Alô pessoal da Folha On Line. Será que dá para vocês decidirem se Escuta Aqui, assinada pelo Álvaro Pereira Jr, vai entrar no canal Ilustrada com periodicidade definida? Esse negócio de ficar colocando a coluna segunda sim, segunda não aborrece um pouco.
segunda-feira, março 17, 2003
Está no ar mais um texto meu para a seção Coluna Vertebral, do site da Rádio Brasil 2000 FM (SP). Neste mês, resolvi fazer um perfil (quase) biográfico do radialista John Peel, dono de um espaço dos mais prestigiados na Radio 1, da BBC. Em mais de quarenta anos de atividade, Peel divulgou todas as tendências do rock inglês. Poucos sabem que ele já tocou bandas brasileiras em seus programas. Eu abordo isso e muito mais no artigo que pode ser lido aqui.
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Rodney Brocanelli
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sábado, março 15, 2003
i know a girl who thinks of ghosts
she'll make ya breakfast
she'll make ya toast
she don't use butter
she don't use cheese
she don't use jelly
or any of these
she uses vaseline
vaseline
vaseline
i know a guy who goes to shows
when he's at home and he blows his nose
he don't use tissues or his sleeve
he don't use napkins or any of these
he uses magazines
magazines
magazines
magazines
magazines
i know a girl who reminds me of cher
(reminds me of cher)
she's always changing
(she's always changing)
the color of her hair
(color of her hair)
she don't use nothing
that ya buy at the store
she likes her hair to be real orange
she uses tangerines
tangerines
tangerines
tangerines
tangerines
tangerines
Essa letra é "She Don't Use Jelly", do The Flaming Lips. É um crássico, como diria João Gordo, mas a versão definitiva dessa música foi gravada pelo Drugstore, da brasileira Isabel Monteiro. De todas as bizarrices descritas, eu curto mais a da menina que passa vaselina no pão em vez de geléia.
Porém, as esquisitices da banda não se resumem apenas as suas letras. O CD quádruplo Zaireeka é um bom exemplo. Para que o ouvinte possa desfrutar das músicas, os CD devem ser rodados ao mesmo tempo, embora o próprio mentor da banda e seu principal compostor, Wayne Coyne, tenha declarado em entrevistas que coloca para tocar apenas dois. Coisa de maluco, pensariam alguns, ou arte de vanguarda levada às últimas consequencias, diriam outros. Escolha uma das alternativas, mas não deixe de ficar imune ao trabalho destes reis do rock alternativo.
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sexta-feira, março 14, 2003
Os e-zines têm e sempre terão divulgação garantida aqui no blog Onzenet. Penso neste século XXI eles desempenham o mesmo papel dos orgãos da chamada imprensa alternativa (ou nanica) na década de 70, guardadas, é claro, as devidas proporções.
Esse nariz-de-cera do parágrafo acima é para anunciar que está no ar a sétima edição do Canal B, do meu amigo e ex-colega de faculdade Felipe Zangrandi. A sua estrutura é interessante e difere de outros e-zines brasileiros que eu conheço. Os textos estão divididos e organizados por décadas, independente do tema. Com isso, o cardápio deste número ficou assim: CANAL 60 - Trash Movie com Zé do Caixão - Lipa; CANAL 70 - Richard H. e sua geração vazia - Lipa; CANAL 80 - O Punk paulistano - Giuliano Guim ; CANAL 90 - Nem só de rock melancólico vive a Inglaterra - Gregor Izidro; CANAL 00 - Entrevista com os Irmãos Rocha!
Outros atrativos do Canal B são os discos comentados: "Blank Generation" de Richard Hell, "Ningúem aqui é pai de Zeus" do Chinelo de couro crú e o volume 1 da coletânea garagesca Back from the grave, e uma seção de poesias, com destaque para Jack Kerouac. Passe por lá.
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O solerte Ludwig de Las Nieves, o homem do 3am avisa que a Central Globo de Comunicação se manfestou sobre o artigo de Kike Costa, do UOL, sobre os problemas de credibilidade do Big Brother Brasil (leia aqui). Assinada pelo jornalista Luis Erlanger, a missiva traz ao menos uma proposta interessante: o Datafolha estaria autorizado a auditar os resultados dos votos computados para a eliminação de participantes.Será que o instituto toparia?
O texto, muito bem educado por sinal, diz que os 14 participantes "são anônimos, sim", mas não explica, por exemplo, o fato de Sabrina ter integrado o corpo de baile do Faustão e de fazer ponta numa novela da própria Globo, além de outros casos que já foram exaustivamente divulgados.
Pelo menos, a CGC não varreu as críticas para baixo do tapete e procurou responder ponto por ponto. Se foi convincente ou não, é questão para cada um julgar.
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12:55 AM
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quarta-feira, março 12, 2003
Até que enfim alguém resolveu meter a boca nessa questão da falta de confiablidade nas votações do Big Brother Brasil. O Kike Costa foi muito bem em seu artigo no UOL. Essas desconfianças, cabe dizier, não são relacionadas apenas a esta terceira edição do reality show. Na primeira edição, algumas coisas estranhas aconteceram, como o site sair do ar bem no meio do programa no dia da definição do eliminado da vez, isso depois do Pedro Bial anunciar que a eleição estava apertada. Pode ser que tenha ocorrido uma sobrecarga do servidor, é verdade, mas não deixa de ser estranho. Em outra ocasião, também num dia em que alguém ia sair da casa, aqueles números de digitação obrigatória para validar o voto simplesmente sumiram. Essas e outras coisas dão margem a especulações sobre o que acontece nos bastidores. Na eleição da semana anterior, entre o Emílio (o queridinho da Flávia Durante..he he he) e a Vivi, ele saiu e a moça ficou. Isso siginfica que no colégio eleitoral, se é que pode ser chamado assim, a predominância é masculina. Pela lógica, nessa semana, quem deveria sair era o Dhomini, com a Sabrina permanecendo na disputa. Enfim, falta transparência ao BBB. Tá certo que é apenas um programa de televisão, mas não custa nada deixar tudo em pratos limpos.
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7:17 PM
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A Folha publica hoje uma entrevista com Miro Teixeira, atual ministro das Comunicações. O tema é rádio comunitária. Sobre a recente onda de apreensões, ele disse: "Já pedi às entidades que identificassem alguma ação da Anatel [Agência Nacional de Telecomunicações, responsável pela fiscalização] não amparada por decisão judicial. Ainda não recebi. Quando receber uma, terei como agir, porque estaremos diante de uma violência denunciável. Mas se houver liminar para a Polícia Federal lacrar o transmissor [da comunitária], não tenho como agir. Não tenho como pedir para ministro da Justiça dizer à PF para não cumprir ordem judicial". Com todo respeito, mas Teixeira afirmou o óbvio, tentando adequar seu o discurso para não desagradar as entidades que defendem as rádios comunitárias e até mesmo setores do PT e do governo que as defendem. O ministro poderia ter explicado sobre a eficiência com que algumas emissoras são fechadas e outras não, como a Planeta 90, do sr. Francisco Silva. O restante das declarações de Teixeira são promessas que somente se cumprirão com o tempo. "Vou fortalecer as rádios comunitárias", ele disse, mas é uma tarefa árdua que provavelmente será bombardeada pelas Abert e Aesps da vida. Uma boa queda de braço a ser observada.
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3:15 PM
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O ministério da Saúde e o blog Onzenet advertem: as fotos da Josiane (ex-BBB) pelada podem causar danos à saúde, como o crescimento de cabelos na mão, por exemplo.
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1:34 AM
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segunda-feira, março 10, 2003
A direção da Rádio Brasil 2000 se pronuniciou oficialmente no Painel do Leitor da Folha de S. Paulo sobre os rumores de um possível arrendamento de sua frequência pela Rádio Bandeirantes AM:
"Quanto ao teor da reportagem "Os bastidores da crise na Brasil 2000" (Ilustrada, pág. E2, 5/3), gostaria de esclarecer que não existe a possibilidade de arrendamento da rádio Brasil 2000. É lamentável que esse esclarecimento precise ser feito por meio do "Painel do Leitor", uma vez que, na sexta-feira passada (28/2), a Brasil 2000 foi procurada pela repórter da Folha e já naquela ocasião deixou claro que as informações não passavam de boato. Fico, portanto, perplexo com o destaque dado por esse jornal a informações sem nenhum fundo de verdade, negadas por ambas as emissoras envolvidas e descritas de maneira, no mínimo, curiosa pela reportagem como uma "história que circula nos bastidores das duas rádios com detalhes impressionantes". Esse tipo de conduta é um desserviço ao leitor da Folha."
Gabriel Mário Rodrigues , diretor-presidente da rádio Brasil 2000 (São Paulo, SP)
A negociação com a Bandeirantes pode até nem ter acontecido. No entanto, o restante do texto assinado por Laura Mattos não foi contestado, então, de forma oficial, foi assumida a crise na emissora. O sr. Gabriel Mário Rodrigues poderia informar na sua missiva quais seriam as providências tomadas para que essa situação não perdure por muito tempo. Ouvintes e profissionais de rádio querem uma Brasil 2000 forte e, de preferência, rockeira (com qualidade, de preferência).
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Nota quente do site Letradas
Garagem vai para a Transamérica FM
Há quatro meses fora do ar, o Garagem, que era transmitido pela rádio Brasil 2000, está muito perto de voltar ao dial paulistano. De acordo com Paulo Cesar Martins, o Paulão -que apresentava o programa junto com André Barcinski e Álvaro Pereira Jr-, diz que há possibilidade do Garagem passar a ser transmitido pela Transamérica FM. "O pessoal da rádio (Transamárica) exige investimento para transmitir o programa", afirmou Paulão, no sábado, 08/03, quando se preparava para tocar seu set list no DJ Club. "Estamos buscando patrocinadores, acredito que mais dois meses serão necessários para que o programa volte ao ar." Agora, é só torcer.
Ponto positivo:
-O programa poderá ser transmitido em rede nacional
Pontos negativos:
-A exigência de patrocínadores. A instabilidade do mercado publicitário pode ser uma ameaça a sobrevivência do Garagem na Transamérica.
-Essa volta tinha de acontecer numa emissora cujo perfil não tem nada a ver com o programa?
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12:18 AM
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domingo, março 09, 2003
Bem, eu não consigo resolver o problema dos arquivos aí do lado. Faltam vários meses. Portanto, quem se interessar em acompanhar os posts a partir de setembro pode fazê-lo atráves dos links que eu deixo aqui: outubro, novembro, dezembro e janeiro.
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Vou colocar mais uma vez um recadinho que eu postei aqui no dia 12 de maio passado:
Enfim, não sei se esse blog têm leitores fiéis, daqueles que passam por aqui com uma certa frequência, mas aconselho a esses a darem uma relida nos posts, caso tenham um tempinho. Sempre pode pintar alguma novidade.
É bom reiterar isso, pois eu dou uma mexida para corrigir certos problemas em alguns textos, como redundâncias, repetições de palavras, excesso dos pronomes "eu", "ele", e outras coisinhas mais...
Nunca é demais repetir: por mais que eu revise os posts quando eu termino de escrever, sempre passa batido alguma cagada.
Se alguém aí quiser dar uma de revisor, pode ficar à vontade.
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sábado, março 08, 2003
Noite alta, céu risonho
Como quando Você fala durante
o sono
Meu pai aponta na árvore o
fruto estranho
O amor universal
Grandes ilusões
Você não morre mais tão cedo
De tanto que eu circunavego
o seu nome
A meia-lua de bandeira turca
O metrô
Grandes ilusões
O filho do filho do filho
do homem
Um tempo pra nós
Grandes ilusões
A quietude é quase um sonho
Outra letra do Fellini: "Grandes Ilusões. Outra de "Amor Louco". Desculpem a insistência, mas esse CD tem rodado com muita frequencia no meu disc-man. Não enjoei e nem vou enjoar, pois a cada audição há sempre um detalhe novo a ser desfrutado.
Na semana passada, eu falei do álbum, agora quero me deter um pouco mais na letra. Há muito tempo neste blog eu venho tecendo elogios rasgados a musicalidade da banda. Porém, ela não serviria de nada sem a poesia de Cadão Volpato. Seu estilo de escrever é totalmente peculiar no rock nacional, creio. Ele não é um contador de histórias como o Renato Russo de "Eduardo e Mônica" e "Faroeste Caboclo". Também não é um desesperado cronista do cotidiano como Cazuza em "Brasil". O grande charme dos textos de Cadão é o de criar imagens aparentemente sem qualquer tipo de conexão em seus versos para que cada ouvinte tire a sua própria conclusão, a sua própria mensagem. "Grandes Ilusões" talvez seja a melhor representação disso. Há uma citação a um clássico da antiga MPB (noite alta/céu risonho) e pelo menos dois versos brilhantes: "Você não morre mais tão cedo/De tanto que eu circunavego/o seu nome" (seria uma declaração de amor?) e "A quietude é quase um sonho".
Não conheço nenhum estudo aprofundado da produção de Cadão Volpato como letrista no Fellini. Por tudo o que eu já disse, valeria a pena que algum mestrando ou doutorando da cadeira de Letras se debruçasse nelas. Porém, creio que muita gente prefira trabalhar com autores já consagrados, exemplos dos citados Renato Russo e Cazuza. Uma coisa é certa: mesmo com o intervalo de quase dez anos entre o lançamento de "Amor Louco" o recente "Amanhã é Tarde", a qualidade das letras continua a mesma. Pode ser uma das vantagens do Fellini ser uma banda bissexta, mas eu aposto que é muito mais por causa do talento natural de Cadão.
Há mais um dado curioso sobre a belíssima "Grandes Ilusões". Em "Amor Louco, ela figura como uma balada com muitos violões e um teclado, mas existe uma outra versão com andamento mais rápido e uma letra totalmente diferente. Seu título é "Por Toda Parte" e nunca chegou a ser gravada, apenas tocada pela banda em apresentações ao vivo. Thomas Pappon, a outra alma do Fellini, achou-a tão maravilhosa que resolveu fazer uma versão em inglês, cujo título é "Everywhere". Está em "Eurosambas", primeiro CD do The Gilbertos, projeto-solo de Thomas. Qualquer dia desses eu coloco sua letra aqui.
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quinta-feira, março 06, 2003
Lamento informar, mas não é aqui que vocês irão encontrar fotos da ex-Miss Brasil Josiane (BBB) pelada.
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quarta-feira, março 05, 2003
Sempre que possível, eu comento aqui no blog Onzenet algo que saiu na coluna de rádio assinada pela Laura Mattos na Folha de S. Paulo. O tema dessa semana particularmente me interessou pois fala sobre a atual situação da Rádio Brasil 2000 FM. No título, uma palavra expressa muito bem o que acontece por lá: crise. No fim do túnel, uma possibilidade: um acordo com a Bandeirantes AM, que arrendaria o canal dos 107,3Mhz.
Esse estado atual da emissora nada mais é que um reflexo de uma decisão tomada em 2000, que foi o afastamento da dupla Tatola-Roberto Maia. Naquela época, mesmo com todos os problemas, a Brasil 2000 tinha uma identidade própria. É bem verdade que ela havia perdido muito da ousadia na que marcou sua programação musical no início da década de 90, abrindo espaço para coisas mais manjadas, como os "Smoke On The Water" da vida. Mesmo assim, era uma rádio que se deixava ouvir. Isso se devia ao fato de Roberto Maia ser um verdadeiro radiomaker, seja criando programas bacanas como "Clube das Muheres" ou com sensibilidade para dar abertura a projeitos diferenciados como o "Garagem". Talvez a maior prova de que Maia estava no caminho certo foi o fato de seu sucessor, Lélio Teixeira, ter mantido parte da estrutura de programação que encontrou quando assumiu. Teixeira deu o grande pulo do gato ao criar o Na Geral, programa de debates sobre futebol com um tempero bem-humorado, que se transformou no carro-chefe da emissora, tanto em faturamento como em audiência, embora não fosse o programa ideal para fazer com que o público se ligasse nos outros horários da rádio. Outro mérito seu, foi trazer de volta ao rádio Kid Vinil, com um programa diário todas as tardes.
Mesmo com várias atrações de peso, ainda existia o problema da falta de anunciantes, comum a outras emissoras de rádio, não apenas a Brasil 2000. Uma solução foi, como escreveu Laura Mattos, "dar uma 'uma nova cara' à programação, usando o marketing politicamente correto da cidadania para atrair novos anunciantes". Para tocar esse projeto, foi chamado o jornalista Gilberto Dimenstein, que iria tomar conta de um comitê a ditar diretrizes de programação, e um coordenador artístico, Juan Pastor, para trabalhar com Lélio Teixeira. Essa dobradinha não durou muito, pois Texeira levaria o seu Na Geral para a Bandeirantes AM, talvez insatisfeito por se transformar numa "rainha da Inglaterra".
A fase politicamente correta da Brasil 2000 marcou o fim do Garagem e a estréia do Blog do Tas, apresentado pelo ator Marcelo Tas. Porém, a perda do Na Geral fez cair ainda mais a receita da rádio e o programa de Tas foi retirado do ar na sexta que antecedeu ao carnaval devido aos seus altos custos. Agora, a emissora está com o pires na mão, tendo que recomeçar tudo do nada para não morrer.
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terça-feira, março 04, 2003
Apesar de sua curta carreira, Celly Campello deixou seu nome inscrito na história como a introdutora do rock no país. Não fosse por ela, talvez o ritmo demorasse a chegar por aqui. No entanto, ficam algumas perguntas no ar: e se ela não tivesse abandonado tudo para se casar, o que aconteceria? O Brasil teria uma tradição rocker de peso? A Jovem Guarda e a Tropicália existiriam? Enfim, são temas que renderiam diversos ensaios. Quem se habilita a abordá-los?
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domingo, março 02, 2003
Deu o que falar a matéria sobre os blogs publicada nessa semana na Folha e assinada pelo Alexandre Matias. O que causou a maior polêmica foi a lista de 50 blogs indicada por ele a título de ilustração. O Aly, do Letteri Cafe informa que alguns dos blogs incluidos não estão sendo atualizados desde outubro de 2002. Outros blogueiros ficaram chateados, sentimento que pode ser medido no sistema de comentários do blog de Cora Ronai. Isso exposto, vamos ao que importa: a lista alinhavada pelo Matias é boa. Eu mesmo já linkei e falei sobre alguns aqui, como o do Tom Leão, do Alex Antunes, o da Thais Aragão e o da Flávia Durante. Quem se propõe a fazer uma listagem desse tipo corre o risco de deixar muita coisa boa de lado. Talvez valeria a pena ter incluído, entre outros, o Rádio Base, o primeiro blog sobre rádio do Brasil, o Cinema Cuspido, do chapa Marcelo Valletta, que é dedicado ao cinema e o do Inagaki, um dos melhores cronistas-blogueiros da atualidade.
Faltou também blog de gente comum, pessoas iguais a você, não necessariamente jornalistas, escritores ou gênios da informática, que resolveram dividir suas experiências do dia-a-dia na rede. Posso citar dois: o da Dani Bee e o da Ket, a estudante intercambista que está passando uma temporada no México e que vem trazendo uma visão bacana sobre a vida naquele país.
Dessa matéria dá para se concluir uma coisa ao menos: lista de blogs é igual a convocação da seleção brasileira de futebol. Todo mundo possui as suas preferências e nem sempre dá para agradar a todos.
Em tempo: eu também já fiz um artigo sobre blogs para o Observatório da Imprensa, com direito a algumas indicações. Já senti na pele o quanto que essa parte não é nada fácil.
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sexta-feira, fevereiro 28, 2003
No Domingo
Quando o almoço acabar
lá pelas 3
e sorrindo
o seu velho girar
sobre os pés
caindo
deixa o sol rancar
como um rei
deixa o país inteiro
apagar
Quando, às 5
A coruja voar pelo céu
e ao vivo
o seu time tomar dois
ou três
caindo
deixa a noite
reinar de uma vez
deixa o país inteiro
apagar
deixa o país inteiro
Esse é mais um samba maluco da rapaziada do Fellini, como anunciou certa vez Osmar Santos em seu Balancê. "Samba das Luzes" está no disco "Amor Louco", de 1990 que só foi reeditado no formato CD dez anos depois. Em 1999, fiz um artigo para o extinto e-zine Buxixo sobre esse álbum. Como eu já tinha perdido as esperanças de um relançamento, usei um título um tanto desalentador: "O disco perdido do Fellini". Eis aqui alguns de seus trechos:
Há duas edições usei este espaço para falar do lançamento de “Eurosambas 1992-1998”, álbum de estréia do The Gilbertos, o novo projeto musical de Thomas Pappon. Falei de passagem da antiga banda de Thomas, o Fellini, uma das mais importantes bandas da cena independente brasileira dos anos 80. Não é segredo para ninguem que as duas bandas tem muito em comum. Uma é praticamente a continuidade da outra. E o próprio Thomas em suas entrevistas tem reiterado a conexão entre elas. O jornal “O Estado de S. Paulo”, ao publicar a crítica de “Eurosambas”, abriu um texto à parte apenas para rememorar o passado do Fellini. Sem exagero, pode-se dizer que a reboque do The Gilbertos está nascendo uma nova onda da “fellinimania”. Muita gente tem procurado nas lojas especializadas as reedições em CD dos antigos álbuns do Fellini.
(...)
Por um capricho do destino os novos fãs do Fellini não poderão ter acesso a discografia completa do grupo. Apenas os três primeiros álbuns tiveram reedição no formato CD. São eles: “O Adeus de Fellini” (1985), “Fellini só Vive Duas Vezes” (1986) e Três Lugares Diferentes (1987), todos pela Baratos Afins, uma tradicional loja de discos em São Paulo, que virou gravadora. Há um disco, cujo relançamento ainda está sendo aguardado: “Amor Louco” (1990). É o que podemos chamar de “o disco perdido do Fellini”.
(...)
Um pouco de história: “Amor Louco” foi lançado originariamente em LP pela Wop Bop, outra loja especializada em discos que também resolveu ter seu próprio selo. O projeto desse álbum chegou a ser oferecido a Luis Carlos Calanca, da Baratos Afins, mas foi recusado. Terminava assim um casamento que rendeu três grandes discos (ver item acima). Como a Wop Bop Discos começava a dar seus primeiros passos, um acerto entre a banda e Rene Ferri, seu dono, não foi difícil.
Alguns problemas atrasaram a finalização de “Amor Louco”. O produtor R.H. Jackson teve de viajar e as gravações ficaram paradas por alguns meses e o orçamento de produção acabou estourando. Resultado: o LP não foi lançado com a devida divulgação, ainda que tenham saido algumas resenhas nos grandes jornais (Folha e Estado) e na revista Showbizz. Apenas um show de lançamento foi realizado à época, em São Paulo, no finado Espaço Retrô. Era o final de um ciclo na carreira do Fellini. Depois, Thomas Pappon resolveu se mudar para a Europa e a banda encerrou suas atividades. Em 1995, Luis Calanca resolve reeditar os três primeiros discos do Fellini em CD. Mas nada de “Amor Louco”.
Em 1997, numa entrevista a Rádio Onze, Rene Ferri explicou que tem interesse em relançar esse álbum. Ele se dispõe a liberar as matrizes que estão em seu poder se alguma gravadora se interessar naquilo que ele chama de “parceiria”. Um exemplo disso foi a Cri Du Chat, responsavel pelas novas edições em CDs dos LPs da cantora May East e do conjunto Violeta de Outono, após um acordo com Ferri.
Seria legal que essa lacuna fosse preenchida. O Fellini está em negociações para lançar um quinto álbum e “Amor Louco” permanece esquecido, talvez por uma falta de visão dos homens de negócios das gravadoras. Felizes aqueles que na época compraram a bolacha. Hoje, ela virou um item raro de colecionador. No mercado negro, uma cópia não sai por menos de R$ 50,00.
(...)
Musicalemte, “Amor Louco”é um típico disco do Fellini. Todos os temas recorrentes tratados pela poesia de Cadão Volpato estão lá. Relacionamentos amorosos comparecem em “Chico Buarque Song” e na faixa que cede seu nome ao LP: “Amor Louco”. Uma certa politização pode ser notada em “Cittá Piu Bella”. Observações sobre a passagem do tempo são a marca registrada de “Clepsidra”. Há ainda um flerte com a dance music, “Love Till The Morning” e dois sambas “Você é Música” e "Samba das Ilusões". A única diferença é que tudo foi gravado em 16 canais e com qualidade digital, talvez as melhores condições já encontradas pela banda em sua história.
O destaque desse disco sem dúvida é “Chico Buarque Song”. Tudo nela funciona perfeitamente desse o arranjo até a letra em inglês. É bem verdade que nela há um pequenissimo escorregão. Em um trecho da letra em inglês Cadão Volpato canta “Do you still hear Chico Buarque at night”. O certo seria a palavra listen no lugar de hear, mas não é isso que vai tirar o brilho dessa canção.
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quinta-feira, fevereiro 27, 2003
Ué, parece que não tinham fotos da Fernanda Lima pelada no 3am. Em compensação, tem uma entrevista que eu fiz com o jornalista Alexandre Matias, na qual ele fala um pouco mais sobre sua passagem (e saída) pela revista Play, que foi extinta no final do ano passado.
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Não sei se meu puxão de orelhas deu certo, mas o fato é que o Ruídos está de volta, após uma longa espera. O quarto melhor e-zine do Indie Destaque 2002 traz na sexta edição a volta dos Paralamas, Sonic Youth, Neil Young, Wonkavision, Nação Zumbi, entre outros destaques. A minha contribuição está na entrevista que fiz com a Megssa Fernandes, vocalista da banda Magic Crayon e uma irriquieta menina super-poderosa multimídia. Saiba o porque dessa definição lendo o bate papo aqui.
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