A direção da Rádio Brasil 2000 se pronuniciou oficialmente no Painel do Leitor da Folha de S. Paulo sobre os rumores de um possível arrendamento de sua frequência pela Rádio Bandeirantes AM:
"Quanto ao teor da reportagem "Os bastidores da crise na Brasil 2000" (Ilustrada, pág. E2, 5/3), gostaria de esclarecer que não existe a possibilidade de arrendamento da rádio Brasil 2000. É lamentável que esse esclarecimento precise ser feito por meio do "Painel do Leitor", uma vez que, na sexta-feira passada (28/2), a Brasil 2000 foi procurada pela repórter da Folha e já naquela ocasião deixou claro que as informações não passavam de boato. Fico, portanto, perplexo com o destaque dado por esse jornal a informações sem nenhum fundo de verdade, negadas por ambas as emissoras envolvidas e descritas de maneira, no mínimo, curiosa pela reportagem como uma "história que circula nos bastidores das duas rádios com detalhes impressionantes". Esse tipo de conduta é um desserviço ao leitor da Folha."
Gabriel Mário Rodrigues , diretor-presidente da rádio Brasil 2000 (São Paulo, SP)
A negociação com a Bandeirantes pode até nem ter acontecido. No entanto, o restante do texto assinado por Laura Mattos não foi contestado, então, de forma oficial, foi assumida a crise na emissora. O sr. Gabriel Mário Rodrigues poderia informar na sua missiva quais seriam as providências tomadas para que essa situação não perdure por muito tempo. Ouvintes e profissionais de rádio querem uma Brasil 2000 forte e, de preferência, rockeira (com qualidade, de preferência).
segunda-feira, março 10, 2003
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Nota quente do site Letradas
Garagem vai para a Transamérica FM
Há quatro meses fora do ar, o Garagem, que era transmitido pela rádio Brasil 2000, está muito perto de voltar ao dial paulistano. De acordo com Paulo Cesar Martins, o Paulão -que apresentava o programa junto com André Barcinski e Álvaro Pereira Jr-, diz que há possibilidade do Garagem passar a ser transmitido pela Transamérica FM. "O pessoal da rádio (Transamárica) exige investimento para transmitir o programa", afirmou Paulão, no sábado, 08/03, quando se preparava para tocar seu set list no DJ Club. "Estamos buscando patrocinadores, acredito que mais dois meses serão necessários para que o programa volte ao ar." Agora, é só torcer.
Ponto positivo:
-O programa poderá ser transmitido em rede nacional
Pontos negativos:
-A exigência de patrocínadores. A instabilidade do mercado publicitário pode ser uma ameaça a sobrevivência do Garagem na Transamérica.
-Essa volta tinha de acontecer numa emissora cujo perfil não tem nada a ver com o programa?
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domingo, março 09, 2003
Bem, eu não consigo resolver o problema dos arquivos aí do lado. Faltam vários meses. Portanto, quem se interessar em acompanhar os posts a partir de setembro pode fazê-lo atráves dos links que eu deixo aqui: outubro, novembro, dezembro e janeiro.
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Vou colocar mais uma vez um recadinho que eu postei aqui no dia 12 de maio passado:
Enfim, não sei se esse blog têm leitores fiéis, daqueles que passam por aqui com uma certa frequência, mas aconselho a esses a darem uma relida nos posts, caso tenham um tempinho. Sempre pode pintar alguma novidade.
É bom reiterar isso, pois eu dou uma mexida para corrigir certos problemas em alguns textos, como redundâncias, repetições de palavras, excesso dos pronomes "eu", "ele", e outras coisinhas mais...
Nunca é demais repetir: por mais que eu revise os posts quando eu termino de escrever, sempre passa batido alguma cagada.
Se alguém aí quiser dar uma de revisor, pode ficar à vontade.
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sábado, março 08, 2003
Noite alta, céu risonho
Como quando Você fala durante
o sono
Meu pai aponta na árvore o
fruto estranho
O amor universal
Grandes ilusões
Você não morre mais tão cedo
De tanto que eu circunavego
o seu nome
A meia-lua de bandeira turca
O metrô
Grandes ilusões
O filho do filho do filho
do homem
Um tempo pra nós
Grandes ilusões
A quietude é quase um sonho
Outra letra do Fellini: "Grandes Ilusões. Outra de "Amor Louco". Desculpem a insistência, mas esse CD tem rodado com muita frequencia no meu disc-man. Não enjoei e nem vou enjoar, pois a cada audição há sempre um detalhe novo a ser desfrutado.
Na semana passada, eu falei do álbum, agora quero me deter um pouco mais na letra. Há muito tempo neste blog eu venho tecendo elogios rasgados a musicalidade da banda. Porém, ela não serviria de nada sem a poesia de Cadão Volpato. Seu estilo de escrever é totalmente peculiar no rock nacional, creio. Ele não é um contador de histórias como o Renato Russo de "Eduardo e Mônica" e "Faroeste Caboclo". Também não é um desesperado cronista do cotidiano como Cazuza em "Brasil". O grande charme dos textos de Cadão é o de criar imagens aparentemente sem qualquer tipo de conexão em seus versos para que cada ouvinte tire a sua própria conclusão, a sua própria mensagem. "Grandes Ilusões" talvez seja a melhor representação disso. Há uma citação a um clássico da antiga MPB (noite alta/céu risonho) e pelo menos dois versos brilhantes: "Você não morre mais tão cedo/De tanto que eu circunavego/o seu nome" (seria uma declaração de amor?) e "A quietude é quase um sonho".
Não conheço nenhum estudo aprofundado da produção de Cadão Volpato como letrista no Fellini. Por tudo o que eu já disse, valeria a pena que algum mestrando ou doutorando da cadeira de Letras se debruçasse nelas. Porém, creio que muita gente prefira trabalhar com autores já consagrados, exemplos dos citados Renato Russo e Cazuza. Uma coisa é certa: mesmo com o intervalo de quase dez anos entre o lançamento de "Amor Louco" o recente "Amanhã é Tarde", a qualidade das letras continua a mesma. Pode ser uma das vantagens do Fellini ser uma banda bissexta, mas eu aposto que é muito mais por causa do talento natural de Cadão.
Há mais um dado curioso sobre a belíssima "Grandes Ilusões". Em "Amor Louco, ela figura como uma balada com muitos violões e um teclado, mas existe uma outra versão com andamento mais rápido e uma letra totalmente diferente. Seu título é "Por Toda Parte" e nunca chegou a ser gravada, apenas tocada pela banda em apresentações ao vivo. Thomas Pappon, a outra alma do Fellini, achou-a tão maravilhosa que resolveu fazer uma versão em inglês, cujo título é "Everywhere". Está em "Eurosambas", primeiro CD do The Gilbertos, projeto-solo de Thomas. Qualquer dia desses eu coloco sua letra aqui.
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quinta-feira, março 06, 2003
Lamento informar, mas não é aqui que vocês irão encontrar fotos da ex-Miss Brasil Josiane (BBB) pelada.
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quarta-feira, março 05, 2003
Sempre que possível, eu comento aqui no blog Onzenet algo que saiu na coluna de rádio assinada pela Laura Mattos na Folha de S. Paulo. O tema dessa semana particularmente me interessou pois fala sobre a atual situação da Rádio Brasil 2000 FM. No título, uma palavra expressa muito bem o que acontece por lá: crise. No fim do túnel, uma possibilidade: um acordo com a Bandeirantes AM, que arrendaria o canal dos 107,3Mhz.
Esse estado atual da emissora nada mais é que um reflexo de uma decisão tomada em 2000, que foi o afastamento da dupla Tatola-Roberto Maia. Naquela época, mesmo com todos os problemas, a Brasil 2000 tinha uma identidade própria. É bem verdade que ela havia perdido muito da ousadia na que marcou sua programação musical no início da década de 90, abrindo espaço para coisas mais manjadas, como os "Smoke On The Water" da vida. Mesmo assim, era uma rádio que se deixava ouvir. Isso se devia ao fato de Roberto Maia ser um verdadeiro radiomaker, seja criando programas bacanas como "Clube das Muheres" ou com sensibilidade para dar abertura a projeitos diferenciados como o "Garagem". Talvez a maior prova de que Maia estava no caminho certo foi o fato de seu sucessor, Lélio Teixeira, ter mantido parte da estrutura de programação que encontrou quando assumiu. Teixeira deu o grande pulo do gato ao criar o Na Geral, programa de debates sobre futebol com um tempero bem-humorado, que se transformou no carro-chefe da emissora, tanto em faturamento como em audiência, embora não fosse o programa ideal para fazer com que o público se ligasse nos outros horários da rádio. Outro mérito seu, foi trazer de volta ao rádio Kid Vinil, com um programa diário todas as tardes.
Mesmo com várias atrações de peso, ainda existia o problema da falta de anunciantes, comum a outras emissoras de rádio, não apenas a Brasil 2000. Uma solução foi, como escreveu Laura Mattos, "dar uma 'uma nova cara' à programação, usando o marketing politicamente correto da cidadania para atrair novos anunciantes". Para tocar esse projeto, foi chamado o jornalista Gilberto Dimenstein, que iria tomar conta de um comitê a ditar diretrizes de programação, e um coordenador artístico, Juan Pastor, para trabalhar com Lélio Teixeira. Essa dobradinha não durou muito, pois Texeira levaria o seu Na Geral para a Bandeirantes AM, talvez insatisfeito por se transformar numa "rainha da Inglaterra".
A fase politicamente correta da Brasil 2000 marcou o fim do Garagem e a estréia do Blog do Tas, apresentado pelo ator Marcelo Tas. Porém, a perda do Na Geral fez cair ainda mais a receita da rádio e o programa de Tas foi retirado do ar na sexta que antecedeu ao carnaval devido aos seus altos custos. Agora, a emissora está com o pires na mão, tendo que recomeçar tudo do nada para não morrer.
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terça-feira, março 04, 2003
Apesar de sua curta carreira, Celly Campello deixou seu nome inscrito na história como a introdutora do rock no país. Não fosse por ela, talvez o ritmo demorasse a chegar por aqui. No entanto, ficam algumas perguntas no ar: e se ela não tivesse abandonado tudo para se casar, o que aconteceria? O Brasil teria uma tradição rocker de peso? A Jovem Guarda e a Tropicália existiriam? Enfim, são temas que renderiam diversos ensaios. Quem se habilita a abordá-los?
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domingo, março 02, 2003
Deu o que falar a matéria sobre os blogs publicada nessa semana na Folha e assinada pelo Alexandre Matias. O que causou a maior polêmica foi a lista de 50 blogs indicada por ele a título de ilustração. O Aly, do Letteri Cafe informa que alguns dos blogs incluidos não estão sendo atualizados desde outubro de 2002. Outros blogueiros ficaram chateados, sentimento que pode ser medido no sistema de comentários do blog de Cora Ronai. Isso exposto, vamos ao que importa: a lista alinhavada pelo Matias é boa. Eu mesmo já linkei e falei sobre alguns aqui, como o do Tom Leão, do Alex Antunes, o da Thais Aragão e o da Flávia Durante. Quem se propõe a fazer uma listagem desse tipo corre o risco de deixar muita coisa boa de lado. Talvez valeria a pena ter incluído, entre outros, o Rádio Base, o primeiro blog sobre rádio do Brasil, o Cinema Cuspido, do chapa Marcelo Valletta, que é dedicado ao cinema e o do Inagaki, um dos melhores cronistas-blogueiros da atualidade.
Faltou também blog de gente comum, pessoas iguais a você, não necessariamente jornalistas, escritores ou gênios da informática, que resolveram dividir suas experiências do dia-a-dia na rede. Posso citar dois: o da Dani Bee e o da Ket, a estudante intercambista que está passando uma temporada no México e que vem trazendo uma visão bacana sobre a vida naquele país.
Dessa matéria dá para se concluir uma coisa ao menos: lista de blogs é igual a convocação da seleção brasileira de futebol. Todo mundo possui as suas preferências e nem sempre dá para agradar a todos.
Em tempo: eu também já fiz um artigo sobre blogs para o Observatório da Imprensa, com direito a algumas indicações. Já senti na pele o quanto que essa parte não é nada fácil.
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sexta-feira, fevereiro 28, 2003
No Domingo
Quando o almoço acabar
lá pelas 3
e sorrindo
o seu velho girar
sobre os pés
caindo
deixa o sol rancar
como um rei
deixa o país inteiro
apagar
Quando, às 5
A coruja voar pelo céu
e ao vivo
o seu time tomar dois
ou três
caindo
deixa a noite
reinar de uma vez
deixa o país inteiro
apagar
deixa o país inteiro
Esse é mais um samba maluco da rapaziada do Fellini, como anunciou certa vez Osmar Santos em seu Balancê. "Samba das Luzes" está no disco "Amor Louco", de 1990 que só foi reeditado no formato CD dez anos depois. Em 1999, fiz um artigo para o extinto e-zine Buxixo sobre esse álbum. Como eu já tinha perdido as esperanças de um relançamento, usei um título um tanto desalentador: "O disco perdido do Fellini". Eis aqui alguns de seus trechos:
Há duas edições usei este espaço para falar do lançamento de “Eurosambas 1992-1998”, álbum de estréia do The Gilbertos, o novo projeto musical de Thomas Pappon. Falei de passagem da antiga banda de Thomas, o Fellini, uma das mais importantes bandas da cena independente brasileira dos anos 80. Não é segredo para ninguem que as duas bandas tem muito em comum. Uma é praticamente a continuidade da outra. E o próprio Thomas em suas entrevistas tem reiterado a conexão entre elas. O jornal “O Estado de S. Paulo”, ao publicar a crítica de “Eurosambas”, abriu um texto à parte apenas para rememorar o passado do Fellini. Sem exagero, pode-se dizer que a reboque do The Gilbertos está nascendo uma nova onda da “fellinimania”. Muita gente tem procurado nas lojas especializadas as reedições em CD dos antigos álbuns do Fellini.
(...)
Por um capricho do destino os novos fãs do Fellini não poderão ter acesso a discografia completa do grupo. Apenas os três primeiros álbuns tiveram reedição no formato CD. São eles: “O Adeus de Fellini” (1985), “Fellini só Vive Duas Vezes” (1986) e Três Lugares Diferentes (1987), todos pela Baratos Afins, uma tradicional loja de discos em São Paulo, que virou gravadora. Há um disco, cujo relançamento ainda está sendo aguardado: “Amor Louco” (1990). É o que podemos chamar de “o disco perdido do Fellini”.
(...)
Um pouco de história: “Amor Louco” foi lançado originariamente em LP pela Wop Bop, outra loja especializada em discos que também resolveu ter seu próprio selo. O projeto desse álbum chegou a ser oferecido a Luis Carlos Calanca, da Baratos Afins, mas foi recusado. Terminava assim um casamento que rendeu três grandes discos (ver item acima). Como a Wop Bop Discos começava a dar seus primeiros passos, um acerto entre a banda e Rene Ferri, seu dono, não foi difícil.
Alguns problemas atrasaram a finalização de “Amor Louco”. O produtor R.H. Jackson teve de viajar e as gravações ficaram paradas por alguns meses e o orçamento de produção acabou estourando. Resultado: o LP não foi lançado com a devida divulgação, ainda que tenham saido algumas resenhas nos grandes jornais (Folha e Estado) e na revista Showbizz. Apenas um show de lançamento foi realizado à época, em São Paulo, no finado Espaço Retrô. Era o final de um ciclo na carreira do Fellini. Depois, Thomas Pappon resolveu se mudar para a Europa e a banda encerrou suas atividades. Em 1995, Luis Calanca resolve reeditar os três primeiros discos do Fellini em CD. Mas nada de “Amor Louco”.
Em 1997, numa entrevista a Rádio Onze, Rene Ferri explicou que tem interesse em relançar esse álbum. Ele se dispõe a liberar as matrizes que estão em seu poder se alguma gravadora se interessar naquilo que ele chama de “parceiria”. Um exemplo disso foi a Cri Du Chat, responsavel pelas novas edições em CDs dos LPs da cantora May East e do conjunto Violeta de Outono, após um acordo com Ferri.
Seria legal que essa lacuna fosse preenchida. O Fellini está em negociações para lançar um quinto álbum e “Amor Louco” permanece esquecido, talvez por uma falta de visão dos homens de negócios das gravadoras. Felizes aqueles que na época compraram a bolacha. Hoje, ela virou um item raro de colecionador. No mercado negro, uma cópia não sai por menos de R$ 50,00.
(...)
Musicalemte, “Amor Louco”é um típico disco do Fellini. Todos os temas recorrentes tratados pela poesia de Cadão Volpato estão lá. Relacionamentos amorosos comparecem em “Chico Buarque Song” e na faixa que cede seu nome ao LP: “Amor Louco”. Uma certa politização pode ser notada em “Cittá Piu Bella”. Observações sobre a passagem do tempo são a marca registrada de “Clepsidra”. Há ainda um flerte com a dance music, “Love Till The Morning” e dois sambas “Você é Música” e "Samba das Ilusões". A única diferença é que tudo foi gravado em 16 canais e com qualidade digital, talvez as melhores condições já encontradas pela banda em sua história.
O destaque desse disco sem dúvida é “Chico Buarque Song”. Tudo nela funciona perfeitamente desse o arranjo até a letra em inglês. É bem verdade que nela há um pequenissimo escorregão. Em um trecho da letra em inglês Cadão Volpato canta “Do you still hear Chico Buarque at night”. O certo seria a palavra listen no lugar de hear, mas não é isso que vai tirar o brilho dessa canção.
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quinta-feira, fevereiro 27, 2003
Ué, parece que não tinham fotos da Fernanda Lima pelada no 3am. Em compensação, tem uma entrevista que eu fiz com o jornalista Alexandre Matias, na qual ele fala um pouco mais sobre sua passagem (e saída) pela revista Play, que foi extinta no final do ano passado.
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Não sei se meu puxão de orelhas deu certo, mas o fato é que o Ruídos está de volta, após uma longa espera. O quarto melhor e-zine do Indie Destaque 2002 traz na sexta edição a volta dos Paralamas, Sonic Youth, Neil Young, Wonkavision, Nação Zumbi, entre outros destaques. A minha contribuição está na entrevista que fiz com a Megssa Fernandes, vocalista da banda Magic Crayon e uma irriquieta menina super-poderosa multimídia. Saiba o porque dessa definição lendo o bate papo aqui.
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terça-feira, fevereiro 25, 2003
E não é que a versão da dupla T.A.T.U. para "How Soon Is Now", clássico escrito pela dupla genial Morrissey/Marr, estourou nas paradas do Reino Unido? A regravação até que ficou bem produzida, mas não deixa de ser estranho ouvir versos como "Eu sou o filho e herdeiro de uma timidez criminosa de tão vulgar" cantados por uma voz quase infantil. Dá a impressão de que a intepretação está a cargo de um calouro-mirim do Raul Gil. De qualquer modo, essa cover pode servir para que o público-alvo (a galera cujo nível de testosterona quase empata com o Everest) das lesbo teens se interesse pelo trabalho dos Smiths. Não custa nada ser otimista, né? Em tempo: "All Things She Said" é a minha preferida.
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9:17 PM
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Após vários adiamentos, finalmente está no no ar o e-zine 3am, do meu chapa Sig, conhecido também no cyberspace como Ludwig de Las Nieves. Ainda falta muita coisa para ser colocada no ar e as atualizações acontecerão com o tempo, mas já existem dois textos à disposição. Um deles traz uma série de sugestões sobre os caminhos que a MTV Brasil poderia seguir assim que terminar a sua programação de verão. Bem oportuno nesse momento em que a emissora anuncia mais uma mexida na sua grade de programação. Além disso, há uma entrevista com Gilberto Custódio Jr, do zine Esquizofrenia e um bônus: fotos da Fernanda Lima pelada...he he he
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segunda-feira, fevereiro 24, 2003
O Fantástico de ontem exibiu uma reportagem sobre os dias que Kurt Cobain passou no Brasil. O vocalista e principal compositor do Nirvana esteve por aqui com seus companheiros em 1993 para fazer dois shows no extinto Hollywood Rock. Foram as apresentações mais lesadas de toda a breve carreira da banda e nem é necessário muita explicação sobre isso. O programa tentou reconstitiur a trajetória de Kurt por aqui, o que ele teria feito quando não estava tocando. A pauta estava na mão de uma pessoa que conhece bem o assunto, Álvaro Pereira Jr, e prometia. O resultado, porém, foi abaixo do esperado. Não se falou nada na reportagem que já não fosse de conhecimento público. O João Gordo, um dos personagens ouvidos, cansou de falar em entrevistas que foi ele quem levou Kurt para dançar no Der Temple, etc. O lance da Courtney com os travestis na Amaral Gurgel também foi devidamente contado e recontado por ele em outras oportunidades. Enfim, nada de novo. Outra pessoa convidada a dar seu depoimento estava com uma visivel má vontade de colaborar: Alê Briganti, ex-integrante do Pin Ups e namorada do Gordo naquela época que també participou de toda aquela folia.
Álvaro deixou uma história interessantíssima de lado. Hospedado no Hotel Intercontinental do Rio, Kurt Cobain surpreendeu e levou para seu quarto cerca de 20 jovens apenas bater papo. Entre eles, estavam Rodrigo Lariú, Dodô e Lívia Lázaro, que apresentavam o programa College Radio, na Fluminense FM. Rolou até uma entrevista (o que muitos jornalistas consagrados não conseguiram) na qual Kurt fez algumas interessantes revelações (leia um resumo aqui). Por que Álvaro não procurou esse trio? Não daria um molho mais interessante a reportagem?
Nem mesmo houve avanço na questão das gravações que aconteceram no Rio. Faltou uma pergunta fundamental ao técnico de som que participou de tudo aquilo: ele não teria pensado em copiar alguma das fitas? O rapaz não teve a visão histórica do que a estada do Nirvana naquele estúdio representava. Não é todo dia que uma banda de nível internacional vem para cá. Era como se os Beatles estivessem no Brasil em 1967, por exemplo.
Enfim, o Álvaro Pereira Jr. poderia ter feito melhor. E sabemos que ele pode.
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sexta-feira, fevereiro 21, 2003
Comecei a escrever em blogs porque achava que eu tinha uma produção não-publicada que valia a pena mostrar. Há algum tempo que já não acho mais isso. Se não está publicado, tem um motivo pra isso, relacionado à qualidade do que é escrito. Não estava prestando nenhum serviço, não estava escrevendo matérias, nem falando da minha vida, que também não tem muito de interessante. Então pra que servia?
Cecília Gianetti fala a Alexandre Matias, do Trabalho Sujo, sobre o fim de seu blog, o Notas Gonzo.
Porém, o trecho que eu classificaria de mais perturbador desse depoimento é esse aqui:
E tem o lado pessoal nessa história também: ninguém valoriza blog e eu quero valorizar meu passe. (...) Eu quero valorizar meu passe porque eu sei que sou publicável, sou palatável pra um tipo de leitor que nunca ouviu falar de blog. Vou continuar escrevendo, quem quiser publicar me procura.
Apesar de lamentar a decisão, não tiro a razão de Cecília quando fala em "valorizar o passe". Escrever em blog hoje é sinônimo de passatempo, egotrip, narcisismo, falta do que fazer, cocação de saco ou qualter outro adjetivo pejorativo pertinente a essa situação. Tem o lado bacana que é fazer amigos virtuais, poder compartilhar com as outras pessoas certas experiências ou aquilo que se pensa sobre determinadas coisas e/ou situações, mas a angústia sobre a validade de uma proposta como essa sempre insiste em prevalecer. Vamos ver no que dá.
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Não é segredo para ninguém que sou um apaixonado pelo rádio e ponto final. Tudo começou quando a minha mãe comprou um rádio-relógio e colocava para despertar na Rádio Bandeirantes AM. Por muitos anos, ela me arrumava para que eu fosse a escola ouvindo o "Pulo do Gato", jornalistico que está até hoje no ar (cuja marca sonora era um miado). Quando eu voltava para casa, sempre encontrava minha avó fazendo o almoço e ouvindo o programa do Hélio Ribeiro (da mesma emissora). Com essa série de estímulos, é claro que o rádio iria fazer parte de minha vida também. Até tentei passar para o outro lado do balcão, como se diz por aí, na Rádio Onze, mas essa é uma outra história.
Fiz essa introdução porquê depois de muitos anos, pude realizar um sonho de infância: estive nos estúdios da Rádio Bandeirantes para acompanhar o Na Geral, programa que fez muito sucesso na Brasil 2000 FM nos últimos anos. Como ninguém deve ser tão assim viciado em rádio como eu, explico a estrutura do programa. É um debate esportivo, com a participação de ouvintes. A diferença é que seus participantes assumem a paixão clubistica. O apresentador Lélio Teixeira é santista, o Zé Paulo da Glória é corinthiano. Faltam na mesa um palmeirense e um são-paulino para equilibrar um pouco as coisas, mas o programa é sucesso mesmo assim. Há ainda espaço para o humor, com as imitações de Beto Hora, que cria vários personagens e faz uma das melhores imitações de Cid Moreira que eu já ouvi. Os ouvintes podem participar pelo telefone. Alguns são sorteados para assistir o programa nos estúdios, após se inscreverem pela internet. Eu fui um deles e estive lá ontem.
Primeiro que eu fiquei meio no cagaço de chegar atrasado. A produção marcou de estar lá as 18h15. O trânsito de São Paulo é um lixo. Andar de ônibus pelo bairro de Pinheiros requer muita, mas muita paciência. Cheguei lá em cima da hora e os outros ouvintes selecionados estavam esperando na recepção para minha sorte. Nossa entrada foi autorizada em poucos instantes e fizemos um pequeno tour lá pelo edifício Radiantes, mas não sem antes encontrar com o Otávio Mesquita no estacionamento e falando ao celular.
No saguão, ficam os estúidos da Band News e da Band Sports, canais que são distribuidos pelas operadoras de tv a cabo. Dá para acompanhar toda a movimentação porque eles separaram tudo apenas com vidros. Depois, subimos um lance de escadas e atravessamos um andar onde fica a área adminstrativa. Mais outro lance de escadas e fomos parar nos estúdios do jornalismo da tv. É muito grande lá. Até tentei ver o Cabrini em ação (era o horário do Brasil Urgente), mas não deu. Após enfrentarmos mais alguns degraus, chegamos ao complexo de rádio. O AM e o FM ficam no mesmo local. Ficamos aguardando autorizarem nossa entrada no estúdio, o que não demorou muito.
O programa já estava no ar quando entramos e cada um de nós se acomodou numas cadeiras. Essa edição do Na Geral teve uma duração menor, pois a Bandeirantes iria trasmitir a partida do Santos, válida pela Libertadores que iria começar as 19h30. Ficou algo um tanto corrido, mas em pouco tempo, foi percetível que a alma do programa é mesmo o Beto Hora, cuidando da parte de humor. O Lélio funciona como um timoneiro, ele conduz a estrutura toda, atende os ouvintes pelo telefone e lê os mails, enquanto o Zé Paulo, além de defender o Corinthians, é responsável pelos testemunhais.
O programa fluiu bem tranquilo. Houve até espaço para um gracejo. Fora do ar, o Zé Paulo combinou conosco que aplaudissemos a repórter responsável pelo boletim de trânsito assim que ela entrasse no estúdio. No meio do intervalo, foi devidamente homeageada com as palmas. Pouco depois das 19h15, o Na Geral terminou. Após as despedidas, os integrantes foram apertar a mão de cada um dos que estavam no estúdio assistindo a apresentação. Ganhamos até uma lembrancinha, um chaveirinho com a logomarca da emissora. Nos pediram desculpas pela brevidade do programa e convidaram para que voltassemos lá novamente. Na saída, voltamos pelos mesmos lugares onde haviamos passado antes e ainda deu para ver lá nos estúdios da Band Sports o Sylvio Luiz apresentando seu talk show, ao lado da jornalista Barbara Gancia. Mesmo estando no ar, ele acenou para nós. E cada um seguiu seu rumo depois de um final de tarde muito agradável.
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quarta-feira, fevereiro 19, 2003
A Laura Mattos informa em sua coluna de rádio publicada na Folha que a BBC (rede de rádio e tv estatal sediada na Inglaterra) está investindo pesado no serviço brasileiro de notícias, feito totalmente em português e veiculado em ondas curtas, internet e retransmitido por algumas emissoras de rádio daqui. Os investimentos não se limitam ao aumento do número de profissionais. A BBC Brasil quer alugar o horário nobre de qualquer FM brasileira disponível para veicular sua programação, que seria estruturada no seu já consagrado jornalsimo e em atrações músicais como bônus. Espero que nesse pacote estejam incluidos dois programas: o apresentado pelo venerando John Peel (com direito as Peel Sessions) e o Som de Londres, comandado pelo Thomas Pappon. Eles deixariam no chinelo qualquer rádio que se diz de rock, principalmente as que operam em São Paulo...
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terça-feira, fevereiro 18, 2003
Confirmado: o Google comprou a Pyra Labs (obviamente, com o Blogger dentro do pacote).
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domingo, fevereiro 16, 2003
Atenção: alguns blogs bacanas mudaram de endereço. Atualizem seus bookmarks. A Dani Bee agora atende aqui. E a Ket conta neste endereço as suas aventuras como estudante intercambista na Cidade do México.
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