segunda-feira, março 15, 2004

O Mr. Burns deve ter acordado de pé esquerdo e ainda meteu o mesmo num penico cheio de xixi antes de escrever isto aqui.
Meu, deixa a galera que deseja escrever sobre os Titãs e o Engenheiros sossegada. Melhor ser um teórico de quarteirão que ficar disfarçando suas motivações para falar mal do "establishiment caetânico". Por que em vez de falar mal dessa galera, que está fazendo algo ao menos, o Mr. Burns informe que a bronca com o Caetano (e todos que vão beijar sua mão) é puramente pessoal e não de ordem estética. Pessoal, porque o compositor baiano persegue seus colegas que fazem criticas. Alás, para se ter uma visão mais ampla dessa briguinha, recomendo a leitura deste texto.

Utilidade pública. Saiba como desbloquear seu blog na Globo.com.

domingo, março 14, 2004

Finalmente os rumores sobre as atrações internacionais da segunda edição do Curitiba Pop festival se confirmaram. Pixies e Teenage Fanclub, duas bandas bacanas dos anos 90, finamente vem tocar no Brasil. Com um certo atraso, é verdade, mas vem. A cidade de Curitiba vira capital nacional do indie no próximo mês de maio.
No ano passado, todos devem se lembrar, uma matéria publicada pelo Folhateen, caderno adolescente da Folha de S. Paulo, trazia uma lista de possíveis atrações como Radiohead. Muita gente ficou com água na boca, mas tiveram de se contentar apenas com as Breeders, banda das irmãs Deal. Quando começaram a pipocar os primeiros nomes para esse segundo CPF, houve um certo pé atrás, mas tudo deu certo. Desta vez houve jornalismo sério.
No mais, tendo a encarar com simpatia essa volta dos Pixies. Ao contrário de muitas outras bandas, eles assumiram que só voltaram mesmo pelo $$$. Tem nego aí que diz voltar pela música, pelo companheirismo, etc. No fundo, é tudo balela. Um dos casos mais exemplares é o do.... (preencha aí com o nome da banda que você quiser).

Os irmãos Gallagher (Noel e Liam, aqueles do Oasis) estão em festa.

E agora, espaço para uma história da carochinha. Era uma vez, um provedor de internet que resolveu lançar um serviço para blogs. Mas não adiantaria um serviço qualquer, ele teria que ter uma griffe para atrair uma parcela consideravel do publico blogueiro. Então, acaba-se fazendo um acordo com a maior hospedeira de blogs do mundo, o Blogger. Umas adaptaçõezinhas aqui e ali e nascia assim, com toda pompa e circunstância, o Blogger Brasil. Até novela da Globo foi colocada a serviço da máquina promocional de lançamento, a fraquissima O Beijo do Vampiro (alguém aí se lembra dela?). Os donos do Blogger estrangeiro vieram para o Brasil dar a sua benção. O serviço tinha diferenciais bem atrativos, como o upload de imagens. Com isso, milhares de incautos mudaram de endereço. Porém, nem tudo são flores nessa história. O Blogger Brasil começa a aprensentar falhas. Por muitas vezes, ele sai do ar. Vários usuários reclamam de posts que são simplesmente engolidos pelo sistema. A insatisfação aumenta. Vários blogueiros se arrependem e mudam de servidor. Então, o Blogger Brasil resolve reagir. Quando se pensa que finalmente o serviço vai deslanchar, vem as surpresas. Apenas os assinantes da Globo.com é que vão poder ter blogs com o complemento blogger.com.br. E os blogs antigos ficam, desde que não ultrapassassem os 10MB. Só que esse último item é uma tremenda cascata. Usuários antigos estão sendo expulsos, como o chapa Alexandre Inagaki. Para que seu blogs continuem no ar, eles devem assinar o provedor da Globo. Enfim, nosso conto da carochinha não tem um final feliz. Na verdade, é apenas mais um exemplo de desrespeito no cyberespaço. É sempre assim, serviços gratuitos que não obtem retorno esperado sempre acabam prejudicando seus usuários. Não me surpreenderia se isso acotecesse com um portal de fundo de quintal, mas isso aconteceu com a Globo.com...repito, aconteceu com a Globo.com, braço eletronico das Organizações Globo, que é dona da maior rede de tv do país. Pois é, a Globo pelo jeito só saber fazer mesmo televisão e olhe lá.
Em tempo. O blog do vampiro mala da novela continua no ar. Ele deve pagar a mensalidade da Globo.com em dia.

sexta-feira, março 12, 2004

Na eleição que a revista Zero promoveu de melhores do ano em 2003 (e da qual tive a honra de ser um dos integrantes do colégio eleitoral) uma das categorias era melhor livro. Acabei cravando meu xis em "A Ditadura Derrotada - Vol. 3", do jornalista Élio Gaspari. Trata-se de um livro primoroso, um excelente trabalho de Gaspari contando para as gerações mais novas o que foi o regime militar brasileito. Só que se pudesse, eu teria mudado meu voto. Isto porque no apagar de luzes de 2003 foi lançado um livro que só vim a ler agora e acabei gostando pacas dele. Trata-se de "Queda Livre - Ensaios de Riscos", de Otavio Frias Filho, diretor de redação da Folha de S. Paulo.
É um livro surpreendente. Quem iria imaginar que Frias Filho iria escrever ensaios com um pé no jornalismo gonzo? Isso não habitaria os pesadelos de seus piores inimigos. Logo ele que está a frente da redação de um jornal que cumpre normas rígidas no que diz respeito ao tratamento da notícia. Essa ruptura com quase todos os padrões que ele próprio estabeleceu e adimistra na Folha é um do grandes atrativos de seu livro. Eu disse quase todos, pois um dos pilares do Projeto Folha está lá que é o didatismo. Com isso, é possível ter um panorama básico da história do para-quedismo no mundo, ou de entidades voluntárias como o CVV. Nesse caso, Frias Filho assume mais um risco. As contextualizações históricas podem ser úteis para certo tipo de leitor, mas podem aborrecer um pouco aqueles que compram o livro diretamente para acompanhar as experiências do autor.
Outro fator que conta muito a favor de "Queda Livre"
é a qualidade dos textos. O escritor Frias Filho acaba sendo muito melhor que o articulista Frias Filho. No livro, os escritos são mais leves, tem mais humor. Não aquele humor escrachado, mas uma fina ironia. Isso contrasta e muito com a imagem publica do próprio autor, conhecido por sua sisudez.
Talvez com esse "Queda Livre", Frias Filho não necessite escrever uma autobiografia, uma vez que ele narra algumas experi?ncias importantes de sua vida quando garoto, como a descoberta da existência da morte e sua participação num grupo de teatro amador patrocinado por uma de suas irmãs.
De todo o livro, quais seriam os melhores ensaios? Aquele no qual Frias Filho conta a experiência de atuar numa peça do grupo de José Celso Martinez Corrêa sai na frente. Talvez porque seja o mais autobiografico possível e tamém porque é uma tentativa de exorcizar um fracasso, a rejeição do público de uma de suas peças teatrais, "Rancor", e do modo como depois ela foi acabou sendo moldada para o gosto médio pelos atores.
Outro destaque é o ensaio sobre o suicídio, no qual ele narra sua experiência como voluntário do Centro de Valorização da Vida. Aqui há uma alternancia entre a crueldade e a leveza. Em um determinado momento, ele passa a descrever experiências de suicidas que não conseguiram seu intento. Será uma tentativa de contribuição para que outras pessoas desistam dessa idéia?
O texto sobre a seita do Santo Daime também é bom, fugindo do clichê "cético tentando desimistificar".
Penso que caberiam novos ensaios de risco para Frias Filho. Uma vez que a fé teve a devida abordagem no ensaio sobre os daimistas, ele poderia tentar descrever essa onda neo-pentecostal, que vem atraindo a milhares de fiéis usando como isca a teologia da prosperidade. E que tal Frias Filho entrar para uma torcida organizada de futebol. Enfim, possibilidades não faltam.
Para não dizer que "Queda Livre - Ensaios de Risco" não tem defeitos, há pelo menos um que merece "erramos" na próxima edição. O personagem de Luis Fernando Veríssimo é o "Analista de Bagé" e não o "psicanalista de Bagé", como escreveu Frias Filho. De qualquer modo, é um livro que tem meu voto na próxima eleição de melhores.

quarta-feira, março 10, 2004

A Internet está matando a imprensa? O jornalista e pesquisador de mídia eletrônica Carlos Castilho responde a está questão com um artigo primoroso no Obsetvatório da Imprensa. Talvez amanhã eu mude de idéia, mas concordo com cada linha que ele escreveu.

terça-feira, março 09, 2004

O dia 8 de março não marcou apenas a passagem de mais um Dia Internacional da Mulher. O site Webjornalismo completou seu primeiro ano de vida. Mantido pelo professor universitário de origem portuguesaJoão Canavilhas, o Webjornalismo traz uma coletânea respeitavel de artigos, teses e monografias sobre isso que se convencinou chamar de jornalismo de internet. Tenho a honra de participar do site com dois artigos meus, pblicados originariamente no Observatório da Imprensa. Um é sobre blogs e o outro sobre e-zines.

E ainda no campo dos blogs, creio que estes irão desempenhar um papel interessante nas próximas eleições presidenciais norte-americanas. Um dos que já saiu na frente é o Anti John Kerry, detonando o candidato democrata.

sábado, março 06, 2004

A coluna de blogs do Laboratório Pop desta semana traz uma entrevista que eu fiz com Paco Garcia, guitarrista do Los Pirata, atual sensação da cena independente nacional. O tema do papo foi o seu blog sobre guitarras, o Guitar Bizarre. Seus projetos musicais solo e com a banda também foram abordados. Confiram.

sexta-feira, março 05, 2004

Como é do conhecimento dos leitores do Onzenet, desde o início do ano tenho mantido uma coluna de blogs sobre música no site Laboratório Pop. De todas as experiências que eu tive no jornalismo de Internet, esta tem sido uma das mais prazeirosas. O fato de poder usar blogs como pano de fundo para falar de vários outros assuntos me agrada muito. Nesse meio tempo foi possível falar da relação fã-artista, sobre a magia dos discos de vinil, sobre o tributo a cultura pop dos anos 80, sobre a recriação que fazemos quando vamos cantar uma música de ouvido, dando origem aos famosos "virunduns". Enfim, trata-se de uma experiência rica e da qual tenho muito orgulho de tocar adiante.
Porém, ao mesmo tempo que existe a satisfação, é claro que as dificuldades correm em paralelo. Mas isso faz parte, como diria um filósofo contemporâeno surgido num reality-show. Se tudo fosse fácil, nem teria tanta graça assim. Mesmo assim, eu queria deixar registradas algumas observações.
A primeira é a de que realmente tem nego que se acha a última bolacha do pacote e se dá ao luxo de ficar esnobando. Pois é o caso de um fulano conhecido no meio musical como retratista e radialista que colocou um blog em sua página pessoal. Fiz o pedido de uma entrevista através de um e-mail, o qual foi prontamente aceito. Mandei de volta um questionário, etc e tal, há algumas semanas. Bem, até agora estou esperando que o dignissimo cidadão responda as perguntas que fiz. Nesse meio tempo, enviei outro mail dizendo que se houvesse algum problema, como falta de tempo, de saco, ou qualquer outra coisa, era só avisar que eu entenderia perfeitamente. Pois é, mesmo assim continuei tendo o silêncio como resposta. Então, para que ele aceitou o pedido da entrevista lá atrás, se depois iria furar com o compromisso assumido?
Sabe o que vai ser mais engraçado e irônico? Este cidadão amanhã ou depois se embrenha num novo projeto e com toda a certeza vai ficar perambulando pela imprensa solicitando divulgação para essa empreitada.
Outra coisa que tenho notado. Nas pesquisas que tenho feito, encontrei muitos projetos interessantes de blogs sobre música que gostaria muito de poder esmiuçar no LabPop. O procedimento que faço é simples. Mando um mail no endereço que está indicado no próprio blog solicitando a entrevista e aguardo a resposta. Até agora estou esperando o retorno de pelo menos dois pedidos. Se esse pessoal não tem condições para responder a e-mails então por que deixa disponível um endereço? O grande detalhe é que um desses blogs é coletivo e o endereço de todos os seus integrantes está disponível. Já escrevi para três pessoas e nadica de nada.
Respeito o direito de não querer falar, mas sem respostas não tenho como saber se é isso mesmo que o responsável quer ou se trata de uma desorganização particular mesmo.
A irônia disso tudo é que depois essas mesmas pessoas vão reclamar por aí da falta de atenção para seus blogs. O ser humano é assim mesmo...ô bicho esquisito.

quarta-feira, março 03, 2004

Será que teremos um similar nacional deste livro?

segunda-feira, março 01, 2004

O Laboratório Pop da última sexta trouxe na sua coluna de blogs uma rfeportagem com um dos muitos blogs dedicados à memória dos anos 80, o Saudade dos 80. Entrevistei Silvana Castro, uma de suas responsáveis, e ela me contou um pouco da história e da proposta do blog. Um de seus pontos fortes é o ecletismo musical. Não percam.

terça-feira, fevereiro 24, 2004

Começou mais uma votação para o Indie Destaque de 2003. A premiação está indo para a sua terceira edição e é promovida pelo selo mmrecords em seu site. São várias categorias e o Onzenet está concorrendo a melhor blog de 2003. Fico contente com a lembrança, embora ache que meu blog nada tem de indie, apesar do termo constar do slogan (se bem que alguém que pensar em jornalismo independente não está de todo errado, mas isso é outro papo). Encaro a indicação como um reconhecimento do Lariú ao meu trabalho. Existem outros blogs que poderiam ser idnicados como o do Osório Coelho e o Popscene.

Fotos da Antonella nua na Playboy..he he he he

sábado, fevereiro 21, 2004

Bem, o encrenqueiro (ou encrenqueiros) já tiveram seus 15 minutos de fama. Nao tenho muito o que dizer. As atitudes falam por si mesmas e cada um aí que tire suas conclusoes. Só digo que vou seguindo em frente, fazendo meu trabalho. Podem continuar a fazer o que bem entenderem no sistema de comentários. Esse tipo de coisa só servirá para demonstrar o tipo de personalidade desse tipo de gente. Quanto a mim, estou tranquilo. Eu posso deitar a cabeça no travesseiro e dormir sossegado. Tem nego no jornalismo que nao consegue. É isso.

Que feio ficar assinando comentários com vários outros nomes. Será que ninguém mais tem personalidade nesse mundo virtual?

Date/Time: Feb 21 2004, 07:14 am

Poster: André Alves

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Pode crer, agora ele provou do próprio veneno. Porque julgar os outros é mole, ser julgado é que é ruim, né Roadney?

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Date/Time: Feb 21 2004, 07:10 am

Poster: Amanda Lopes

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Pois é, Ana, esse é o ponto. Foi isso que o Rodney sempre fez no blog dele todo o tempo. Só que agora o tiro saiu pela culatra e ele entrou em crise. Espero que ele reavalie essa de ser o "onbudsmand" de tudo e seja socialmente mais compreensico com aqueles que ele não conhece, exatamente como você mesma falou.

Date/Time: Feb 16 2004, 07:23 pm

Poster: I am the Walrus

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Email: odeiolegiao@yahoo.com.br

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Rodivaldo covarde!
Apagou meus comentários!!!
Não aceita crítica. Critica todos, mas não aceita críticas.
Vou escrever de novo: o Mário Marques, teu chefe, virou o Finatti do Rio depois dessa. Ele está errado. Quer virar um jogo que já acabou. Foi "do mal", roubou trabalho alheio, coagiu coleguinhas e até blogueiros, botou o Nehemias Gueiros no imbroglio, forjou e-mails, inventou personagens, foi arrogante, estúpido, imbecil, mentiroso... Agora os indies querem vingança! Você quer saber quem eu sou? My name is Jonas. Meu nome é Carlinhos Carneiro. Eu sou Julian Casablancas. Eu sou um olhador de pés freqüentador da Maldita. Eu sou o Lariú. Eu sou um Custódio.
Leiam a coluna do Bragatto no site da Dynamite!!!

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Date/Time: Feb 16 2004, 03:34 pm

Poster: Fiscal do povo

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Email: odeiolegiao@yahoo.com.br

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Você faz parte da quadrilha dos Picas Retas?




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Date/Time: Feb 16 2004, 03:33 pm

Poster: E-mail ao lado

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Email: odeiolegiao@yahoo.com.br

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Rodivaldo, seu cagão!
Censurou na caruda. Apagou vários comentários... Tá com o rabo preso.
Vai cair a casa pra você, mano!


Date/Time: Feb 17 2004, 01:19 pm

Poster: Marcelo

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Email: none

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Chamar o cara de interesseiro é sacanagem. É lógico que o Rodney agora está com a imagem atrelada a do MM (Eminem?). Mas até aí, quanta gente boa já não escreveu na Zero? Tanto na fase com o Pet como na pós-Pet, que consegue ser pior ainda (tô vendo a hora que eles vão colocar a Pitty na capa!). Tem que saber separar as coisas. Uma coisa é ser parte da quadrilha, outra entrar de laranja. E quando a gente está começando, isso pode acontecer. Não esquenta, Rodney. Tô contigo!


Engraçado que o IP do mesmo cara que me agride deixa um comentário a meu favor. Só pode ser doença.
Bah, que falta do que fazer

sexta-feira, fevereiro 20, 2004

Este post está sendo escrito de um cyber. O teclado do computador lá de casa solicitou sua aposentadoria. Também, prestando serviços desde 1997, chega uma hora em que cansa. Só tenho a agradece-lo por tanto tempo junto comigo, aguentando minhas dedadas.
Prestado o tributo, vamos ao que interessa. O sistema de comentário do Onzenet virou uma bagunça. Tudo, é claro, por conta do meu posicionamento sobre o caso Mario Marques-Daniella Thomspon. De certo modo, já sabia que isso iria acontecer e reforça uma tese de que toda essa briga entre os dois está sendo tratada de modo irracional.
Agora, o que mais me deixou preocupado é que se fizeram passar por um grande chapa desse blog para deixar um comentário. Ou seja, nao basta apenas me atacar usando pseudonimos. Estao colocando pessoas que nada a ver com a historia no rolo.
O importante de tudo é que nao mudo minha visao. O caso só está repercuntindo por que é com o Mario Marques e um monte de gente está se aproveitando para ir ä forra por conta de desentendimentos anterioes com ele.
Sei que minha posiçao como colaborador do site Laboratorio Pop nao ajuda muito, isso me torna suspeito para falar alguma coisa, porem mesmo se nao o conhecesse diria a mesma coisa.
Continuo também com minha postura de criticar a atitude de Daniella Thompson ao publicar a integra das conversas num site em vez de ter procurado a Justiça ao se sentir lesada. Tem gente que para justifica-la usa os mais absurdos argmentos. Li por aí que o assunto da conversa nao era pessoal, mas sim de trabalho. Ora, façam me o favor. É agredir demais a inteligencia. Qual é a diferença? Nao há nenhuma diferença.
Para encerrar, quero aqui reproduzir um dos comentários mais equilibrados sobre o caso ao meu ver. Foi publicado no blog de Ivy Dias de Campos e tem o titulo de "A Razao do Mau Afeto"
Dona Daniella Thompson nao o reprodiziu na integra em seu site. Alias, ela continua colocando apenas os textos em favor de sua causa. Ela até deu um link para o Onzenet, o qual agradeço mais ainda acho pouco. A autorizaçao para a publicacao na integra de tudo o que eu escrevi continua. As pessoas que visitam sua pagina tem o direito de ter um amplo painel de analises sobre o caso.

sábado, fevereiro 14, 2004

A semana que passou foi agitada. Muitos textos novos no ar. Na última setxa, o Laboratório Pop colocou no ar uma entrevista que eu fiz com o chapa Alexandre Inagaki sobre o site Virunduns. Na semana anterior, eu havia entrevisrado Adalberto Carvalho Pinto, responsável pelo site Louco Por Vinil. Cada um a seu modo, fala sobre música.
A Coluna Vertebral, do site da Rádio Brasil 2000 (FM), publica uma entrevista que eu fiz com Cadão Volpato, vocalista do Fellini. Já perdi a conta, mas deve ser a nonagésima nona. O tema desta fez foi a apresentação da banda do Tim Festival, que foi cercada de muita polêmica antes e depois.
O site Papo de Bola também tem aritgo meu. Resolvi encarnar um momento "ombudsman de mim mesmo" , inspirado pelo Zé Simão e ao perceber que a coluna anterior estava com alguns erros que fiz questão de consertar agora. Divirtam-se.

Seguinte: não me incomodo de que deixem comentários aqui no blog me esculhambando. Só acho que as pessoas que fazem isso poderiam assinar seus nomes verdadeiros e não ficar se escondendo atrás de pseudônimos. Seria uma relação igual. Afinal, todos sabem quem eu sou e tudo o que escrevo está assinado. Ontem mesmo mandei um mail cumprimentando o Rogério Agra que me chamou de pelego aqui e mesmo assim teve a ombridade de assinar seu nome (alguem aí pode se perguntar se não é um pseudônimo também, mas até prova em contrário eu acho que ele existe mesmo).

O site Comunique-se lançou um Manual do Repórter de Polícia, escrito pelo experiente jornalista Marco Antonio Zanfra. Num de seus capítulos, ele fala sobre ética. Quero destacar um trecho, que reproduzo a seguir:

2 – É característica do ser humano envolver-se com as dores alheias; mas será ético ao repórter deixar-se tomar por um prejulgamento por causa disso? Será ético – ou, pelo menos, profissionalmente correto – deixar-se envolver pela primeira impressão que uma situação deixa? Melhor explicando: será ético deixar de ser um formador de opinião pública, na mais completa acepção do termo, para ser mais um integrante da opinião pública, com todas as paixões e tendências a ela inerentes (considerando que, com a mídia nas mãos, o repórter pode espalhar seu prejulgamento a um número incontável de pessoas)?

Cabe como uma luva face aos acontecimentos dos últimos dias.

quarta-feira, fevereiro 11, 2004

Devo fazer o registro de que a pesquisadora Daniella Thompson publica um artigo no Observatório da Imprensa em resposta ao texto de Mario Marques publicado na semana anterior.
Aliás, a sra. Thompson continua a alimentar a página na qual está publicada toda a sua correspondência com Mario. Ela pega comentários favoráveis a sua causa publicados em outros blogs e jornais e os coloca no ar. Por que ela não publica os comentários desfavoráveis também? O blog Onzenet tem acompanhado o caso e a reprodução integral de tudo o que for escrito aqui está devidamente autorizada.

 
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