Logo hoje o Onzenet tinha de ficar fora do ar quase o dia todo? Pareceu até brincadeira de primeiro de abril, mas não foi. O Blogger deu pau e isso refletiu justamente por aqui. Mas não tem nada, não. Estamos de volta
terça-feira, abril 01, 2003
Não sou muito de ficar de ficar publicando aqui frases de outras pessoas, mas essa vale a exceção:
"Em uma carta ainda pode cair
uma lágrima, mas um e-mail nunca
se fará acompanhar de emoções”
José Saramago, escritor
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E a Igreja Unversal do Reio de Deus continua aumentando a sua rede de rádio. Desde as 19hs desta segunda, a Enseada FM, de Santos, é a mais nova integrante da Rede Aleluia. A emissora, antes da venda, vinha colocando no ar uma boa programação no segmento pop/rock. É triste constatar isso, mas o rádio do interior está morrendo aos poucos. A Enseada é apenas mais uma da extensa lista de rádios fora do eixo das grandes capitais que estão sendo controladas por igrejas evangélicas denominacionais. E cada vez mais profissionais de rádio e tv, vêem seu campo de trabalho reduzido.
Ok, vivemos num país que garante a liberdade religiosa e que o Estado é laico, mas não será que está da hora do governo entrar no circuito e regulamentar essa história, impedido que rádios sejam arrendadas por igrejas ou instituições ligadas as mesmas? É até compreensível que se algue um horário vago, va lá, varias emissoras fazem isso, mas as 24 horas de programação me parece demais. Nem o Edir Macedo deve ouvir a sua rede de rádio o dia todo. Uma outra alternativa seria criar um canal ecumênico em cada cidade e que todas as igrejas tenham nele seu espaço.
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segunda-feira, março 31, 2003
O Bruno Privatti e o Alexandre Inagaki trouxeram a notícia: o jornalista Peter Arnett é demitido em plena guerra. Demorou um pouco para que ele novamente se transformasse em protagonista do noticiário de mais este conflito.
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O Bruno Privatti e o Alexandre Inagaki trouxeram a notícia: o jornalista Peter Arnett é demitido em plena guerra.
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domingo, março 30, 2003
Já tem um tempinho que eu não falo de futebol aqui, né? Confesso que torci por Portugal no amistoso desse sábado contra o Brasil. Não que eu tenha algo em comum com aquele país. O Brocanelli do meu sobrenome denuncia que tenho muito mais afindidade com a Itália..rs. O motivo principal que me fez vibrar com os lusos está no banco de reservas e se chama Luiz Felipe Scolari. É claro que tenho um time do coração e também torço pela seleção brasielira, principalmente em Copas do Mundo. Mas chega uma determinado momento em que acabamos torcendo não pela camisa, mas pelo sucesso de alguém que adimiramos. Sei que tem muita gente que detesta Scolari, mas sei lá, eu simpatizo com ele. Talvez isso se deva ao fato da temporada pela qual o técnico passou pelo Palmeiras. Foi uma época bacana. O time ganhou uma Libertadores, uma Copa do Brasil, um Rio-São Paulo e uma Mercosul. Fez jogos empolgantes. Nunca me esqueço de uma virada em cima do Flamengo, na Copa do Brasil, com dois gols do Euller quase no final da partida. Enfim, Scolari fez história no Palmeiras e o saldo dele é mais que positivo. Só saiu por causa de uma incompatibilidade de estilos com o presidente Mustafá Contursi, mas deixou portas abertas, principalmente com a torcida. Não fez como Wanderley Luxemburgo que saiu pelos fundos. Por causa disso, Scolari sempre terá um cantinho no meu coração de torcerdor, não importa onde o treinador esteja trabalhando (imagino que algum gaiato aí pode perguntar: mas e se ele for para o Corinthians um dia? he he he)
Sobre o amistoso em si, não foi possível compreender por que o Parreira insiste em usar no 4-4-2 usando laterais que não jogam nesse esquema há anos. Ele tem todo o direito de implantar a sua filosofia de jogo, desde que utilize os jogadores adequados para isso. Cafu e Roberto Carlos já se esqueceram como atuam os laterais clássicos. Os dois estão muito mais para alas ofensivos, até porque é assim que jogam em seus clubes na Europa. Scolari a sensibilidade de adaptar o esquema e fez um 3-5-2 com o qual ganhou a Copa de 2002. Outro ponto negativo na seleção brasileira é a visível falta de motivação de algumas estrelas. Se Parreira quiser contar com esse grupo, vai ter de dar uma tremenda injeção de ânimo em vários jogadores. Pensando bem, uma tarefa desse tipo deve ficar a cargo de Zagallo. Eu ouvi muitos jornalistas dizendo que jovens promessas como Diego, Robinho, Carlos Alberto, Gil e Kléber deveriam figurar nas próximas listas. Conhecendo um pouco o estilo do nosso treinador, acho que essa expectativa será frustrada. Ele deverá continuar chamando os jogadores que atuam fora, como fez na Copa de 94. Naquela época, tinhamos uma geração promissora de jogadores atuando aqui, como Edmundo, Antonio Carlos, Palhinha e Roberto Carlos, entre outros. Porém, contrariando a muitos, Parreira preferiu chamar Branco, Dunga, Aldair, Taffarel, Bebeto e Romário, atuando em clubes do exterior. Sua aposta deu certo e levamos a taça. Pode ser que ele tenha mudado de opinião e chame os craques daqui, mas duvido muito. O próximo adversário deverá ser o México, em abril. Vamos ver se Parreira tem algum coelho na cartola ou se o torcerdor mais apaixonado continuará se aborrecendo.
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sábado, março 29, 2003
There's a portrait
In a back room,
Which I keep for days upon, which I relent
And gaze for hours on the muscle skin and bone of some
Imaginary friend.
So how about it?
Show me please how I will look in twenty years
And let me please,
Interpret history in every line and scar that's painted
There in front of me.
It doesn't matter what I'm thinking
What I tell myself to do
I'll end up calling.
I stay in to defrost the fridge
Now the kid has gone to bed
A feeling of dread.
At least when she's around the troubles there,
It's worse to wake up with her falling round the room.
Listen Johnny; you're like a mother
To the girl you've fallen for,
And you're still falling.
Listen Johnny;
You're like a mother to the girl you've fallen for,
And you're still falling,
And if they come tonight
You'll roll up tight and take whatever's coming to you next.
A banda escocesa Belle & Sebastian tem uma história interessante no Brasil. Ela se tornou conhecida por aqui através da Internet nas listas de discussões frequentadas pelo público indie. Alguém apareceu falando bem deles e a curiosidade das outras pessoas fez com que se inciasse um hype. Quando a imprensa se deu conta, o B&S já tinha uma quantidade razoável de fãs brasileiros. Fenômeno semelhante aconteceu com os Strokes recentemente: sucesso primeiro na Internet para poucos e depois uma certa, digamos, massificação.
Muita gente procura semelhanças entre o Belle & Sebastian com os Smiths. Talvez elas existam no conceito das capas dos CDs e nos títulos das canções, ficando apenas nisso. A sonoridade de ambas por diversas ocasiões acaba sendo bem diferente. Seria díficil ouvir no repertório do B&S algo pesado como "London".
"Slow Graffiti" é uma das músicas do Belle & Sebastian que eu mais gosto. Prestem atenção em seu arranjo. Incluida no ep "This Is Just A Modern Rock Song", de 1998, a canção parece ter sido composta para cinema. Ao ouvi-la, é impossível não ser remetido para as comédias românticas dos anos 40 e 50, estreladas por Cary Grant ou James Stweart. É o tipo da música que te faz ser deixado levar pela imaginação. Quem deseja resumir em uma palavra o trabalho do B&S pode usar o adjetivo delicadeza.
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sexta-feira, março 28, 2003
O repórter Marcos Uchôa, da Globo, conseguiu entrar no Iraque e já está trabalhando a todo vapor.
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O sempre atento Alexandre Inagaki respondeu a um questionamento que eu fiz sobre o paradeiro do jornalista Peter Arnett. Com os devidos agradecimentos, aqui vai:
"O Peter Arnett trabalha para a MSNBC, e é, por sinal, o único correspondente americano que ainda está trabalhando em Bagdá".
Não vi nenhuma referência a ele por parte dos jornal e nas tvs daqui. Por causa disso, achei que ele tinha ficado de fora dessa cobertura.
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Já escrevi aqui não faz muito tempo que na internet nada é perecível. Vou dar mais um exemplo disso. Há quase meio ano, publiquei no Observatório da Imprensa um artigo sobre blogs, listando alguns que eu achava legais na rede e ainda falando um pouco da aposta entre um blogueiro e um jornalista, ambos norte-americanos. Dave Wine, o blogueiro, acredita que em cinco anos o jornalismo praticado por blogueiros vai ser mais influente que um jornal como o New York Times. O jornalista Martin Nisenholtz, editor do NYT na internet, por outro lado, discorda. Pois é, para minha surpresa e alegria, descubro que esse texto foi reproduzido no site Pra Bom Entendedor, mantido por alunos da alunos de Comunicação Social da Universidade Federal da Paraíba. E o artigo continua vivo, mesmo depois de sua publicação original no OI. Desta vez, figura no site português Webjornalismo. Alías, a proposta deste site é interessante. Mantido pelo professor unviversitário João Canavilhas, a idéia é manter um grande banco de dados com textos sobre o jornalismo na internet de vários autores de diferentes nacionalidades. Indicado para quem se interessa pelo assunto webjornalismo.
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quinta-feira, março 27, 2003
Do ex-árbitro de futebol Oscar Roberto de Godóy ao iniciar mais uma edição do Cidade Alerta:
"O Cidade Alerta de hoje está ótimo, repleto de atrações. Tem bastante roubos, tiroteios, etc"
(fonte: o blog NeverMindTheBollogs)
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Essa eu juro que vi e ouvi. O Jornal do SBT desta quarta (e que foi reprisado na madrugada desta quinta) mostrou uma reportagem com um músico mineiro que é o autor de uma singela canção instrumental chamada..."Saddam Hussein". É verdade. Vinicíus Peçanha é o nome do herói. Ele diz que compôs (há vinte anos) uma melodia exótica que lembrava muito o clima do deserto e não teve dúvidas: usou o nome do líder iraquiano como título. Mas a lesação não pára aí. Peçanha teve a manha de encaminhar através da embaixada do Iraque no Brasil uma cópia da música ao próprio Saddam que, pelo jeito, gostou muito da homenagem. Mandou ao compositor, como retribuição à essa gentileza, um relógio de ouro avaliado em US$ 10 mil. Vinícius Peçanha manfestou o desejo de que sua canção seja agora um símbolo de paz. Numa rápida audição, dá para dizer que "Saddam Hussein" é uma mistura de new age com música árabe.
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4:11 AM
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Uma das boas supresas (sei lá se é possível dizer isso) que a mídia brasileira apresentou na cobertura do conflito EUA-Iraque veio da imprensa escrita. A Folha de S. Paulo conseguiu colocar o repórter Sergio Dávila em Bagdá. Em seus diários, publicados tanto no jornal impresso, como reproduzidos na Folha On Line, o jornalista vem fazendo um bom trabalho, trazendo ao leitor aquele algo mais que está além dos informes divulgados por cada protagonista dessa guerra imbecil. Eu só não entendo como a Folha, com todos os seus problemas estruturais, conseguiu colocar duas pessoas (além de Dávila, está lá o fotógrafo Juca Varella), enquanto a Globo, que possui muito mais recursos, deixou o Marcos Uchôa no Kuwait. A adimiração pela façanha da vibrante folha informativa aumenta ainda mais ao lembrarmos que Sérgio Dávila é correspondente em Nova York, enquanto Uchôa vive em Londres. Creio que seja menos custoso deslocar alguém da capital inglesa do que tirar alguém dos EUA para ir a mesma região.
Porém, Dávila talvez não fique sozinho por muito tempo. A Rede TV!, em parceiria com a agência de notícias Reuters, pretende colocar dois repórtes na zona de conflito: Thiago Gardinali e Tony Castro, os dois com uma vasta experiência na cobertura da violência urbana paulistana.
Sem a CNN, as emissoras brasileiras estão recorrendo as imagens da Al Jazzeira. A TV Cultura, que saiu na frente ao exibir as imagens da RTP, reduziu estranhamente o espaço dedicado a guerra. Notícias só mesmo em seus telejornais. Bandeirantes e Rede TV! continuam com programas dedicados ao dia-a-dia do que acontece no Iraque.
Para terminar, uma pergunta: onde andaria o jornalista Peter Arnett, estrela da CNN na Guerra do Golfo de 1991?
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terça-feira, março 25, 2003
Alguém aí lembra do Curitba Pop Festival, que prometia trazer atrações de grande porte como Strokes e Radiohead? Pois bem, o dito cujo acaba de sair do papel. A maioria das bandas que vão fazer parte do line up são da cena independente brasileira, com destaque para Valv, MQN, Grenade e Walverdes. Os únicos nomes de ponta nacionais são Otto e Nação Zumbi. A atração principal que vem do exterior é The Breeders, a banda das irmãs Deal (Kelly e Kim, esta ex-Pixies), que está voltando à ativa depois de um breve período de ausência. Outras atrações internacionais são Rubin Steiner e Stero Total.
O festival tem tudo para ser bacana, mas é claro que se esperava muito mais dele até porque se prometeu a vinda de bandas importantes. Aliás, esse é um capítulo à parte. Em novembro, a Folha de S. Paulo deu que a organização estaria "em negociações bem encaminhadas com bandas do primeiro time, como Strokes e White Stripes, e com duas das mais criativas e importantes do cenário independente, a americana Wilco e a escocesa Idlewild. Além dessas, outras 23 estão em fase de conversação, entre elas Radiohead, Foo Fighters, Hives e Vines (...)Se algumas das bandas pretendidas não desembarcar por aqui no ano que vem, será apenas por incompatibilidade de agenda". Dias depois, o blog Grapete, da jornalista Thais Aragão, ainda sobre o mesmo assunto, trouxe o seguinte depoimento atribuido a uma fonte: "A notícia repercutiu muito por aqui. Mais pelo lado negativo. Explico: todos os jornais de Curitiba ligaram para a Fundação Cultural pedindo mais detalhes do festival. Concluiu-se que o autor do texto do Folhateen viajou bonito na maionese. Não há negociações adiantadas com bandas de fora, nem nomes confirmados. Um dos representantes da Fundação fez um desmentido ao jornal Gazeta do Povo, publicado um dia depois da matéria no Folhateen. Ele alegou que as bandas citadas na matéria do Petillo estão numa lista de grupos cogitados, mas que ainda não foram contactadas. Sua escalação vai depender não só das agendas, mas também do grana que o Festival vai receber para ser realizado. Que ele vai acontecer, isso é quase certeza, na data prometida de 01 a 03 de março do ano que vem. Quem vai tocar? Sabe Deus". O que poderia ter acontecido? Um erro do repórter da Folha que apurou a informação em novembro ou alguém da organização que poderia (repito: poderia) ter agido de má fé, divulgando nomes que faziam parte de uma "carta de intenções" apenas para conseguir mais e melhores patrocínios?
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sábado, março 22, 2003
Now while the beat is slow
Here in your arms I sway
Now that the light is low
Theres something I want to say
I guess you've known it for a while
That I mean trouble
I only want to see you smile
And I burst this bubble
The hardest thing
Is to let go
When love is real
Like a flower
Loves a bee
But I know you're meant
To give yourself
To someone else
Not me
And I could carry on with you
Does that sound crazy?
I think you feel the same way too
And you can't face it
The hardest thing
Is to let go
But it's not defeat
When you set somebody free
And I know you're meant
To be yourself
With someone else
Not me
Can you let go?
Cause thats love thats real
Like a flower loves a bee
And you know you're meant
To give yourself
To someone else
Not me
Somebody else not me
Meant for somebody else
Not me
Estava eu tranquilamente assistindo ao Metrópolis, da TV Cultura, quando soube de uma notícia sensacional. O Duran Duran, segundo o programa, estará lançando um CD de inéditas no segundo semestre e com a formação original. O trabalho mais recente deles data do ano 2000 e se chama Pop Trash. E escolhi justamente uma letra deste CD para destacar aqui, "Someone Else Not Me", uma deliciosa baladaça que injustamente passou em brancas nuvens pelas rádios daqui.
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quinta-feira, março 20, 2003
Como não poderia deixar de ser, a banda Sedução fatal, a da peladona do BBB, conseguiu ter um espaço na mídia. Enquanto outras emissoras mostravam a terceira fase do ataque norte-americano ao Iraque, a Rede TV! exibia uma apresentação do grupo. Maria Elaine, a nudista, na verdade é uma suas dançarinas, ao lado de duas outras garotas. O som não tem nada de mais. É um pop baba ultra-manjado, com uma batida que lembra algumas baladas da dupla Claudinho e Buchecha. Enfim, se a atitude de Maria Elaine foi ousada, a banda, infelizmente, não apresenta nada de inovador.
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Uma rápida análise sobre a cobertura da tv brasileira dos primeiros ataques dos EUA ao Iraque:
-A Globo foi muito mal ao se ancorar apenas na imagem da agência Reuters que colocou uma câmera numa rua qualquer de Bagdá.
-Band e Record foram muito melhor ao usar imagens da CNN. A primeira foi mais ágil e também usou imagens da CNN Internacional e da tv árabe Al Jazzeira na espera dos ataques.
-Mas a Cultura foi a emissora que se saiu melhor ao exibir imagens da RTP, Rádio e TV de Portugal,que fez ótimas imagens do início do ataque áereo norte-americano e a resposta iraquiana. Os portugueses tem correspondentes fixados em Bagdá.
-O Roberto Cabrini, até onde pude ver, fez uma excelente ancoragem. Sóbria, discreta e informativa. Ana Paula Padrão, pela Globo, se mostrou um pouco perdida em alguns momentos. É um desperdício ver Willian Waack no estúdio ao seu lado. Ele tem uma larga experiência em coberturas desse tipo, uma delas justamente a Guerra do Golfo, e poderia estar no centro dos acontecimentos. Outro ponto negativo: a '"máquina" de jornalismo da Globo parece desacostumada a fazer transmissões ao vivo. Ana Paula Padrão por diversas vezes chamava reportagens que demoravam segundos para entrar no ar.
-Esse primeiro ataque, pelo que eu li, foi uma resposta a algum movimento militar iraquiano. Não significou, até o momento em que eu escrevo, uma ofensiva sistemática. Em um determinado momento da madrugada, Globo e Bandeirantes foram obrigadas a encher linguiça a espera de algum fato novo. A Record prosseguiu com sua programação normal.
-SBT, Gazeta e RedeTV! deram flashs esparsos sobre a guerra ao longo de suas programações.
-Algumas emissoras mostraram os preparativos de George W. Bush antes de fazer seu pronunciamento ao povo norte-americano. Deu até para ver o braço de alguém penteando seu cabelo. Uma imagem inusitada.
-A correspondente da Globo em Tel-Aviv, Tamara Schipper, é muito bonita. Poderiam ter dado um vídeo-fone para ela.
-Pelo pouco que eu ouvi no rádio de São Paulo, deu pra perceber que a Bandeirantes preferiu uma cobertura analítica, enquanto a Jovem Pan optou por informações secas do que estava acontecendo com a participação de um repórter instalado no Cairo, capital do Egito.
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quarta-feira, março 19, 2003
Esse paredão do BBB iria ser morno demais. Tava na cara que o Harry iria sair e a expectativa se confirmou. Mas eis que de repente, um acontecimento abala todas as estruturas do padrão global de qualidade: uma moça nua corre pelo palco, deixando Aberlardo Chacrinha Bial sem saber o que fazer a não ser chamar pela segurança. Logo ele, que já viveu momentos de risco cobrindo guerras pelo mundo.
Até que estava demorando para que alguém sem roupa aparecesse em público por aqui. Isso é uma tradição em países como EUA e Inglaterra. Essa semana mesmo o SBT exibiu um tape antigo do Oscar mostrando um peladão correndo em plena apresentação do ator David Niven, que iria anunciar um prêmio. Se não me engano, em 1997, na final do torneio de tênis de Winbledon, outra moça desnuda resolveu correr pela grama sagrada onde os tenisitas iriam bater...a sua bolinha em seguida.
Voltando a nudista do BBB, já tem gente criticando essa atitude. Eu diria que se trata de um bando de mal-humorados. Primeiro, porque a atitude dela foi bacana, quebrou o protocolo de um programa de tv que naquele momento estava sendo extremamente prevísível. E depois, porque sua atitude trouxa à tona um problema vivido por muitos artistas independentes: a falta de espaço para mostrar seu trabalho, pois sem uma grande estrutura por trás, não tem como pagar o famoso jabá.
A nudista, que se chama Maria Elaine, faz parte de uma banda chamada Sedução Fatal, e declarou que foi motivada pelo fato de levar muitos nãos na cara ao tentar divulgar seu trabalho em rádios FMs do Rio. Em vez de ficar reclamando pelos cantos, ela decidiu ir a luta. Esta certo que seu ato também teve um quê de exibicionismo, mas nesse caso aqui pode caber aquela máxima de que "os fins justificam os meios". Eu torço encarecidamente para que a Maria Elaine tenha mil convites para posar nua, que seu grupo se torne um sucesso estrondoso no futuro, mas que a partir de agora se inicie também um amplo debate sobre o jabá nas rádios.
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terça-feira, março 18, 2003
Duas informações importantes sobre o mercado editorial que estão circulando pela lista de discussão ScreamYell:
-A editora Abril vai voltar com a Bizz. Não mensalmente, como muita gente desejaria, mas com edições especiais temáticas, como acontece com Placar. A primeira será sobre os Beatles e para dar um brilho todo especial a esta edição, todo o material de arquivo da Abril será utilizado.
-A Usina do Som vai virar revista. Além de ser uma "streaming radio", existe uma parte editorial no site que traz críticas e reportagens.
As perspectivas são boas. Aguardemos os resultados.
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