Legião Urbana é destaque na nova edição da Laboratório Pop
Neste número:
Legião Urbana: Vinte anos depois, a LABORATÓRIO POP revela novas histórias sobre o complicado parto do primeiro disco da banda liderada por Renato Russo, um marco na história do rock nacional
Placebo: roqueiros brasileiros fazem perguntas para a banda inglesa que está chegando ao Brasil
Direto da Big Apple: Entrevistamos três bandas que dão o que falar em NYC: Scissor Sisters, Secret Machines e Brazilian Girls
Kaiser Chiefs: Saiba o que é a banda hype do mês na Inglaterra, chamada pela imprensa de lá de “Novo Franz Ferdinand”
Tango eletrônico: A mistura do tango portenho com as novas tendências da música eletrônica está criando um novo e ótimo som na capital argentina
Asfalto beat: Em Recife surge uma leva de bandas que não tem nada a ver com mangue, coco ou embolada. O negócio deles é rock´n roll e ponto.
Laboratório Crítico & Display: Os principais lançamentos de CDs e DVDs do mês analisados pela equipe de críticos da LABORATÓRIO POP
Promoção Laboratório Pop/Mada: Saiba como sua banda pode participar do mada 2005
A LABORATÓRIO POP é uma revista mensal dedicada a todas as tendências do pop/rock. Além de enfocar em suas reportagens, artigos e entrevistas os grandes nomes e eventos do pop/rock nacional e internacional, a Laboratório Pop cumpre também o papel de lançar luz sobre novos artistas que buscam seu lugar ao sol, cumprindo a função de ser um guia do que se produz de novo na área da música pop aqui e no exterior.
Outra característica marcante da LABORATÓRIO POP é o foco na produção musical em todo o Brasil e não apenas no eixo Rio/São Paulo. Para isso, além da redação carioca, a revista tem uma sede em Natal (RN), que monitora toda o cenário da música produzida no Norte/Nordeste.
A LABORATÓRIO POP é comandada pelo jornalista Mario Marques e pelo produtor cultural Jomardo Jomas e conta, além da equipe nas redações do Rio (dirigida por Marques e Dirley Fernandes), do Sul (Abonico Smith), São Paulo (Rodney Brocanelli e Luiz César Pimentel) e do Nordeste (pilotada por André Cananéa), com colaboradores em várias capitais do país e correspondentes em Londres, Nova York e Buenos Aires. Entre os colunistas, nomes como Antonio Carlos Miguel, Bruno Gouveia, Igor Fidalgo e Mauro Sta Cecília, entre outros. A tiragem é de 30 mil exemplares, espalhada por todo o Brasil.
sábado, abril 16, 2005
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domingo, abril 10, 2005
Rápidas:
-O caso Ruth lemos já cansou. Mas para quem não sabe, Ruth é a mais nova celebridade da Internet depois de que a fita com sua gafe rodou por toda parte, chegando ao programa Pänico na TV. Ela concedia uma entrevista externa transmitida ao vivo à Rede Globo de Pernambuco, porém acabou se atrapalhando com o ponto eletrônico, uma espécie de fone quase invisível através do qual ouviria perguntas do estúdio, supõe-se. Em face disso, a nutricionista empacou na palavra sanduíche (sanduíche-íche-íche...). A culpa foi de um troço chamado delay. Vou pegar emprestada a definição publicada no Diário de Pernambuco: "Falha que causa atraso no som da própria voz no ponto de retorno em seu ouvido - recurso utilizado para que o entrevistado possa ouvir os apresentadores, no estúdio". Quem faz ligações internacionais pelo telefone também sofre com esse atraso.
Como o brasileiro adora uma desgraça alheia, o tape veio parar na grande rede (sabe se lá como)e fez sucesso. Na entrevista que concedeu ao Diário de Pernambuco, Ruth Lemos, embora vítima de chacotas, não demonstrou grande mágoa com a dimensão que seu caso tomou.
Porém, se há um culpado, esta é a equipe que estava na mesa de corte do jornalístico Bom Dia Pernambuco. A partir do momento em que o diretor de tv percebeu (isso se ele não estava dormindo) que a entrevistada estava com problemas, sua obrigação era tirar o link do ar até que tudo se ajeitasse. Evitaria essa bola de neve.
-Há no ar uma suspeita de picaretagem jormnaística. A revista Isto É publicou recentemente uma entrevista com Woody Allen, na qual ele falou sobre seu filme mais recente, Melinda and Melinda. Osmar Freitas Jr., o repórter responsável, participou de um jantar promovido por Allen. Fez várias perguntas, e o cineasta respondeu. Ele não permitiu que fosse usado gravador, apenas que fossem tomadas notas. Depois de sua publicação, surge a bomba. Foram encontdadas semelhanças da entrevista publicada em Isto É com uma outra publicada em um site estrangeiro, o Suicide Girls. O blogueiro Rafael Parada deu o toque. Outro blogueiro, Gabriel Pillar, foi atrás de Freitas Jr. e conseguiu dele algumas explicações. Segundo ele, o diretor não daria duas explicações diferentes para uma mesma questão. Mas outros sites também trazem praticamente as mesmas declarações de Allen. Tudo indica que sua assessoria possa ter distribuído a entrevista de Allen a vários orgãos e Isto É a publicou como se fosse exclusiva. Veja um resumo completo aqui. É mias um daqueles casos em que se pode aplicar o comentário sinistro, muito sinistro.
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Rodney Brocanelli
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domingo, março 27, 2005
Uma das coisas que ando feito por aí é escrever para a revista eletrônica Bacana, do jornalista Abonico Ricardo Smith, radicado em Curitiba. Há uns dez anos, eu lia os textos dele na finada General. O tempo passou e hoje ele me chamou para participar do site dele. Estamos ficando velhos...he he he
Publiquei no Bacana dois textos, um, que está na edição mais atual, a 39, foi a entrevista com o também jornalista Guilherme Bryan, autor do livro-reportagem "Quem tem um sonho não dança", sobre a cultura pop dos anos 80.
Na minha estréia, ocorrida na edição 38, escrevi sobre o livro Fama e Anonimato, de Gay Talese, um dos inventores do new jouralism, e aproveitei para falar da onda de lançamentos de livros que tem o jornalismo como tema. Não percam.
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Rodney Brocanelli
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terça-feira, março 22, 2005
Surge mais um caso de fraude jornalística no Brasil. Desta vez, a picaretagem não ocorreu em nenhum grande veículo de comunicação. O site do Jornal Laboratório, mantido pelo curso de Comunicação Social da IESB, no qual os alunos publicam seus trabalhos, trouxe uma reportagem sobre um caso raro de infecção no cérebro, resultado de uma aplicação de piercing. A "paciente" estaria internada num hospital da rede Unimed
A aluna responsável pelo texto, após a enorme repercussão da história, assumiu posteriormente que todas as informações contidas nela são falsas, desde o caso em si, até os nomes dos médicos. Depois da revelação, a reportagem foi retirada do site. Em nota oficial, a Coordenação do Curso de Comunicação Social fala que estuda a adoção de medidas disciplinares.
O blog Onzenet publica na íntegra a falsa reportagem a seguir. O texto foi obtido numa lista de discussão sobre jornalismo.
Saúde
Piercing na língua causa infecção cerebral em brasiliense
Primeiro caso no Brasil de infecção no cérebro provocado por piercing de língua
é registrado no Distrito Federal
Por Michelle Dias Piloto
O primeiro caso de infecção no cérebro provocada por um piercing de língua foi
registrado no Distrito Federal em 25 de fevereiro. É o primeiro no Brasil e o
segundo no mundo, segundo o neurocirurgião Marcelo Freitas, do Hospital Unimed,
onde está internada a paciente de 23 anos. A equipe médica informou que a
infecção está sob controle, a paciente está consciente e continua em observação,
mas só terá alta na próxima sexta-feira, dia 11. A jovem sentia fortes dores
de cabeça desde que colocou o piercing, há dois anos, segundo sua mãe, Maria do
Carmo de Souza. Um desmaio foi o que a levou ao hospital, onde os médicos
detectaram a infecção. Bactérias típicas da boca chegaram à corrente sanguínea e
alcançaram o cérebro. A paciente teve que retirar o piercing, foi submetida a
cirurgia e ficou em coma induzido por quatro dias. "Foi o primeiro piercing que
minha filha põs, nunca pensei que o adereço pudesse causar um dano tão grande à
saúde", conta Maria do Carmo.
O dermatologista Edil Ramos, da equipe que atende a jovem, lembra que a língua e
os genitais são as piores escolhas de quem quer usar o adereço. O especialista
recebe queixas freqüentes de dentes deslocados pelo contato com a peça e gengivas irritadas. Por serem regiões úmidas e muito vascularizadas, são vulneráveis a infecções. Em sua opinião, o melhor local para colocar o piercing é o lóbulo da orelha.
"Segundo a dentista Lidiane Britto, os problemas mais comuns na língua são a
halitose, a periodontite, dentes quebrados, dificuldade de fala e lesões no
palato por atrito. Mas também existe a possibilidade de transmissão de viroses,
como hepatite e AIDS.
O câncer bucal está relacionado a muitos fatores, como o fumo e o álcool, entre
outros. "Para quem fuma, bebe e usa piercing, as chances de câncer aumentam",
adverte a odontologista.
Apesar de tantos riscos, a adesão ao piercing de língua cresce entre os jovens.
Em São Paulo, uma lei estadual (lei nº 9.828/1997) proíbe a perfuração em
menores de idade mesmo com a autorização dos pais. Em Brasília, não há
regulamentação sobre o assunto. Para a adolescente Larissa Guedes, de 17 anos,
foi a melhor experiência de sua vida. A mãe foi com ela e as duas colocaram
piercing no umbigo. Ao contrário de Larissa, Débora Fontes, de 22 anos, foi
expulsa de casa por colocar cinco piercings.
A psicanalista Caroline Macedo relata que há casos em que adolescentes colocam
as peças para chamar a atenção dos adultos. Outros adeptos vivem um processo de
erotização da dor semelhante ao experimentado pelos sadomasoquistas. "A dor é
grande, mas para eles o prazer da perfuração é quase sexual", diz. Essa teoria
não explica a massificação do uso do piercing que, segundo a psicanalista, faz
parte de um conjunto de tendências estéticas que envolvem a manipulação do corpo
em busca da beleza, como é o caso das lipoaspirações e das próteses de silicone.
(publicado em 04/03/2005)
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sábado, março 19, 2005
LABORATÓRIO POP DE VOLTA ÀS BANCAS COM O FILHO DO STING
Assim como o pai, ele adora corais búlgaros. E está na capa da terceira
edição da LABORATÓRIO POP, que está nas bancas. O pai em questão é Gordon
Sumner, gênio da música pop mais conhecido pela alcunha de Sting. O filho
pouca gente conhece, mas, seguindo sua ousada linha editorial e razão de
existir, a LABORATÓRIO POP o apresenta aos leitores brasileiros. Trata-se de
Joe Sumner, vocalista e guitarrista da ótima banda Fiction Plane, que
concedeu entrevista exclusiva e bem-humorada ao editor Mario Marques. A
melhor notícia: o avião do filho do Sting estará aportando em maio no
Brasil, mais especificamente em Natal, onde a banda será uma das principais
atrações do festival Mada, evento parceiro da publicação.
A LABORATÓRIO POP, lançada no final de 2003 em edição virtual
(www.laboratoriopop.com.br) e em junho de 2004 em edição impressa, recomeça
2005 com sua terceira edição. O desafio é manter a periodicidade mensal e
conservar a linha editorial que privilegia os novos nomes da música pop,
nacionais e internacionais. Tendo à frente da edição o jornalista Mario
Marques e o produtor cultural Jomardo Jomas, a revista e o site contam ainda
com um time de colaboradores que inclui os nomes de Antônio Carlos Miguel,
Luiz Cesar Pimentel, Bruno Gouveia, Dirley Fernandes e Mauro Sta Cecilia,
entre outros.
Além da matéria de capa, a LABORATÓRIO POP 3 conta ainda com uma reportagem
especial com os dez artistas mais chatos do pop nacional em 2004, eleitos
numa enquete que inclui depoimentos de dezenas de jornalistas
especializados, e-mails de leitores para o site e posts enviados para a
movimentada comunidade da LABORATÓRIO POP no Orkut. O campeão absoluto na
lembrança de jornalistas e leitores foi Humberto Gessinger, dos Engenheiros
do Hawaii, talvez como uma homenagem aos seus 20 anos de carreira. Nas
seções Laboratório Crítico e Display, mais de 50 lançamentos, entre CDs e
DVDs, são resenhados pelo time de críticos da revista. Entre e ouça.
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Tem nego que escreve artigo de jornal falando mal do Orkut só porque as sacanagens que ele fez viraram tema de tópicos em algumsas comunidades...que coisa, não?
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sexta-feira, março 18, 2005
Hunters falsos surgem no Brasil
ÁLVARO PEREIRA JÚNIOR
Em preparação a uma reportagem que fiz para a TV sobre o escritor americano Hunter S. Thompson, que se suicidou há três semanas, voltei a mergulhar no universo alucinado da figura. Reli livros, viajei numa excelente coletânea de cartas ("The Proud Highway"), peguei de novo duas biografias ("The Strange and Terrible Saga of Hunter S. Thompson", de Paul Perry, e "Hunter", de E. Jean Carroll). E, é claro, naveguei pela internet, onde acabei descobrindo muitos brasileiros "influenciados" por HST.
Essa suposta influência é, por um lado, positiva e não chega a ser incomum (nos países de língua inglesa, todo jornalista com aspirações literárias se abastece de idéias do arsenal de Hunter, assim como a geração de Hunter se espelhou em Ernest Hemingway, que também se suicidou com 60 e alguns anos).
Mas, voltando aos brasileiros, nessa pesquisa pela internet, fiquei sabendo que, até pouco tempo atrás, só um livro de Hunter tinha saído aqui: "Fear and Loathing in Las Vegas", com o nome de "Las Vegas na Cabeça". Já era difícil achar na época (anos 80), hoje nem se fala. Agora, a Conrad publica também "A Grande Caçada aos Tubarões" e "Hell's Angels, Medo e Delírio sobre Duas Rodas".
Com pouca coisa em português, será que Hunter pode mesmo ser tão influente no Brasil? Numa primeira impressão, sim. Afinal, existem até sites brasileiros de jornalismo gonzo (o estilo doidão de reportagem, inventado por HST). Mas um olhar um pouco mais atento escancara a farsa. Não quero dar nomes nem massacrar a carreira de ninguém -acredito sinceramente que, com o tempo, alguns desses gonzos brasileiros podem manifestar algum talento.
Mas o que vi na internet -blogs pessoais, contos, histórias curtas, trechos de romances já publicados (!!)- é apavorante. Textos primários, toscos, de gente cujo problema não é só nunca ter lido Hunter S. Thompon. É nunca ter lido nada, ponto final.
Em 1993, século passado, escrevi um longo texto sobre HST para a hoje extinta revista "General". A "General" foi para o jornalismo cultural brasileiro o que o Velvet Underground foi para o rock americano. Pouca gente leu, mas quem leu tomou uma atitude e se virou na vida.
Deve ser pretensão minha, mas realmente tenho a impressão de que esses gonzos brasileiros viram só a "General", aprenderam que Hunter era um bêbado e drogado e decidiram seguir a linha.
Só esqueceram uma coisa: com a mesma voracidade com que bebia e se drogava, Hunter lia.
E lia tanto e tão desesperadamente que chegou a redatilografar livros inteiros de seu ídolos, Ernest Hemingway e F. Scott Fitzgerald, só para reproduzir a sensação de escrever tão bem.
Nossos medíocres gonzos locais ainda têm de aprender essa lição. Quem não leu nada não pode escrever bem. Não se faz literatura de orelhada.
O artigo acima foi o segundo escrito por Álvaro Pereira Jr. a repeito de Hunter S. Thompon depois do anúnicio da morte do gonzo-jornalista. Não vou me ater à opinião de Álvaro, até porque opinião é opinião. Ponto. O que pegou foi uma informação que está no primeiro parágrafo do texto. Ele "descobriu" a influência exercida por HST em muitos jornalistas brasileiros. E pelo jeito, essa descoberta ocorreu totalmente por acaso. Se HST continuasse vivo, Álvaro talvez nem se desse conta desse fato.
O que seria pior: fazer literatura de orelhada, como diz Álvaro para alfinetar os gonzos brazucas, ou se mostrar alheio ao que acontece em seu próprio metier (o jornalismo)?
As primeiras linhas do texto aí de cima são a demonstração clara de vários defeitos comuns aos jornalistas em geral: achar que já se sabe de tudo; se importar apenas com o próprio umbigo; se esquecer que existe um mundo lá fora; não sujar os sapatos (para citar outro jornalista-literato que é Gay Talese), seja no sentido real ou figurativo.
Sobre a matéria no Fantástico a respeito do tempo em que HST viveu no Brasil, pode-se dizer que ela decepcionou e isso não é uma novidade. Uma das histórias mais importantes de HST no Brasil ficou de fora, que foi sua prisão. O próprio Álvaro a contou no texto da General: ele estava praticando tiro ao alvo em um local proíbido por aqui. Foi parar numa delegacia e estava quase se safando, após passar uma tremenda sabonetada no delegado. Porém, ao apoiar o pé numa mesa, várias balas que estavam em seu bolso cairam ao chão. Um tremendo mico. O Fantástico não trouxe isso.
Decepção semelhante ocorreu quando Álvaro fez uma reportagem para o mesmo programa a respeito da passagem de Kurt Cobain pelo Brasil. Histórias interessantes, daquelas que dão um molho bacana, como a entrevista que o cantor deu a um grupo de fanizeiros brasileiros, entre os quais estava, Rodrigo Lairú (comandante do selo midsummer madness), ficou de fora.
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quinta-feira, março 17, 2005
Aviso do chapa Gilberto Custódio Jr.
Camaradas,
Quinta-feira, dia 17/03, será lançado o fanzine Esquizofrenia # 16. A festa vai
ser no Milo Garage, a partir das 22:00 hs. Vou discotecar no dia, naquele
esquema padrão de qualidade Generics e a banda Antebraço vai tocar ao vivo (uma
das melhores da cidade).
O zine tem 40 páginas e será vendido no local, na barraquinha da Peligro. O
conteúdo é imenso, não dá pra citar aqui, mas Esquizofrenia é para quem curte
literatura maldita e transgressora, música underground e doideiras em geral.
Sábado vou fazer o lançamento no Atari. O zine estará sendo vendido no caixa. A
banda Pic-Nic (RJ) vai tocar ao vivo e eu vou discotecar no começo da noite.
Milo Garage: Rua Minas Gerais, 203
Atari Club: Al. Lorena, 2155
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sábado, fevereiro 26, 2005
A primeira vez em que soube da existência de Hunter S. Thompson foi através de uma edição da finada revista General. O ano deveria ser 1993 ou 1994, não tenho certeza. Sei que a matéria de capa trazia uma entrevista com Jorge Ben Jor, que tinha ressucitado para as paradas de sucesso ao gravar "W/Brasil". Sei também que não tenho mais essa revista. Lembro de que o texto era assinado pelo Álvaro Pereira Jr, explicava o que seria esse tal de jornalismo gonzo e contava casos pitorescos de sua vida, como o dia em que ele foi preso no Brasil de uma forma estúpida. Ele estava praticando tiro ao alvo em local proíbido e chamaram a polícia. Na delegacia, ele deu uma verdadeira sabonetada no delegado de plantão e quase ia se safar dessa. Porém, ele cometeu a besteira de colocar o pé na mesa e daí várias balas que ele carregava no bolso cairam no chão.
Outro episódio descrito por Álvaro ocorreu numa ocasião em que Thompson estava cobrindo a America's Cup, uma das competições de vela mais tradicionais do país. Desta vez, ele não estava sozinho e trazia consigo o ilutrador Ralph Steadman. Thompson convidou o artista gráfico a tomar uma de suas anfetaminas. A experiência não deu certo para Steadman que simplesmente pirou.
A leitura desse artigo de Álvaro sobre HST (a letra S é a abreviação para o sobrenome Stockton) foi para mim uma grande descoberta. A mesma sensação que tive ao ler numa revista Imprensa, em 1988, um perfil de Gay Talese e uma tradução de "Como Não Entrevistar Frank Sinatra", que está no livro "Fama e Anonimanto".
O tempo passou e verifico que HST tem muitos admiradores no Brasil e o estilo que ele impôs serviu como fonte de inspíração para muita gente. E a Internet se transforou num um veículo ideal para a divulgação de textos escritos à moda gonzo. Uma das expoentes do gonzo tupiniquim é a jornalista Cecília Gianetti, que mantém ativo o blog http://escreveescreve.blogger.com.br.
Dois dos livros de Hunter Thompson acabaram lançados no Brasil, ao apagar das luzes de 2004: "Hell's Angels" e "A Grande Caçada aos Tubarões" e que certamante serão bastante procurados nas nossas livrarias depois da notícia de sua morte, tal como vem acontendo nos Estados Unidos.
HST é mais um caso em que a sua personalidade é muito mais interessante que a obra deixada. Embora o resultado de seu trabalho seja irregular, ele representa um senso de liberdade, sonho de qualquer jornalista. Quem personificou isso num dado momento da história do jornalismo brasileiro foi Paulo Francis em seus últimos anos de vida, em Nova York.
Francis foi a principal influência de uma geração de jornalistas formada nos anos 80. Não deixa de ser curioso notar que hoje quem faz a cabeça de uma certa moçada nesta década seja Hunter Thompson. Deve ser porque ele, antes de tudo era um repórter e vivia intensamente para escrever depois. O contrário de Francis, que deixou de ser repórter para virar um cronista dos tempos, como bem definiu Caio Túlio Costa. Mas o aprofundamento da comparação destas duas siglas, PF e HST, pode ser melhor explorado por outras pessoas.
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quarta-feira, fevereiro 16, 2005
Leia no Observatório da Imprensa:
RÁDIO PIRATA
Projeto pode ajudar em vez de atrapalhar
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2:12 AM
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terça-feira, fevereiro 08, 2005
Numa das últimas colunas no Papo de Bola, a respeito da trapaça da água no jogo entre Argentina e Brasil, citei a caixa preta das Copas do Mundo. Na verdade, tratam-se de fatos e circunstâncias que nunca ficaram bem esclarecidas aos olhos da multidão de torcedores e que tiveram interferência decisiva nos resultados.
Saiba quais são no link:
A caixa preta das Copas do Mundo
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6:32 PM
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sábado, fevereiro 05, 2005
Leia no site Laboratório Pop
Nas ondas da Internet
Rádio Base começou como blog - o primeiro do Brasil sobre rádio - e hoje éum dos maiores portais sobre o assunto.
Em entrevista exclusiva ao Laboratório Pop, seu editor, Marcos Ribeiro,fala mais sobre o atual panorama das FMs.
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segunda-feira, janeiro 31, 2005
Tive a honra de participar da votação de melhores do ano organizada pelo site Scream and Yell. O colégio eleitoral teve 71 votantes. Os grandes vencedores foram Morrissey e o site Orkut. Veja o resultado completo aqui. Os meus votos estão aqui. Deixo público meu agradecimento ao Marcelo Costa pelo convite.
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sexta-feira, janeiro 21, 2005
Vou inaugurar uma nova série por aqui. O título é "Cenas que eu gostaria de ter presenciado". Começo com esta aqui:
Em fevereiro, durante o festival Cidade Live in Concert, o ainda quarteto tocou pouco antes de Leo Jaime. O ex-miquinho chamou o Kid Abelha para cantar "Fórmula do Amor", que haviam gravado em parceria. Anunciou todo o grupo, menos Leoni. "Senti que Leo tomou o partido da banda e que Paula aproveitou para forçar a mão para que eu saísse logo então", confessa o baixista, após anos de terapia. Nos bastidores, enfurecido, Leoni foi tirar satisfações com Paula; Leo tentou apartar a confusão; Herbert Vianna saiu para defender a namorada; e a esposa de Leoni na época, a modelo Fabiana Kherlakian, também entrou no pastelão. Paula desferiu uma pandeirada no rosto do ex-namorado, que, no dia seguinte, saiu em peregrinação pelas redações da cidade exibindo seu pequeno hematoma.
Do livro "Dias de Luta", de Ricardo Alexandre, Editora DBA. Página 269
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quinta-feira, janeiro 20, 2005
Os meus primeiros textos do ano já estão no ar. O Observatório da Imprensa publica uma entrevista com Guilherme Bryan, autor do livro-reportagem "Quem tem um sonho não dança", que aborda a cultura jovem brasileira dos anos 80. Já o Laboratório Pop traz um texto meu sobre o Otites, blog português de estudantes de agronomia que escrevem sobre música. É a velha história: casa de ferreiro, espeto de pau. Confiram.
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domingo, janeiro 16, 2005
Domingão é um belo dia para obras aqui no blog. Aproveitei para atualizar o "Também escrevo aqui", que é meu portifólio virtual, com os links dos textos para os sites nos quais eu escrevo. Foi trabalhoso, mas agora está tudo nos trinques.
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E o jornalismo de internet passa a perna mais uma vez no jornalismo tradicional. O meu grande chapa Alexandre Sigrist entrevistou Juju Stulbach, exclusivo para o zine 3am. Ah, você não sabe quem é Juju Stulbach? Tudo bem. Caso nada dê errado, seu nome e o da banda da qual ela é vocalista, The Mosquitos, serão bastante comentados neste 2005. Confiram.
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sábado, janeiro 15, 2005
Here I stand head in hand
Turn my face to the wall
If she’s gone I can’t go on
Feelin’ two-foot small
Everywhere people stare
Each and every day
I can see them laugh at me
And I hear them say
Hey you’ve got to hide your love away
Hey you’ve got to hide your love away
How could I even try
I can never win
Hearing them, seeing them
In the state I’m in
How could she say to me
Love will find a way
Gather round all you clowns
Let me hear you say
Hey you’ve got to hide your love away
Hey you’ve got to hide your love away
Confesso que sou um admirador tardio dos Beatles. Quando começei a ouvir música de verdade, isso entre 1983 e 1985, não gostava muito deles. Não gostava é muito forte de se dizer. Diria que a obra deles não me chamava a atenção. Naquela época eu estava mais interessado nas principais bandas daquela segunda metade dos 80, como Smiths e The Cure.
Começei a gostar de Beatles mesmo a partir de um especial exibido na Bandeirantes sobre a produção do "Sgt. Peppers". Acho que era o final de 1992. A tv por cabo ainda estava engatinhando e esse tipo de documentário ainda tinha espaço na tv aberta. Nunca me esqueço de uma das cenas. O produtor George Martin em frente a uma mesa de som explicando como foi gravada "A Day In The Life". A medida em que a voz de John saia das caixas, ele se emocionava. Bem, talvez por caus disso, "Sgt. Peppers" foi um dos primeiros CDs que comprei. Era a minha inserção (ainda que tardia) na Beatlemania...he he he
Todo esse papo furado introdutório só para falar da letra aí de cima, "You Got a Hide Your Love Away".
Ela não faz parte de "Sgt. Peppers", é bem anterior, do álbum "Help!". Talvez seja a influência mais nítida do trabalho de Bob Dylan nas letras dos Beatles. Mesmo bela, ela é cercada de polêmica. John Lennon teria ou não a composto pensando em Brian Epstien, então empresário da banda? Epstein era homossexual. Há quem diga que ele e Lennon tiveram um caso, mas é algo que não se tem provas.
Em se confirmando essa história de bastidores, deve-se dizer que Lennon fez uma canção universal, não se limitando apenas a um gueto. Não são apenas os homossexuais que tem de esconder seus amores. Heteros também. Qualquer pessoa, independente da sua orientação sexual, em determinado momento da vida, teve de engolir seus sentimentos, teve de amar sem poder dizer a todos que ama devido a uma determinada circusntância.
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quinta-feira, janeiro 06, 2005
Momento "desencanto total com a humanidade"
People Ain't No Good
by Nick Cave
People just ain't no good
I think that's welll understood
You can see it everywhere you look
People just ain't no good
We were married under cherry trees
Under blossom we made pour vows
All the blossoms come sailing down
Through the streets and through the playgrounds
The sun would stream on the sheets
Awoken by the morning bird
We'd buy the Sunday newspapers
And never read a single word
People they ain't no good
People they ain't no good
People they ain't no good
Seasons came, Seasons went
The winter stripped the blossoms bare
A different tree now lines the streets
Shaking its fists in the air
The winter slammed us like a fist
The windows rattling in the gales
To which she drew the curtains
Made out of her wedding veils
People they ain't no good
People they ain't no good
People they ain't no good at all
To our love send a dozen white lilies
To our love send a coffin of wood
To our love let aal the pink-eyed pigeons coo
That people they just ain't no good
To our love send back all the letters
To our love a valentine of blood
To our love let all the jilted lovers cry
That people they just ain't no good
It ain't that in their hearts they're bad
They can comfort you, some even try
They nurse you when you're ill of health
They bury you when you go and die
It ain't that in their hearts they're bad
They'd stick by you if they could
But that's just bullshit
People just ain't no good
People they ain't no good
People they ain't no good
People they ain't no good
People they ain't no good at all
Essa música de Nick Cave faz parte do cd "The Boatman´s Call". E ele tem razão, as pessoas não prestam.
Ouça essa singela canção "aqui". Faça o cadastro no site antes, ok?
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Rodney Brocanelli
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