quarta-feira, maio 29, 2002

Tenho percebido um fenômeno interessante que está acontecendo na imprensa cultural de algum tempo para cá. Por muitos anos, a principal referência para muitos jornalistas brasileiros foi Paulo Francis, principalmente entre aqueles cuja faixa etária varia entre os 30 e 40 anos. Talvez quem melhor personifique essa influência de Francis no momento é o Álvaro Pereira Jr. em suas colunas no caderno Folhateen, da Folha de S. Paulo. A única diferença é que PF não foi tão pop como é hoje APJ. Mas o resto está todo lá, principalmente a ranzinzice.
No entanto, existe uma nova geração de jornalistas, a maioria na casa dos 20 anos, que tem se desvencilhado desse modelo adotado pelo nosso homem em Nova York por muitos anos. Essa moçada agora tem procurado se espelhar no trabalho de jornalistas como Lester Bangs e Hunter S. Thompson (o criador do jornalismo gonzo). Os dois são norte-americanos, pode ser uma tremenda coincidência ou não, mas pelo jeito o modelo a ser seguido agora vem de fora. Se isso vai ou não trazer algo de novo para o nosso jornalismo cultural ou se a adoção de fórmulas internacionais será benéfica ou não, somente o tempo vai dizer.

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