sexta-feira, dezembro 26, 2003

Numa de suas colunas mais recentes, o Ombudsman da Folha de S. Paulo, Bernardo Ajzemberg escreveu sobre a prática de auto-promoção que vem acontecendo entre alguns colunistas e colaboradores do jornal. O mote foi o fato de Luiz Nassif ter indicado um site do qual é responsável numa enquete promovida pelo suplemento Informártica.
Ainda sobre esse tema, Bera, como é conhecido, implicou com outro fato: "Tempos atrás, comentei em crítica interna a inadequação de regularmente se adicionar ao chamado ‘pé biográfico’ o endereço eletrônico de algum site que não tem nada a ver com o tema do artigo nem com o jornal, mas que divulga algo de interesse pessoal do autor. Isso ocorre, por exemplo, no caso do economista Luiz Carlos Mendonça de Barros, que divulga sob sua coluna, em ‘Opinião econômica’, o endereço de uma revista de sua propriedade".
Vou parar aqui neste tópico mais específico. Nas minhas colaborações para o Observatório sempre incluo no pé biográfico o endereço deste blog. Se o site dá essa abertura, acho legítimo poder divulgar um outro espaço onde publico minhas coisas. Se eu mesmo não posso me divulgar, quem vai fazer isso por mim? Todo mundo tem direito à divulgação de seus trabalhos, desde que não seja de uma maneira chata e aborrecida.
Bera poderia ter ido mais fundo na polêmica que levantou. Por que todos os jornalistas que trabalham na Folha tem mais facilidade de divulgar os livros que escrevem? Sobre isso, ele não falou. Espero que seja apenas por falta de espaço e não por também ser escritor. Seus livros "Carreiras Cortadas" e "A Gaiola de Faraday" tiveram generosos espaços no jornal quando foram lançados. Será que se fosse um Zé Mané qualquer a escrevê-los, esses romances teriam o mesmo destaque?


quarta-feira, dezembro 24, 2003

Para fechar o ano, está no Observatório da Imprensa desta semana uma entrevista que eu fz com o jornalista Alexandre Matias, responsável pelo site Trabalho Sujo. Na pauta, um pouco da história de seu atual veículo que começou como uma coluna de jornal e hoje está na Internet. A transição do "on paper" para o "on-line" foi bastante abordada. Confiram.

domingo, dezembro 21, 2003

Não empreste seus CDs para mim. Saiba o porque aqui.

terça-feira, dezembro 16, 2003

Eu já levei um drible do Pelé. É sério. Saiba maiores detalhes dessa história lendo aqui.

quinta-feira, dezembro 11, 2003

Just a castaway
An island lost at sea
Another lonely day
With no one here but me
More loneliness
Than any man could bear
Rescue me before I fall into despair

I'll send an SOS to the world
I'll send an SOS to the world
I hope that someone gets my
I hope that someone gets my
I hope that someone gets my
Message in a bottle
[Message in a bottle]

A year has passed since I wrote my note
But I should have known this right from the start
Only hope can keep me together
Love can mend your life
But love can break your heart

I'll send an SOS to the world
I'll send an SOS to the world
I hope that someone gets my
I hope that someone gets my
I hope that someone gets my
Message in a bottle
[Message in a bottle
Oh, message in a bottle
Message in a bottle]

Walked out this morning
Don't believe what I saw
A hundred billion bottles
Washed up on the shore
Seems I'm not alone at being alone
A hundred billion casatways
Looking for a home

I'll send an SOS to the world
I'll send an SOS to the world
I hope that someone gets my
I hope that someone gets my
I hope that someone gets my
Message in a bottle
[Message in a bottle
Message in a bottle
Message in a bottle]

Sending out an SOS...


De alguns tempor para cá venho amadurecendo a idéia de que a relação que o indivíduo tem com a música é puramente pessoal. Não dá para remar contra a maré. Sendo assim, tem o fulano que gosta de uma determinada canção porque ela faz lembrar da namorada e por aí vai. É claro que torcemos o nariz para os fãs do Bonde do Tigrão, mas se eles gostam desta música foi porque houve algum tipo de identifcação.
Seguindo nessa linha de raciocínio, digo que tenho uma identificação com algumas músicas pelo fato de me remeterem a períodos bacanas da minha adolescência. "The Game", do Echo And The Bunnyman é uma delas.
Porém, se tem uma música que eu gosto, ela é "Message in a Bottle", do Police. Da banda, nem preciso falar muito, é uma das mais representativas da virada dos anos 70 para os anos 80, reunindo integrantes pra lá de talentosos.
Mas e a música em si? Bem, certa vez eu estava lendo um texto do jornalista Clovis Rossi sobre o ofício de correspondente internacional. Ele dizia, citando um veterano companheiro, que o trabalho dessa figura é semelhante a de um náufrago que escreve uma mensagem e a solta ao mar, não sem antes coloca-la numa garrafa, esperando que alguém a leia, nunca se sabendo por quem essa mensagem será recebida, entendida ou qual será seu retorno.
Quando eu li esse trecho, bateu o clique. Rossi estava se referindo ao correspondente internacional de uma forma específica, mas sem querer ele estava do trabalho de quem escreve de uma forma geral, seja ele jornalista, publicitário, escritor, blogueiro, etc. Não importa o meio, quando escrevemos algo, independente da condição, nada mais nos assemelhamos ao náfrago quando despacha seu SOS ao mar.
Foi por causa dessa combinação de fatores que batizei a primeira coluna que eu tive de "Mensagem na Garrafa". Ela era publicada mensalmente no fanzine Quex, do meu amigo Eric Marke, entre os anos de 1996 e 1999. Digamos que foi minha primeira experiência com o jornalismo impresso..he he he he...Depois, ela teve uma outra fase em 1999, no e-zine Buxixo (que não existe mais), da minha querida amiga Megssa Fernandes
Hoje, posso não mais usar esse título, mas nunca abandonei a idéia que ele embute.

domingo, dezembro 07, 2003

O assunto da semana nas rodas de jornalistas foi o caso Joelmir Betting. Respeitável especialista da área economica, ele perdeu duas de suas mais importantes tribunas (os jornais O Globo e o Estado de S. Paulo) por virar garoto-propaganda do banco Bradesco. As publicações para as quais escrevia não aceitam que seus profissionais participem de campanhas publicitárias.
Joelmir já foi um referencial do jornalismo economico. Seu auge foi nos anos 70 e 80, quando trabalhou para a Rádio e TV Bandeirantes e mantinha uma coluna diária na Folha de S. Paulo, onde ficou até o início da decada de 80. Ele se destacou por impor um estilo peculiar, traduzindo o economês para a linguagem da dona-de-casa e do chefe de família. Foi para a Globo em 1985, já consagrado e não mudou seu jeito de trabalhar. Tinha um espaço fixo no Jornal da Globo que sempre encerrava com o bordão: "Para pensar na cama". Porém, com as mudanças na cúpula do jornalismo da emissora foi perdendo espaço progressivamente (principalmente depois da saída de Armando Nogueira). Mesmo com a presença firme em dois dos jornais de maior circulação do país, suas colunas não causavam mais o impacto de outrora, não repercutiam. Era raro encontrar alguém que chegasse numa converssa e dissesse: "você leu o que o Joelmir escreveu em sua coluna?". Talvez sentindo isso, Joelmir decidiu emprestar sua imagem ao Bradesco. Será que ele tomaria essa decisão enquanto estava no auge? Inteligente como é, Joelmir não faria isso. Resolveu deixar para fazer comerciais próximo da aposentadoria.
Uma coisa que fique clara. A atitude de Joelmir não deve servir para que sua brilhante carreira fique manchada. Não dá para se jogar fora suas contribuições ao jornalismo economico. Até os deuses tem o direito de errar de vez em quando.

sábado, dezembro 06, 2003

Ó, quando eu não estou aqui, eu estou aqui.

quarta-feira, dezembro 03, 2003

E os barões da imprensa cultural continuam a dar seus depoimentos a este repórter para o Observatório da Imprensa. O convidado desta feita é Marcel Plasse, crítico musical e ex-colaborador de várias publicações: Bizz, Folha de S. Paulo, Estado de S. Paulo e Valor. Hoje ele tem uma revista solo sobre DVDs, a Pipoca Moderna.



domingo, novembro 23, 2003

A vida prega uma peças engraçadas, não? Quem diria que Garanhuns, terra do corinthiano presidente Lula, seria o palco de uma das vitórias mais importantes da história do Palmeiras? Foi um fecho de ouro para uma campanha na qual tudo deu certo. A cidade desde já merce citação em qualquer livro que conte a trajetória do Verdão.

sábado, novembro 22, 2003

Não sei a opinião das pessoas que passam por aqui, mas penso que todas as análises sobre o fenômeno blog já foram escritas. No entanto, sempre aparecem boas supresas, como o texto da escritora Állex Leila, do qual destaco um trecho:

Assim, o blog lembra algo escrito com giz (ah, por isso que você escolheu esse assunto pra iniciar esta coluna? Elementar, meus caros, elementar!), passível de ser apagado, deixando, entretanto, vestígios (como o giz deixa o pó pelos cantos da sala, na pele, na roupa de quem o manuseia) tanto no endereço virtual onde vamos procurá-lo e não o encontramos (quem agüenta aquela maldita mensagem de not found?), quanto nas imagens, pensamentos, gostos e palavras que um dia lemos, rapidamente, de passagem – como é, aliás, tudo na internet.

O restante pode ser lido aqui, na coluna Giz, parte intergrante da revista eletrônica Verbo 21, que fala sobre literatura. Gostei da proposta da criação do substantivo bloguista. Será que pega?

quarta-feira, novembro 12, 2003

O debate sobre a crise do jornalismo musical chega ao Observatório da Imprensa em mais um artigo assinado por mim: "Crise à vista com geração Mp3". Não é inédito, já foi publicado na Coluna Vertebral, mas achei que fazia sentido sua republicação, desta vez num site voltado ao jornalismo.

segunda-feira, novembro 10, 2003

Bem, a conclusão que eu tirei lendo por aí algumas resenhas sobre o show do Fellini no Tim Festival é que a apresentação da banda dividiu opiniões. Metade gostou, outra metade não. Mesmo assim, valeu. Essa nova reunião serviu para coloca-los de novo na mídia. Falaram bem e falaram mal, mas falaram do Fellini. Quem me conhece sabe que sempre reclamei da marginalização que eles sofreram na década de 90. De uma certa forma, procurei ajudar a reverter esse quadro quando procurei Cadão Volpato em 1996 para uma entrevista que seria a base para um especial produzido por mim e levado ao ar na Rádio Onze.
Nas entrevistas pós-show, Cadão e Thomas disseram que foi a última vez que eles se reuiniram para tocar juntos com o Fellini. Bem, quem os conhece sabe que pode ficar com um pé atrás. Não é a primeira vez que eles dizem isso e creio que nem será a última. Se eu fosse produtor de shows, os convidaria para se reunir mais uma vez e numa ocasião muito especial: o aniversário de 450 anos da cidade de São Paulo. Tem tudo a ver. O Fellini realmente tem a cara de São Paulo. O Fred 04 disse na Folha de S. Paulo que a sonoridade da banda era mais "lugar nenhum" que paulistana. Concordo. Agora, se existe uma cidade que tem essa caracteristica de lugar nenhum essa é justamente São Paulo. E tem mais. O Fellini simboliza realmente a mistura e não só no aspecto musical. Quem imaginava que um descendente de alemães, como Thomas Pappon, e um descendente de italiano, que é Cadão Volpato, ambos paulistanos, fizessem samba e música de raiz? E a cidade de São Paulo é essa mescla de informações e de culturas. Toamara que alguem que esteja participando da organização dos festejos do próximo aniversário da capital paulista atente para isso.

domingo, novembro 09, 2003

O intevalo entre um post e outro está maior do que deveria.
E o blog virou, ao menos nesse momento, um divulgador muito mais do meu trabalho que das minhas idéias.
Não, isto não significa que o Onzenet esteja caminhando a passos largos para o seu final.
Na verdade, o grande barato de um blog é o de se escrever apenas quando se tem algo a dizer.
Então funciona assim: quando eu vejo ou leio algo que me dá vontade de opinar, venho correndo aqui e escrevo.
Não tenho planos de acabar com o Onzenet. Pelo que eu me conheço, hoje posso estar meio que cuidando mal dele, mas amanhã, ele pode estar cheio de posts meus acerca das coisas que tenho obsevado por aí.
Combinado assim?

quarta-feira, novembro 05, 2003

Pois é, se a minha vida fosse um programa de televisão, ela seria um talk-show, de tanto que eu faço entrevistas. Tem mais uma no cyberspace. Desta vez é no site da revista Zero. Minha estréia foi em grande estilo. Entrevistei o jornalista e produtor musical Mário Marques. Ex-crítico musical de "O Globo", ele tem se dedicado a produzir uma banda interessante chamda Acid X. Além disso, MM mantém uma coluna de muita repercussão no site London Burning. Na conversa, abordei essa história dele estar nos dois lados do balcão. A sua saída d'O Globo também foi tema de uma das perguntas. Vale a pena ler.

sábado, novembro 01, 2003

Árdua tarefa a de quem se propuser tentar saber como foi o show do Fellini no Tim Festival pelos grandes sites de informação. O Globo pelo menos soltou uma nota por volta das 22h30. Porém, o mote principal foi a reação do público. "Platéia não embarca na onda retrô do Fellini", diz o título. O primeiro parágrafo do texto escrito pelo jornalista Leandro Lichote é gasto para falar sobre o modo como a platéia encarou a apresentação. Não deixa claro o porquê da reação, se foi culpa da banda ou não. Há até um esboço de crítica no segundo parágrafo, mas fica só no esboço.
No Último Segundo, a coisa é pior. Veja só o que escreveu Eusébio Galvão: "Esse foi o segundo show da noite e como no primeiro não houve bis, o público demonstrou empolgação em alguns momentos e em outros não". O show foi bacana ou não? O leitor do portal de notícias do IG vai ter que buscar esta resposta em outro lugar.
Até a hora em que escrevo este post, a Folha On Line não tinha colocado nada sobre o festival no ar. Desiti de tentar procurar em outros sites.

quarta-feira, outubro 29, 2003

É o furo do ano. Num ano em que não há muito a se comemorar na área jornalistica, a entrevista exclusiva com Octávio Frias de Oliveira, dono da Folha de S. Paulo, sem dúvida veio para salvar a lavoura. Há uma certa ironia no fato de que um portal da Internet tenha divulgado as declarações históricas de Frias, um empresário de sucesso no segmento jornal. O jornalista Jorge Félix fez um ótimo trabalho e conseguiu extrair o pensamento de uma das personalidades mais enigmáticas da história contêmporanea da nossa imprensa. Roberto Marinho adorava holofotes tanto quanto gostava do poder. Frias, por outro lado, sempre manteve uma postura discreta. Jorge Félix poderia ter abordado uma história que merece ser contada. Na história oficial da Folha, se atribui a Octávio Frias o furo de que o presidente Tancredo Neves fora internado vítima de um tumor do intestino, antes de sua posse, em março de 1985. Seria uma ótima oportunidade de explorar mais esse assunto, tentar saber em quais circunstâncias Frias obteve essa preciosa informação. Mas a visita de Félix ao nono andar do mais famoso prédio da Al. Barão de Limeira trouxe uma opinião forte contra o Proer da Mídia. O publisher da Folha foi categórico e certeiro no seu diagnóstico: o Estado (e ele pode ser representado por qualquer grupo político nos próximos anos) quer a mídia de joelhos.
Outra revelação que poderia ser melhor explorada foi a de que Frias, junto com seu sócio Carlos Caldeira Filho, foram donos por uma certa época da extinta TV Exclesior. Sempre ouvi falar dessa historia, mas como nunca vi registros dela, não dei o devido crédito. É uma boa história para se correr atrás: como foi a administração Frias-Caldeira na emissora.
Confesso que nunca acompanhei o jornalismo praticado pela AOL. Confesso ainda que só soube da entrevista de Frias através do Observatório da Imprensa. Porém, a seção de notícias do portal merece ser acompanhada com maior atenção a partir de agora.

terça-feira, outubro 28, 2003

Pretendo ter dois lindos filhos
Uma menina e um robusto menino
Botar eles na escola desde o princípio
Mandar às favas os vizinhos
(À noite ouvem nossos ruídos
O que eles ganham eles põem num cofre
Um filho, uma árvore e um livro
Herança de gente muito pobre)
E terminar todas as fábulas
Quando eu sair da chaminé
Depois de montar numa bicicleta
Esperar que eles criem calos nos pés
(À noite ouvem nossos ruídos
Uma vida despojada de sentindo)
E assim nós vamos indo
Minha pequena mulher vai dirigindo
E assim nós vamos indo
Meu filho segue torcendo comigo
E assim nós vamos indo
Meus filhos foram me chamar
Um avião estava preso nos fios
Meus filhos foram me chamar


Está chegando o grande dia da apresentação do Fellini no Tim Festival. Taí uma música que eles poderiam tocar: "Pai", que está no CD "Três Lugares Diferentes". Talvez seja a música mais Sonic Youth que o Sonic Youth não fez...he he he he E eu também pretendo ter dois lindos filhos.

sexta-feira, outubro 24, 2003

Demorada e democrática. Assim começa o editorial da edição 8 do e-zine Ruídos. O longo atraso se deve a uma velha problemática vivida pelos e-zines: a falta de tempo de seus responsáveis. Várias das publicações que eu citei naquele artigo sobre e-zines para o Observatório da Imprensa estão passando por um período de entressafra em suas atualizações, se é que se pode colocar dessa forma. O 3am, o ScreamYell e o Esquizofrenia estão devendo aos seus leitores. De qualquer forma, o Ruídos está aí, sobrevivendo nem que seja aos trancos e barrancos. Eu participei com uma entrevista com o músico Danny Roland, integrante do grupo Metrô, que no ano passado lançou um surpreendente "come-back" chamado "Deja Vu". Coniram.

sábado, outubro 18, 2003

Essa semana foi agitada. Entrevista nova no Observatório da Imprensa (ver abaixo) e texto novo na Coluna Vertebral. Desta feita, eu falo sobre a minha relação com os shows de música ao vivo. Ah sim, espaço para o momento "ombudsman de mim mesmo": tem um erro de informação que eu cometi na data do show do Fellini. Deve ser um desejo inconsciente de que eles toquem logo...he he he Faço a devida correção na próxima coluna.

quarta-feira, outubro 15, 2003

Dando continuidade a série informal de entrevistas que eu estou fazendo com personalidades do jornalismo cultural, o Observatório da Imprensa acaba de incluir em sua mais recente edição a entrevista com Lúcio Ribeiro, dono de uma das mais lidas colunas de cultura pop na Internet. A revista Out!, o seu trabalho como colunista na Folha On Line e as picaretagens jornalisticas na área cultural foram alguns dos temas abordados.

 
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