esse foi o fator primiordial para minha aquisição. A única música que conhecia era "I'll Stand by You" (a letra aí de cima), que seria um hit. Era um risco enorme comprar um CD só pra ver como é que é. Porém, quando eu o coloquei para ouvir e travei contato com aquelas sensacionais baladas, todo aquele pé atrás que eu adquiri caiu por terra.
Como este post vai ficar muito longo, faço uma interrupção para colocar mais uma letra do Pretenders.

EVERY TIME I END UP WAKING UP
IN SOME HOTEL WITHOUT MY
SET OF KEYS
COMING TO, REMEMBERING THE WAY
YOUR TURNED ME OUT WHEN I WAS
ON MY KNEES
YOU THINK THAT WAS
ONE UP FOR YOU
BUT I KNOW I SCORED SOMETHING TOO

WHEN I SEE THE WAY YOU HAVE TO STRUGGLE
JUST TO DO A LITTLE SIMPLE THING
I FEEL APOLOGETIC
JUST BECAUSE I'M NOT PARTICULARLY SUFFERING
SO I LET YOU TAKE ME DOWN
I'M LIKE YOUR RENT-A-CLOWN

WHEN I SAW MY BABY CRY
I KNEW THAT HE LOVED ME
THAT WAS SOME GREAT VICTORY
HE CRIED BECAUSE OF ME
HE HIT ME WITH HIS BELT
BUT HIS TEARS WERE ALL I FELT
WHEN I SAW MY BABY CRY
I KNEW HE LOVED ME

WHEN YOU TRY AND CUT ME DOWN
AND PUSH ME BACK
IF I ATTACK YOUR ATTITUDE
I RISE UP TO THE CHALLENGE 'CAUSE
I LIKE TO TASTE THE SUGAR OF YOUR VIOLENT MOOD
JUST LIKE A STORMY SEA
YOU'RE NATURAL
POETRY TO ME

WHEN I SAW MY BABY CRY
I KNEW THAT HE LOVED ME
THAT WAS SOME GREAT VICTORY
HE CRIED BECAUSE OF ME
HE HIT ME WITH HIS BELT
BUT HIS TEARS WERE ALL I FELT
WHEN I SAW MY BABY CRY
I KNEW HE LOVED ME
I KNEW HE LOVED ME

Pois é, o Pretendres nesse CD não tinha mais aquela energia punk dos primeiros trabalhos. Nada mais natural. Não iria ter muita graça ver a Chrissie Hynde do alto de seus 40, 50 anos tentando ser uma moça de 20 e poucos. O pior é que tem muito rockeiro por aí que já passou da idade de ficar pulando pelo palco, mas continua a fazer isso, não se importando o quão pode ser ridícula essa situação, só que esse é um tema para ser desenvolvido melhor num outro dia. Voltando aos Pretenders, é claro que em "Last of The Independents" há músicas com, digamos, mais peso, mas nesse caso não é nada forçado, como pode ser conferido em "Night In My Veins". Porém, nesse CD, o forte são as baladas, a começar pelo hit "I'll Stand By You". Hynde estava inspirada quando a escreveu. É uma declaração de amor e tanto. Não há como não ficar sensibilizado com alguém que diz te esperar. E o amor, ao menos o amor verdadeiro, como escreveu o apóstolo Paulo, a tudo espera. São essas e outras coisas que tornam "The Last of Independents" tão especial. A letra aí de cima é "977" e fala sobre um tema pouco comum: a violência doméstica. Outra baladaça que merece audição é "Every Mother' Son". Para fechar os destaques deste CD, uma cover de Bob Dylan: "Forever Young", numa letra que dizem ser dedicada para seu filho Jackob.
Enfim, a vida é assim mesmo. No fim das contas, sempre encontramos aquilo que nos toca nas coisas maissimples, nas quais nunca esperamos algo. E na música, não poderia ser diferente.
Para encerrar, vou fugir as características deste blog e deixar para vocês a mais uma letra. Com essa próxima, são três só neste post. Com vocês, "Forever Young".

MAY GOD BLESS YOU AND KEEP YOU ALWAYS
MAY YOUR WISHES ALL COME TRUE
MAY YOU ALWAYS DO FOR OTHERS
AND LET OTHERS DO FOR YOU
MAY YOU BUILD A LADDER
TO THE STARS
AND CLIMB ON EVERY RUNG
AND MAY YOU STAY
FOREVER YOUNG

FOREVER YOUNG
FOREVER YOUNG
MAY YOU STAY
FOREVER YOUNG

MAY YOU GROW UP
TO BE RIGHTEOUS
MAY YOU GROW UP TO BE TRUE
MAY YOU ALWAYS KNOW THE TRUTH
AND SEE THE LIGHTS SURROUNDING YOU
MAY YOU ALWAYS BE COURAGEOUS
STAND UP RIGHT AND BE STRONG
AND MAY YOU STAY
FOREVER YOUNG

FOREVER YOUNG
FOREVER YOUNG
MAY YOU STAY
FOREVER YOUNG

MAY YOUR HANDS ALWAYS BE BUSY
MAY YOUR FEET ALWAYS BE SWIFT
MAY YOU HAVE A STRONG FOUNDATION
WHEN THE WINDS OF CHANGES SHIFT
MAY YOUR HEART ALWAYS BE JOYFUL
MAY YOUR SONG ALWAYS BE SUNG
MAY YOU STAY
FOREVER YOUNG

FOREVER YOUNG
FOREVER YOUNG
MAY YOU STAY
FOREVER YOUNG

sexta-feira, abril 18, 2003

Ah sim, eu não podia deixar passar batido a notícia mais bacana do mundinhos dos blogs. O Cinema Cuspido e Escarrado completou também seu primeiro aniversário. E naquele espírito de "quem ganha o presente é você", o grande Marcelo Valletta publicou uma resenha feita pela Dani Bee, para inaugurar a seção Woman in Porn.

quinta-feira, abril 17, 2003

E agora, as últimas notícias do mundinho dos blogs:

-O bom Never Mind The Bollogs, sobre música, saiu misteriosamente do ar. Será que é por pouco tempo?
-O Rádio Base, primeiro blog dedicado ao rádio do Brasil, mudou de endereço. Agora, ele está sob o guarda-chuva do Blogger Brasil. Só espero que não aconteça nenhum tipo de problema quando se criticar as emissoras do Sistema Globo de Rádio.
-O Nonstop, do Henrique Brito, mudou de nome. Agora se chama Pensata.
-Um blog bacana que eu achei na rede foi o Forbbiden Toughts. Vale pelas pérolas publicadas que rolam nas salas de aula.
-O bianc@line é um blog sobre jornalismo on-line, misturando textos da própria blogueira com outros de autores diversos publicados na rede. Esse tema, aliás, ganha cada vez mais espaço na Internet.

Alô, pessoal da Folha On Line. Mais uma vez venho reclamar da inconstância com a qual vocês estão tratando as colunas Escuta Aqui e Outra Freqüencia no canal Ilustrada. Vocês irão incluir as mesmas no site sempre que elas sairem ou vai ser naquele esquema de uma semana sim e a outra depende da boa vontade do editor?

segunda-feira, abril 14, 2003

Sobre a questão dos vazamenos de CDs na Internet prestes a serem lançados, o Alexandre Matias, do Trabalho Sujo avança um pouco e dá a palavra final:
A circulação do disco na internet antes de seu lançamento em funcionamento em comum com a base online de fãs - usando o site como termômetro daria - uma boa idéia se o público que baixou o disco comprou ou não o CD quando ele for lançado. Apostaria minhas fichas que sim, se o atual preço do CD (30 reais) não fosse um acinte à realidade. E o melhor exemplo é a banda favorita dos caras, o Weezer, que deixou o Maladroit aberto, com demos, versões alternativas e o cacete de graça no próprio site para, depois de definir o que seria o disco, ver o mesmo chegar ao número 3 da parada de discos americana vendendo um milhão de cópias em uma semana (nada mal, em tempos que o líder de venda de discos nos EUA é o Linkin Park, com míseros quatro milhões). Outro ótimo exemplo de fidelidade do público são os discos do Radiohead, que, desde o Kid A, aparecem na rede antes de serem lançados.

Acho que já está na hora de voltar ao tema Clube da Luta.
Não sou o tipo de pessoa que é fanático por cinema. Há muito tempo, não entro numa sala e não sou do tipo que para tudo apenas para assistir a um filme exibido na tv. Mas alguma coisa me atraia para ver Clube da Luta, talvez porque tivesse uma música do Pixies na trilha sonora: "Where is My Mind?". Enfim, a chance de vê-lo chegou no último sábado, na Globo.
Mantenho a minha impressão inicial: é o filme mais pirado e doente que eu já vi na vida. E essas são as duas qualidades que seguram o Clube da Luta. O espectador tem de embarcar naquela doideira toda e torcer para conseguir voltar são ao seu final. A subversão da estrutura narrativa é outro ponto a favor. O personagem Jack, do Edward Norton, narra o filme todo na terceira pessoa, mas num dado momento ele se vira para a câmera e conversa com o espectador para explicar duas situações das mais absurdas. Outro ponto que conta a favor é a reviravolta final. A coisa não se resume apenas a um clube de luta criado por Jack e Tyler (Brad Pitt). É muito maior que se imagina.
Eu costumo preferir obras que deixam margem a vários tipos de intrepretações, que não tentam passar enfiar apenas uma mensagem goela abaixo de quem está vendo/ouvindo/lendo. Qualquer análise a ser feita sobre Clube da Luta não está de todo errada. Ele pode ser tanto uma ácida crítica à sociedade de consumo, como pode ter um quê de homoerotismo. ou ainda ser um tratado sobre a esquizofrenia. Cada um que pegue a sua mensagem. Porém, mais que tudo isso, Clube da Luta é um filme que empolga. Confesso que não me sentia assim desde que eu vi Os Intocáveis no cinema, em 1987, e Paris, Texas em vídeo, no ano de 1991.
Espero que numa próxima reprise, a Globo mantenha os créditos até o final para que todos possam desfrutar de "Where is My Mind?". A música do Pixies dá o completo sentido a toda aquela loucura.

O leitor do Onzenet já percebeu como está cada dia mais corriqueiro o vazemento na Internet de arquivos MP3 com trabalhos inéditos de bandas importantes que ainda estão em estúdio? Temos dois exemplos recentes, um internacional e outro doméstico. O novo álbum do Radiohead vazou na rede com uma facilidade nunca antes imaginada. Por aqui, as músicas do novo CD a ser lançado pelos Los Hermanos ficaram por um bom tempo à disposção de quem quisesse no Soulseek. Dá para abrir uma bolsa de apostas quanto ao próximo vazamento. E fica a grande pergunta no ar: será que esse tipo de coisa é proposital ou foge mesmo ao controle dos artistas?

 
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